Horário de funcionamento do comércio no feriado do Dia do Trabalhador

30 de abril de 2026

Comércio do Centro será facultativo e shoppings abrirão com horário especial nesta sexta (1)

O comércio do Centro do Recife será facultativo sexta-feira, no feriado do Dia do Trabalhador (1° de maio), segundo a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Recife) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços (Sindilojas Recife). A decisão foi acordada em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores. Já os shoppings centers da Região Metropolitana funcionarão em horário especial.

#Confira o horário de funcionamento do comércio do centro do Recife e de shopping centers da Região Metropolitana no feriado do Trabalhador:

Centro do Recife e bairros: – facultativo

Shopping Recife – das 12h às 21h;
RioMar Recife – das 12h às 21h;
Shopping Boa Vista – das 10h às 19h;
Shopping Tacaruna – das 12h às 21h;
Plaza Shopping – das 12h às 21h;
Shopping ETC – das 12h às 18h;
Shopping de Afogados – das 9h às 18h.

*Olinda
Shopping Patteo Olinda – das 12h às 21h.

*Paulista
Paulista North Way Shopping – das 12h às 21h.

*Camaragibe
Camará Shopping – das 12h às 21h.

*Jaboatão dos Guararapes
Shopping Guararapes – das12h às 21h.

*Cabo de Santo Agostinho
Shopping Costa Dourada – das 12h às 20h.

*Igarassu
Shopping Igarassu – das 12h às 20h.

*Moreno
Recife Outlet – das 9h às 21h.

Fontes: CDL Recife e Sindilojas Recife

CDL Recife recebe título de Patrimônio Imaterial Histórico e Cultural

A CDL Recife celebra um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória ao conquistar o título de patrimônio imaterial histórico e cultural do Recife

A iniciativa, proposta pelo vereador Gilberto Alves (PRD), chancela uma caminhada construída ao longo de 65 anos, marcada pelo compromisso com o comércio, com a economia e com o desenvolvimento da cidade.

Fundada em 4 de junho de 1960, no bairro de Santo Antônio, a CDL Recife surgiu com a missão de fortalecer o setor lojista e garantir representatividade aos empresários. Desde então, tornou-se uma das principais entidades do país, estimulando o empreendedorismo, modernizando relações comerciais e atuando de forma estratégica na construção de um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo.

Ao longo dessa jornada, importantes lideranças contribuíram para consolidar a força da instituição, como os ex-presidentes Eduardo Catão, Fernando Catão, Silvio Vasconcelos e Cid Lobo, que deixaram legados fundamentais para o crescimento da entidade.

A CDL Recife também se destaca por iniciativas que impactam diretamente a economia local. A implantação do SPC Brasil em Pernambuco é um exemplo dessa atuação, oferecendo mais segurança nas relações comerciais e fortalecendo o mercado.

Atualmente, a entidade segue inovando e liderando projetos que valorizam o Centro do Recife e impulsionam o comércio. Programas como o Recentro evidenciam a força da articulação institucional, e a CDL Recife registra agradecimento à Ana Paula Vilaça pelo apoio e parceria contínua no avanço dessa pauta estratégica.

Outro ponto de destaque é a nova diretoria, eleita em 2025 durante as comemorações dos 65 anos da instituição, já considerada a mais diversa de sua história. Com maior participação feminina e uma gestão mais plural, a CDL Recife reforça seu compromisso com a inclusão e com uma atuação alinhada às transformações da sociedade.

Essa trajetória é construída diariamente por muitas mãos. Dirigentes, colaboradores, parceiros, lojistas, pastores e toda a sociedade fazem parte dessa história que movimenta o comércio e gera impacto real na cidade.

O título de patrimônio imaterial não apenas valoriza o passado, mas também projeta o futuro. Ele fortalece o papel da CDL Recife como uma instituição essencial para o desenvolvimento econômico da capital pernambucana.

A CDL Recife segue em movimento, conectando oportunidades, fortalecendo negócios e contribuindo para um Recife mais forte, inovador e inclusivo.

