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27 de agosto de 2026
Empreendedorismo feminino bate recorde na abertura...

Mais de 2 milhões de empresas lideradas por mulheres foram abertas em 2025, segundo levantamento do Sebrae com base em …

Mais de 2 milhões de empresas lideradas por mulheres foram abertas em 2025, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal

O empreendedorismo feminino alcançou um Mais de 2 milhões de empresas lideradas por mulheres foram abertas em 2025, segundo levantamento do Sebraemarco histórico no Brasil em 2025. Levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, aponta que mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no país no período foram liderados por mulheres, o equivalente a cerca de 42% do total. O resultado reforça o avanço da presença feminina no ambiente empresarial e joga luz sobre os desafios que ainda acompanham essa trajetória.

O país registrou, ao todo, 4,96 milhões de novos microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte em 2025. Desse universo, os negócios comandados por mulheres superaram em mais de 320 mil o volume registrado no ano anterior, sinalizando um crescimento expressivo da atuação feminina no setor. Entre os pequenos negócios, a maior presença está entre as microempreendedoras individuais, que somaram 1,6 milhão de novos CNPJs.

Os dados mostram que o protagonismo feminino se espalha por diferentes segmentos da economia. Na indústria, as mulheres responderam por 45% das novas aberturas. No setor de serviços, a participação chegou a 44%, enquanto no comércio ficou em 43%. Já a construção civil segue como o setor com menor presença feminina, com 11% das novas empresas abertas por mulheres.

No recorte regional, o Rio de Janeiro lidera a participação feminina na abertura de pequenos negócios, com 44,3% dos registros. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com 42,9%, e São Paulo, com 42,8%. Na média nacional, a participação feminina ficou em 41,7%, índice que confirma a consolidação das mulheres como força relevante na geração de renda, formalização e dinamização da economia.

Apesar do avanço, o cenário também revela um desafio importante: a presença feminina diminui conforme o porte da empresa cresce. Na prática, isso indica que, embora mais mulheres estejam conseguindo abrir seus negócios, ainda persistem barreiras para expansão, ganho de escala e consolidação no mercado. O dado evidencia que o debate sobre empreendedorismo feminino precisa ir além da abertura de empresas e alcançar também as condições de sustentabilidade e crescimento dessas operações.

Para a advogada Maria Helena Corceli, especialista em direito empresarial e direito tributário empresarial, o recorde deve ser visto como um sinal de transformação econômica e social, mas também como um alerta para a necessidade de maior suporte às empreendedoras.

“Empreender por si só já é um grande desafio. As mulheres empreendedoras, ao longo de sua jornada, enfrentam barreiras ainda maiores do que um homem, como a dupla jornada, as cobranças incessantes e os estigmas de gênero. Por isso, quando vemos mulheres batendo recorde de abertura de empresas em 2025, estamos celebrando uma coragem excepcional de transformar o mundo dos negócios”.

Na avaliação da especialista, o crescimento do empreendedorismo feminino também exige atenção à estrutura jurídica e tributária dessas empresas. Questões como enquadramento fiscal, organização societária, proteção patrimonial, regularidade documental e planejamento para crescimento passam a ser decisivas para que esses negócios não apenas surjam, mas consigam se manter de forma segura e competitiva.

O recorde registrado em 2025 confirma que as mulheres avançam com cada vez mais força no ambiente empresarial brasileiro. Mais do que um dado estatístico, o movimento representa autonomia econômica, capacidade de inovação e transformação social. O desafio, agora, é fazer com que esse crescimento em número de aberturas seja acompanhado por mais longevidade, estabilidade e expansão para os negócios liderados por mulheres.

26 de agosto de 2026
PIX supera cartão de crédito e assume protagonismo...

Meio de pagamento instantâneo é utilizado por 72% dos consumidores digitais, enquanto cartão de crédito aparece com 60% O PIX …

Meio de pagamento instantâneo é utilizado por 72% dos consumidores digitais, enquanto cartão de crédito aparece com 60%

O PIX assumiu a liderança entre os meios de pagamento utilizados nas compras online pelos brasileiros. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostra que 72% dos consumidores digitais recorrem ao sistema de transferências instantâneas no comércio eletrônico.

O cartão de crédito, tradicionalmente associado às compras pela internet, aparece na segunda posição, utilizado por 60% dos entrevistados. Como os consumidores podem adotar mais de uma modalidade, os percentuais não representam uma divisão exclusiva das transações, mas mostram que o PIX já faz parte da rotina de uma parcela maior do público.

A mudança reflete a busca por pagamentos rápidos, confirmação imediata e processos com menos etapas. Para o consumidor, o PIX também facilita compras realizadas por canais como WhatsApp e redes sociais, nos quais o pagamento pode ser concluído sem a necessidade de inserir dados de cartão em uma página externa.

A preferência, porém, não elimina a importância do crédito. O cartão continua oferecendo vantagens que o PIX convencional não reproduz integralmente, como parcelamento, prazo para pagamento, programas de benefícios e mecanismos próprios de contestação. Por isso, as duas formas tendem a atender necessidades diferentes dentro da jornada de compra.