Nome sujo e limite estourado: por que 62% recorrem ao CPF de terceiros

28 de abril de 2026

Restrição no acesso ao crédito formal é principal fator por trás do uso do nome de familiares e amigos em compras e financiamentos

Para a maioria dos brasileiros que recorrem ao nome de terceiros para conseguir crédito, a prática não é uma escolha estratégica — é uma necessidade diante da dificuldade de acesso ao sistema financeiro formal. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 62% dos consumidores que utilizaram o nome de outra pessoa para acessar crédito nos últimos 12 meses enfrentavam algum tipo de restrição para contratar no próprio CPF.

O dado reforça que o crédito de terceiros vem funcionando, para parte da população, como alternativa informal diante das barreiras impostas pelo mercado tradicional.

Negativação e limite comprometido lideram entre os entraves

Entre os principais motivos apontados para recorrer ao nome de outra pessoa estão a negativação do CPF e o esgotamento do limite de crédito disponível.

Segundo o levantamento, 23% afirmam ter utilizado o nome de terceiros porque estavam com o nome sujo, enquanto 20% disseram já ter comprometido todo o limite de crédito disponível no próprio CPF.

Esses indicadores mostram que o fenômeno está diretamente ligado ao aperto financeiro e à dificuldade de parte dos consumidores em manter capacidade de compra dentro das regras do sistema formal.

Além das restrições tradicionais, uma parcela dos entrevistados afirmou nunca sequer ter tentado contratar crédito em nome próprio, o que sugere a existência de consumidores já habituados a depender de terceiros para esse tipo de operação.

Na prática, o dado mostra que, para muitos brasileiros, o acesso ao consumo financiado já nasce condicionado à existência de uma rede de apoio disposta a assumir esse papel.

Isso cria uma dinâmica paralela em que o poder de compra do consumidor deixa de depender apenas de sua saúde financeira individual e passa a estar atrelado à disponibilidade de crédito dentro do seu círculo social.

O que esse cenário revela para o varejo

Para o varejo, o avanço desse comportamento reforça que parte do consumo atual está sendo sustentada por mecanismos informais de financiamento — e não necessariamente por melhora na capacidade financeira do consumidor.

Mais do que um dado sobre comportamento de compra, o uso crescente de CPF de terceiros evidencia a dificuldade de uma parcela relevante da população em acessar crédito dentro dos parâmetros tradicionais do mercado.

Pesquisa revela perfil de consumidor do Centro do Recife

23 de abril de 2026

O levantamento feito pela CDL Recife e UniFafire aponta novas tendências de consumo no Centro do Recife. O estudo ouviu 536 consumidores da Região Metropolitana do Recife (RMR), entre os dias 23 e 27 de março

Um levantamento feito pelo Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire), em colaboração com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife), revelou o favoritismo pelo consumo no Centro da capital pernambucana por parte da população do Recife expandido, que busca preço baixo e variedade. A pesquisa foi realizada com 536 pessoas, entre os dias 23 e 27 de março.

“Dados são uma das ferramentas mais estratégicas para o nosso sistema. Essa amostragem do comportamento dos consumidores da região central do Recife é um instrumento que nos direciona sobre o ambiente de negócios e as necessidades desses clientes, que vão além do produto consumido. Esses dados são fundamentais para a busca por melhorias no Centro do Recife, reforçando o protagonismo econômico da área”, afirma Fred Leal, presidente da CDL Recife.

Polo com variedade para economizar
A pesquisa posiciona o Centro como o principal polo de compras, com diversas opções para quem busca economizar. Segundo o representante do varejo recifense, há ruas que concentram várias lojas do mesmo segmento, como festas, gestação e maternidade, eletroeletrônicos, entre outros. Também existem itens de determinados segmentos que praticamente só são encontrados no Centro.

Fred Leal ainda destaca que, “além da vantagem competitiva de poder experimentar o produto na hora e ainda economizar, o consumidor do Centro também pode comprar online e retirar na loja. Parcelamentos mais acessíveis, com juros mais baixos, são alguns dos atrativos diferenciais aos clientes”.

De acordo com último censo lojista, realizado em 2022, pela CDL Recife, são mais de 1,5 mil lojas, nos diversos segmentos, e que geram inúmeros empregos na cidade. Entre eles, o de vestuário, calçados, bijuterias, cosméticos e beleza, móveis e decoração, aviamentos, artigos para festa e eventos, itens para alimentação, embalagens, eletrônicos e eletroportáteis, construção e brinquedos. A iniciativa conta com parceria do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços do Recife (Sindilojas), Prefeitura do Recife, por meio do Recentro, e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Políticas públicas que podem potencializar o comércio do Centro
Entre os desafios apontados pelos entrevistados, que impactam na experiência de compra no Centro, estão a percepção de segurança e a mobilidade. “O acesso ao Centro do Recife, muitas vezes, é um desafio para o consumidor. Há o fator distância, especialmente para quem vem de regiões descentralizadas ou outros municípios, e depende do transporte público. Outros fatores também estão no nosso radar, como limpeza urbana, iluminação e segurança”, destacou Fred Leal, presidente da CDL Recife.

A pesquisa
Segundo o coordenador da pesquisa, Eduardo da Costa Aguiar, especialista em Gestão Estratégica de Marketing e coordenador dos cursos da área de Negócios e Gestão do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFafire), para realizar o estudo, foram ouvidas pessoas de diversas idades e em vários pontos da região central para se colher variedade de dados como amostra confiável. Com isso, a intenção do levantamento é saber quem vai ao Centro, qual a regularidade, de onde é, o que vai fazer lá, como chega e retorna. É saber também do público qual a percepção de valor, a escolha do local de compra e a experiência.

Para Aguiar, os resultados evidenciam padrões consistentes, como a percepção do Centro como um polo de preço acessível e grande variedade. Esse tipo de evidência ultrapassa opiniões isoladas e se consolida como base concreta para orientar decisões estratégicas. A identificação de fragilidades – como questões de segurança e conforto, e de oportunidades, como o fortalecimento da proposta de valor baseada em preço e variedade – fornece diretrizes claras para ações de curto, médio e longo prazo. Dessa forma, a avaliação deixa de ser apenas descritiva e passa a ser um instrumento de transformação.

“Nesse sentido, a parceria entre a Unifafire e a CDL no desenvolvimento de pesquisas representa um modelo virtuoso de cooperação. Ela demonstra que a produção de conhecimento, quando articulada com as demandas da sociedade, tem o poder de gerar impacto real, apoiar a tomada de decisão e contribuir para o fortalecimento econômico do Centro do Recife. Investir em pesquisa é, acima de tudo, investir em desenvolvimento, inovação e futuro”, ressalta o coordenador.

Melhorar a experiência de compra
O levantamento mostra ainda que o centro não compete com o shopping. Cada um tem seu formato e experiências de compras. Ou seja: não há uma disputa direta de canal, mas uma ocasião de consumo. “O futuro do Centro não é virar shopping. É melhorar a experiência de compra para o consumidor em todo o comércio”, ressaltou Fred Leal.

Compra híbrida se consolida e redefine a jornada do consumidor no varejo

18 de março de 2026

Estudo da GS1 Brasil mostra que consumidores combinam cada vez mais canais físicos e digitais na busca por informações e na decisão de compra

A separação entre loja física e ambiente digital já não reflete mais a forma como o consumidor compra. A jornada de consumo tornou-se cada vez mais integrada, combinando diferentes canais de pesquisa, comparação e aquisição de produtos. É o que revela o estudo “Tendências de Consumidores 2025–2026”, da GS1 Brasil, que mostra como o modelo híbrido se consolida como padrão de comportamento no varejo.

Os dados mostram que o consumidor atual transita entre diferentes fontes de informação antes de concluir uma compra. A embalagem do produto é consultada por 61% dos consumidores, enquanto 56% recorrem ao site do fabricante. Na sequência aparecem sites ou aplicativos de lojas e marketplaces, utilizados por 36%, aplicativos de leitura de QR Code ou código de barras, com 33%, e redes sociais, com 31%. Esse comportamento evidencia uma jornada que mistura experiências físicas e digitais ao longo do processo de decisão.