Para o varejo, a liderança do PIX cria oportunidades, mas também exige cuidados. A confirmação instantânea pode reduzir o tempo de processamento do pedido e contribuir para o fluxo de caixa. Algumas empresas também conseguem oferecer descontos ao evitar custos associados a determinadas operações com cartão.

Ao mesmo tempo, o pagamento imediato retira do consumidor a possibilidade de postergar o desembolso. Em compras de maior valor, o parcelamento ainda pode ser decisivo para a conversão. Uma estratégia que privilegie exclusivamente o PIX corre o risco de limitar alternativas justamente no momento de fechamento do pedido.

A segurança também precisa acompanhar a expansão do meio de pagamento. Informações claras sobre o recebedor, identificação da empresa e canais para resolução de problemas são importantes principalmente em vendas realizadas fora de sites e aplicativos próprios. A rapidez da transferência não deve substituir a verificação da reputação do vendedor.

O avanço ocorre em um cenário de maior frequência de consumo digital. A média mensal passou de 4,6 para 5,1 pedidos, enquanto o valor da última compra permaneceu praticamente estável, em R$ 225. Com mais transações sendo realizadas, oferecer uma experiência de pagamento simples pode fazer diferença na recorrência.

A liderança do PIX mostra que o checkout online está mudando, mas não significa o desaparecimento do cartão. Para o varejo, o caminho mais eficiente tende a ser ampliar as opções e permitir que o consumidor escolha entre pagamento imediato, crédito e parcelamento de acordo com cada compra.

24 de agosto de 2026
Postura defensiva: empresários evitam crédito...

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que o ambiente de incerteza econômica leva empresas a conter investimentos, adiar expansão …

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que o ambiente de incerteza econômica leva empresas a conter investimentos, adiar expansão e focar na manutenção do caixa

Há um ano, no segundo semestre de 2025, houve um clima de cautela entre os empresários brasileiros. Diante de um cenário econômico instável, percepção negativa da conjuntura nacional e entraves estruturais persistentes, a estratégia predominante tem sido a preservação do negócio e não a expansão. Os dados mais recentes indicam que o crédito, tradicional motor de crescimento, está sendo evitado.

A pesquisa “Gestão e confiança do empresário”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, apontou que 61% dos empresários afirmam que não pretendem contratar crédito nos próximos 90 dias, enquanto apenas 12% demonstram intenção de buscar empréstimos ou financiamentos.

A baixa disposição para contratar crédito revela uma mudança importante no comportamento empresarial. Em vez de utilizar financiamentos para ampliar operações, investir em marketing ou contratar funcionários, grande parte dos empresários tem optado por reduzir riscos e proteger o fluxo de caixa.

O receio está diretamente ligado ao ambiente macroeconômico. Para 50% dos empresários, a economia brasileira piorou nos últimos seis meses. Esse sentimento de deterioração, somado ao aumento do pessimismo em relação ao futuro próximo, torna o crédito uma decisão vista como arriscada.

Gestão focada em sobreviver

A postura defensiva se reflete em diversas frentes da gestão. A pesquisa mostra que 45% das empresas realizaram cortes no orçamento, 25% enfrentaram meses seguidos no vermelho e 19% lidaram com dívidas em atraso no primeiro semestre do ano. Além disso, 15% precisaram demitir funcionários e 7% tiveram crédito restrito devido ao nome negativado.

Esses números ajudam a entender por que a prioridade deixou de ser crescer e passou a ser manter o negócio em funcionamento. Em um contexto de margens apertadas, qualquer aumento de endividamento pode comprometer a sobrevivência da empresa.

Mesmo com a cautela, os empresários não pararam completamente de investir. 68% realizaram algum tipo de investimento nos últimos seis meses, mas com foco em ações mais defensivas. Os principais destinos foram ampliação de estoque, compra de equipamentos, reformas do espaço físico e ajustes operacionais.

Esse perfil de investimento indica uma busca por eficiência e manutenção da competitividade, e não por expansão acelerada. O objetivo é sustentar o negócio no curto prazo, mantendo clientes e operação ativa.

Confiança no negócio, desconfiança no ambiente

Curiosamente, a pesquisa revela um paradoxo. Apesar do cenário adverso, 59% dos empresários ainda confiam no crescimento do próprio negócio nos próximos meses. Esse otimismo, no entanto, é seletivo: ele está mais associado ao esforço individual do empreendedor e à qualidade dos produtos ou serviços do que à expectativa de melhora da economia.

Ou seja, o empresário acredita em si, mas não no ambiente em que está inserido.

Sobrevivência como estratégia

A decisão de evitar crédito não é, necessariamente, sinal de fraqueza, mas de prudência. Em um ambiente onde custos trabalhistas, carga tributária elevada e dificuldade de acesso a financiamentos continuam sendo obstáculos, sobreviver já é um desafio estratégico.

O retrato que emerge da pesquisa é de um empresariado resiliente, porém cauteloso, que escolheu atravessar a instabilidade com o freio puxado. Crescer pode ficar para depois. No presente, a prioridade é clara: manter o negócio vivo.