Loja física continua relevante

Apesar do avanço do comércio eletrônico, a loja física mantém papel importante na experiência de compra. O contato direto com o produto, a possibilidade de testar itens e a interação com vendedores continuam sendo fatores valorizados por muitos consumidores.

Ao mesmo tempo, o ambiente digital oferece vantagens como comparação de preços, acesso a avaliações de outros consumidores e maior disponibilidade de informações sobre produtos. A combinação desses elementos faz com que muitos consumidores pesquisem em um canal e concluam a compra em outro.

Com a consolidação desse comportamento híbrido, cresce a necessidade de integração entre canais no varejo. Informações sobre produtos, preços e disponibilidade precisam estar alinhadas entre loja física, e-commerce, aplicativos e marketplaces para evitar ruídos na jornada de compra.

Segundo o estudo da GS1 Brasil, a consistência dos dados, como descrição, imagens, características técnicas e identificação dos produtos, torna-se cada vez mais relevante para garantir uma experiência de compra fluida.

Na prática, consumidores esperam encontrar as mesmas informações independentemente do canal utilizado. Divergências entre embalagem, site da marca ou marketplace, por exemplo, podem gerar dúvidas e comprometer a decisão de compra.

Outro aspecto que se destaca na pesquisa é o aumento do hábito de pesquisa antes da compra. O consumidor atual tende a consultar múltiplas fontes para entender melhor o produto, verificar características e comparar opções disponíveis no mercado.

Esse comportamento reforça que o futuro do varejo passa pela integração entre experiências físicas e digitais. Mais do que escolher entre loja ou e-commerce, o consumidor busca conveniência, transparência de informação e flexibilidade para transitar entre canais ao longo da jornada.

Prévia do PIB: atividade econômica cresce 0,8% em janeiro, indica Banco Central

16 de março de 2026
Indicador que antecipa o desempenho da economia mostra avanço puxado por serviços e indústria no início de 2026

A atividade econômica brasileira cresceu 0,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, considerando os dados com ajuste sazonal, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central.

O indicador é conhecido como uma espécie de “prévia do PIB”, pois acompanha mensalmente o desempenho da economia antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto (PIB), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do mês foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que registrou alta de 0,8%, e pela indústria, que avançou 0,4%. Já a agropecuária apresentou queda de 1,5% no período. O componente de impostos sobre produtos teve crescimento de 0,5%.

Quando se desconsidera o desempenho da agropecuária, o indicador mostra avanço ainda maior, de 0,9% em janeiro, sinalizando um início de ano mais favorável para os demais setores da economia.

Na comparação com janeiro de 2025, a atividade econômica registrou crescimento de 1%. Já no acumulado de 12 meses até janeiro, a alta foi de 2,3%, segundo o Banco Central.

Considerando o trimestre encerrado em janeiro, o indicador também aponta avanço de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

O IBC-Br reúne dados de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária para medir o ritmo da economia de forma mais rápida. Embora utilize um conjunto menor de informações do que o PIB oficial, o índice é divulgado mensalmente e serve como um termômetro da atividade econômica enquanto o dado oficial ainda não foi publicado.

Colaboradoras da CDL Recife e Sindilojas recebem palestra sobre reconhecimento feminino

13 de março de 2026

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, diretoras e colaboradoras da CDL Recife e do Sindilojas Recife participaram de uma manhã especial voltada ao protagonismo feminino, à conexão, ao reconhecimento e à valorização do papel da mulher no setor e na gestão do próprio tempo.

O encontro contou com a palestra “Mulher, você não precisa viver cansada”, ministrada pela educadora física Fabrícia Oliveira, que abordou estratégias de organização do tempo e da energia para quem precisa conciliar múltiplas responsabilidades.

A ação é fruto da parceria entre a CDL Recife e o Sindilojas Recife e foi realizada no dia 12 de março, no auditório do Sindicato.

CDL Recife reúne setor de varejo para apresentar atualidades do mercado

O Pós NRF 2026 é um espaço pensado para empresas que reconhecem o potencial do seu negócio e estão atentas às tendências do varejo mundial.

No Pós NRF 2026, marcas e lideranças se reúnem para acessar insights estratégicos e se conectar com o que há de mais atual no mercado.

O início do Pós NRF 2026 ficou a cargo de Paulo Monteiro, diretor institucional da CDL Recife, que convidou o presidente Fred Leal para realizar a abertura oficial do evento.

O momento marcou o começo de uma manhã de conexões, troca de experiências e acesso aos principais insights do varejo mundial.

Em mais uma edição do Pós-NRF, Tiago Pessoa de Mello conduziu a palestra sobre as principais tendências do varejo mundial, trazendo ao público uma análise estratégica dos movimentos que estão moldando o presente e o futuro do setor.

Homenagem à Mulher do Varejo Pernambucano por Paulo Monteiro

9 de março de 2026

Em março, ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, é impossível não reconhecer o papel decisivo que as mulheres exercem no varejo, um dos setores mais dinâmicos, desafiadores, estratégicos da economia e que mais emprega. O varejo é, historicamente, um espaço de intensa presença feminina. Nas lojas, nos caixas, nos estoques, nas áreas de vendas e administrativas e, cada vez mais, nas posições de liderança, as mulheres são protagonistas do atendimento, da organização, da gestão e da inovação. Elas não apenas ocupam funções: elas sustentam a experiência do cliente e a reputação das marcas. Na área de vendas, a sensibilidade para compreender o consumidor, a capacidade de escuta ativa e a habilidade de criar vínculos são diferenciais que impactam diretamente nos resultados. No campo técnico e operacional, as mulheres vêm demonstrando competência, disciplina e domínio de processos, superando antigos estigmas e mostrando que eficiência não tem gênero.

Na gestão, cada vez mais empresárias e executivas imprimem uma liderança moderna, colaborativa e orientada a resultados, conciliando estratégia, visão de mercado e gestão de pessoas. O varejo exige resiliência, inteligência emocional, capacidade de adaptação e foco em
metas, características que inúmeras profissionais demonstram diariamente, muitas vezes conciliando múltiplas jornadas. É preciso reconhecer que, apesar dos avanços, ainda existem desafios a serem superados, tais como desigualdade salarial, barreiras ao crescimento profissional e a necessidade de maior representatividade nos cargos mais altos. Valorizar a mulher no varejo é também enfrentar esses pontos com
políticas claras de equidade, desenvolvimento e oportunidades reais de ascensão. Celebrar o Dia Internacional da Mulher no contexto do varejo é reconhecer que o setor cresce e se fortalece graças ao talento, à dedicação e à competência feminina. É afirmar que empresas mais diversas são mais inovadoras, mais humanas e mais competitivas.

Mais do que uma homenagem, março deve ser um momento de compromisso, com respeito, igualdade de oportunidades e valorização efetiva das mulheres que movem o varejo todos os dias, da operação à estratégia, do atendimento à direção. Nessa homenagem, é preciso destacar, com especial orgulho, a força da mulher pernambucana. Mulher que muitas vezes é dona de casa, arrimo de família, mãe,
cuidadora e, ao mesmo tempo, profissional dedicada do varejo.

Na cidades maiores como Recife, vemos diariamente mulheres que acordam cedo, enfrentam longos deslocamentos, horas presas no trânsito, administram o orçamento doméstico e ainda entregam excelência no atendimento e na operação das empresas onde trabalham. Elas sustentam seus lares e os resultados de suas empresas. Importante destacar também, a mulher empreendedora que é uma força motriz da
economia do estado, que a partir de seus sonhos gera empregos, movimenta os bairros, gera oportunidades e deixa sua marca no desenvolvimento econômico e social de Pernambuco.

A mulher pernambucana carrega em sua história a marca da resistência, da coragem e da capacidade de superação. No varejo, essa força se traduz em compromisso, responsabilidade e determinação para crescer, aprender e ocupar espaços cada vez
maiores. São exemplos vivos de que desenvolvimento econômico e justiça social passam, necessariamente, pela valorização do trabalho feminino, e que, em Pernambuco, representam um verdadeiro símbolo de força e dignidade. Viva a Mulher Varejista e viva a Mulher Pernambucana!

Paulo Monteiro
Diretor Institucional da CDL Recife

Pós-NRF 2026

Tendências para o varejo serão debatidas em evento gratuito no Recife
A CDL Recife reunirá mais de 200 executivos de lojas de rua e de shoppings para debater e se preparar para novos desafios. Será dia 10 de março, em Boa Viagem

No próximo dia 10 de março, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) realiza o evento Pós NRF 2026, uma versão local do que foi apresentado na NRF Big Show 2026, maior evento mundial do setor e realizado em Nova York. O encontro reunirá mais de 200 empresários e executivos do varejo pernambucano dos diversos setores, entre lojas de rua e de shopping centers, para debater as principais tendências, inovações para o setor e futuro do varejo. Será no auditório do Mar Hotel Conventions, das 8h30 às 11h30, com inscrição gratuita.

O evento é promovido em parceria com a Associação Pernambucana de Shoppings Centers (Apesce), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Aloshop PE), Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços (Sindilojas Recife) e Federação das CDLs de Pernambuco (FCDL Pernambuco). Esta já a quarta edição de pós NRF realizada pela CDL Recife na capital pernambucana.

Transformação digital
O assunto será abordado pelo consultor Tiago Pessoa de Mello, especialista com mais de 17 anos de atuação nas áreas de empreendedorismo, varejo e transformação digital. Professor e palestrante em inovação, estratégias disruptivas e inteligência artificial, Tiago possui MBA pela FGV, especializações pela Harvard Business School e formação em inteligência artificial pela MIT Sloan School of Management. Também conta com formação em empreendedorismo, marketing digital e e-commerce pela Wharton School e em product management e inovação pela Stanford University.

Conforme o presidente da CDL Recife, Fred Leal, a intenção é atualizar e preparar os lojistas com o que há de mais atual do setor no mundo e preparar executivos para os novos desafios. Entre as temáticas, a aplicação da inteligência artificial aos negócios, experiência do cliente, novos modelos de consumo, transformação digital e estratégias de crescimento sustentável.

#Serviço:
O que: Pós NRF 2026 – O Próximo Agora Está Aqui
Quando: 10 de março de 2026
Onde: Mar Hotel Conventions – Rua Barão de Souza Leão, 451, Boa Viagem, Recife
Horário: 8h30 às 11h30
Quanto: inscrição gratuita pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/pos-nrf-2026/3316095

 

Entenda como conflito entre EUA e Irã pode afetar economia no Brasil

3 de março de 2026
Os conflitos no Oriente Médio que se iniciaram no último sábado (28/2) podem trazer sérias implicações para o comércio mundial

Os recentes conflitos no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã têm potencial para influenciar a economia mundial.

A escalada de tensão entre os países acende alertas nos mercados internacionais e provoca reflexos em commodities e moedas. Embora o Brasil esteja distante do epicentro do conflito, a economia brasileira pode sentir os efeitos por meio da alta do petróleo, da pressão sobre o dólar e do risco inflacionário.

O temor central dos investidores é que uma escalada militar comprometa a oferta de petróleo no Oriente Médio, região estratégica para o abastecimento global.


Entenda a ofensiva no Irã

  • Forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram uma ofensiva aérea contra o Irã na madrugada do último sábado (28/2), atingindo dezenas de alvos militares e estratégicos em várias províncias;
  • aiatolá Ali Khamenei, líder máximo do Irã desde 1989, foi morto durante os bombardeios;
  • O governo iraniano declarou Khamenei “martirizado” pelos ataques e decretou 40 dias de luto nacional, além de 7 dias de feriado oficial, ressaltando que o episódio “não ficará sem resposta”.
  • Além de Khamenei, autoridades militares e políticas de alto escalão também foram reportadas como mortas nos ataques, incluindo chefes da Guarda Revolucionária e do Conselho de Defesa iranianos;
  • A ofensiva foi condenada por líderes globais como uma ameaça à paz e segurança internacionais; organizações como a ONU alertaram para o risco de descontrolar ainda mais o conflito no Oriente Médio.

O Irã é um dos principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), e qualquer risco de sanções mais duras ou interrupção logística tende a pressionar o valor do barril no mercado internacional.

Quando o preço do petróleo sobe, o reflexo costuma aparecer nas bombas de combustíveis brasileiras, já que a Petrobras acompanha as cotações internacionais como referência.

Além disso, a alta do barril impacta diretamente a gasolina e o diesel. No caso do diesel, o efeito é ainda mais sensível, já que o combustível influencia o custo do transporte de mercadorias, o que pode provocar um efeito cascata sobre alimentos e produtos básicos, pressionando o índice de inflação.

Por outro lado, como o Brasil é um produtor de petróleo, é possível que o país alcance outros mercados e comece a exportar mais do produto.

Ormuz

Outro ponto relevante é o bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz, localizado em território iraniano e por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O canal é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Iraque.

Por ali passam diariamente dezenas de milhões de barris de petróleo e volumes importantes de gás natural liquefeito, conectando o Golfo ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores do mundo.

Especialistas de mercado alertam que, mesmo sem um fechamento total legalizado, a ameaça e a percepção de risco já exercem pressão sobre preços e cadeias de abastecimento, porque empresas de navegação, refinarias e seguradoras recalibram seus planos diante da instabilidade na região.

Na avaliação do professor da Strong Business School, Jarbas Thaunahy, “qualquer bloqueio, mesmo parcial, afetaria fluxos de petróleo e gás natural liquefeito. Mesmo sem interrupção física, o simples aumento do risco eleva custos de frete, seguro marítimo e hedge logístico. Isso encarece cadeias produtivas globais e pode gerar novos gargalos em setores dependentes de energia”, disse.

Dólar e bolsa

Conflitos internacionais costumam elevar a aversão ao risco global. Em momentos de incerteza, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como títulos do tesouro norte-americano, o que fortalece o dólar frente a moedas de países emergentes, como o real.

A valorização da moeda americana encarece importações e também tem impacto indireto sobre a inflação. Além disso, a bolsa brasileira tende a operar com maior volatilidade em cenários de tensão geopolítica, especialmente em setores mais expostos ao cenário internacional.

Se o choque no petróleo e no câmbio for significativo e persistente, o efeito pode chegar às decisões de política monetária. Uma pressão adicional sobre os preços dificulta o trabalho do Banco Central (BC) no controle da inflação e pode influenciar o ritmo de cortes ou manutenção da taxa básica de juros.

Economistas avaliam que o impacto dependerá da duração do conflito. Um episódio pontual tende a gerar apenas volatilidade temporária. Já uma escalada prolongada pode consolidar um cenário de inflação mais resistente.

Para o professor, petróleo mais caro significa energia e transporte mais caros. Ele explica que energia é um insumo transversal à economia e uma alta consistente do barril tende a gerar pressão inflacionária adicional, especialmente em economias que ainda estão administrando os efeitos do ciclo inflacionário recente, como é o caso do Brasil.

Segundo Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor do curso de Administração da ESPM e especialista em economia internacional, o movimento vai além de uma reação pontual dos mercados. Ele explica que o petróleo é um insumo transversal. Quando seu preço sobe de forma abrupta, há um efeito em cadeia sobre transporte, alimentos e indústria, o que pode reverter a tendência recente de desaceleração da inflação observada nas principais economias.

No curto prazo, o cenário é de maior volatilidade e busca por proteção. No médio prazo, caso o conflito se prolongue, os impactos podem ser mais profundos. “A alta persistente da energia tende a pressionar a inflação global e pode levar bancos centrais a adiar cortes de juros, inclusive no Brasil, afetando crédito, consumo e investimentos”, avaliou o professor.

Para o mercado brasileiro, segundo Filho, o efeito já começa a aparecer na reprecificação de ativos e nas expectativas de política monetária. Setores ligados a energia e commodities tendem a se beneficiar, enquanto áreas mais sensíveis ao custo de capital e ao consumo, como aviação, turismo e varejo, podem enfrentar um ambiente mais desafiador.

Balança comercial

O Brasil não mantém relação comercial expressiva com o Irã, o que reduz impactos diretos no fluxo bilateral. No entanto, oscilações nos preços internacionais de commodities, tanto energéticas quanto agrícolas, podem alterar termos de troca e receitas de exportação.

Além disso, fertilizantes e insumos importados podem sofrer variações de preço caso haja instabilidade prolongada na região.

Em 2025, o Brasil exportou apenas US$ 2,9 bilhões ao Irã, enquanto as importações foram de US$84,6 milhões, ou seja, a participação do país nas exportações brasileiras é de apenas 0,84%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Confira a principal pauta exportadora para o país:

  • Milho não moído ;
  • Soja;
  • Açúcar e melaços;
  • Farelo de soja.

Confira a principal pauta de importação para o Brasil:

  • Adubos e fertilizantes;
  • Frutas e nozes não oleaginosas;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Frutas, preservados e preparações;
  • Vidro e vidrarias.

FONTE: METROPOLES

Nova Indústria Brasil ganha reforço de R$ 70 bilhões para impulsionar a economia

2 de março de 2026
Recursos do BNDES financiam desde a produção de vacinas e remédios até a modernização de micro e pequenas empresas. Banco já destinou R$ 300 bilhões para o programa

O anúncio foi feito em São Paulo pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Foto: Fábio Salles/BNDES

OGoverno do Brasil anunciou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, um reforço de peso para a indústria nacional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar mais R$ 70 bilhões para a Nova Indústria Brasil (NIB) até o final de 2026. Com esse novo aporte, o programa atingirá o montante de R$ 370 bilhões investidos em quatro anos.

O anúncio foi feito em São Paulo pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Os novos recursos serão aplicados na NIB após o Banco ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões.

APLICAÇÕES — Mais do que números, esses investimentos se transformam em benefícios reais para a população. No âmbito da política, o BNDES já destinou, desde 2023:

  • R$ 84,6 bilhões para a Missão 4 (transformação digital da indústria)

  • R$ 76,9 bilhões para a Missão 1 (cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais)

  • R$ 63,1 bilhões para a Missão 3 (infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis)

  • R$ 27,8 bilhões para a Missão 6 (tecnologias de interesse para a soberania e defesa)

  • R$ 27 bilhões para a Missão 5 (bioeconomia, descarbonização e segurança energética)

  • R$ 7,9 bilhões para a Missão 2 (Complexo econômico-industrial da saúde resiliente)

Além de financiamentos, o Banco aprovou investimentos via fundos, por meio da subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), no valor de R$ 12,6 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a eficiência do banco: “O BNDES é hoje um exemplo de total transparência, com inadimplência de 0,06%”.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o Banco apoiou o desenvolvimento de 608 medicamentos, vacinas ou princípios ativos, a construção de 15 plantas pioneiras, mais de 216 mil metros quadrados de laboratórios e centros de P&D, além da aquisição de mais de 85 mil equipamentos e destinação de R$ 4,7 bilhões a projetos de inteligência artificial, criando 33,8 mil postos de trabalho.

EIXO VERDE — Em relação ao financiamento ao eixo verde, foram retiradas da atmosfera 95,5 milhões de toneladas de CO2-equivalente, beneficiadas 250 mil toneladas de lítio ao ano, adicionada capacidade de produção anual de 2,3 milhões de metros cúbicos de etanol e economizados 262 mil megawatts-hora de energia por ano.

PRODUÇÃO — Em três anos, o banco apoiou a exportação com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. “Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos a conectividade a 781 mil lares, por meio do BNDES Fust, e tivemos um ganho de produtividade de 27,83% nas empresas participantes do plano Brasil Mais Produtivo”, completou Aloizio Mercadante.

APOIO — O programa não beneficia apenas as grandes fábricas. Do total de financiamentos, R$ 111,8 bilhões apoiaram micro, pequenas e médias indústrias, em 157,2 mil operações, e R$ 175,6 bilhões em 22.417 operações de indústrias de grande porte.