21 de agosto de 2026
Preço, confiança e conveniência: o tripé do...

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil revela que a decisão de compra online no Brasil …

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil revela que a decisão de compra online no Brasil é cada vez mais pragmática, e passa por custo-benefício, experiência sem atritos e sensação de segurança.

O consumo online no Brasil entrou em uma fase de maturidade. Comprar pela internet deixou de ser exceção para se tornar hábito recorrente, mas isso não significa indulgência do consumidor. Pelo contrário. À medida que o e-commerce se consolida, o brasileiro se mostra mais exigente, racional e seletivo, guiado por um tripé claro: preço, confiança e conveniência.

É o que aponta a pesquisa “Consumo online no Brasil”, realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. O levantamento indica que 73% dos consumidores compraram pela internet no último ano e 71% fazem compras online ao menos mensalmente, consolidando o canal como parte da rotina. Ainda assim, a decisão final depende de uma equação cada vez mais precisa.

Preço ainda é o primeiro filtro

O fator preço continua sendo decisivo. Frete grátis lidera os critérios de escolha da loja online (56%), seguido por promoções e descontos (47%) e preço baixo (47%). O dado ajuda a explicar por que marketplaces, especialmente os internacionais, seguem dominando o carrinho do consumidor brasileiro.

A sensibilidade ao custo também aparece na entrega: 51% dos consumidores nunca pagam mais caro por entrega rápida, e apenas 12% estão dispostos a desembolsar mais para receber o produto antes. A mensagem é clara: rapidez é desejável, mas não compensa um custo adicional elevado.

Se o preço atrai, a confiança sustenta a compra. A pesquisa mostra que 92% dos consumidores já compraram mais de uma vez na mesma loja online, principalmente por melhores preços, frete grátis, boa experiência anterior e confiança na marca. A recompra deixou de ser impulso e passou a ser consequência direta da experiência entregue.

Mesmo com uma nota média de segurança de 8,0 no ambiente online, as preocupações persistem. 19% foram vítimas de fraude nos últimos 12 meses, e 57% abandonaram carrinhos recentemente, muitas vezes por avaliações negativas, medo de golpes ou cobranças inesperadas. Transparência de preços, clareza de informações e reputação sólida se tornaram diferenciais estratégicos.

Conveniência define a experiência

A conveniência fecha o tripé. Preço baixo (44%), comprar sem sair de casa (33%) e economia de tempo (26%) aparecem entre as principais vantagens do e-commerce. Não por acaso, o consumo migra para formatos de baixo atrito, como aplicativos, redes sociais e WhatsApp.

O uso de apps de lojas já alcança 80% dos consumidores, impulsionado por praticidade e ofertas. Redes sociais também ganharam espaço na jornada: 49% já compraram por esses canais, e 99% pesquisam produtos nas plataformas sociais, buscando preço, avaliações e detalhes visuais. Já o WhatsApp, usado por 34% para compras, se consolida como canal de negociação direta e atendimento humanizado, um atalho para confiança e agilidade.

Menos paciência, mais critério

O consumidor online brasileiro amadureceu. Ele compra com frequência, mas abandona rápido se a experiência não corresponde às expectativas. 57% desistiram antes de finalizar a compra nos últimos meses; quando há problemas, 47% não conseguem resolvê-los, e 21% ficam no prejuízo por desistirem da busca por solução.

Esse comportamento reforça que conveniência não é apenas rapidez, é experiência sem fricção, do clique ao pós-venda.

O cenário desenhado pela pesquisa é direto: o consumidor não é fiel ao canal; é fiel à equação de valor. Preço competitivo atrai, confiança retém e conveniência decide. Empresas que falham em qualquer um desses pilares perdem espaço, mesmo em um mercado em expansão.

O e-commerce brasileiro amadureceu. E, com ele, o consumidor. Para competir, o varejo precisa entregar valor claro, experiência consistente e confiança construída na prática. O tripé está definido, cabe às marcas sustentá-lo.

17 de agosto de 2026
Moda, beleza e delivery: os campeões das compras...

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que roupas, cosméticos e comida por aplicativo lideram o ranking das compras não …

Pesquisa da CNDL e SPC Brasil mostra que roupas, cosméticos e comida por aplicativo lideram o ranking das compras não planejadas dos brasileiros

Seja pela emoção de receber um pacote novo, pela sensação de recompensa ou simplesmente por cair na tentação de uma promoção irresistível, os brasileiros continuam entre os campeões mundiais das compras por impulso. E os dados mais recentes confirmam o poder das vitrines digitais: segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 62% dos consumidores digitais realizaram compras não planejadas pela internet nos últimos 12 meses.

Entre as categorias mais citadas estão roupas, sapatos e acessórios (44%), seguidos de cosméticos, perfumes e itens de beleza (32%), e comidas e bebidas por delivery (28%). Em quarto lugar aparecem os itens para casa (27%), como objetos de decoração, cama, mesa e banho.

Moda e beleza: consumo emocional em alta

A força das compras impulsivas é particularmente evidente entre as mulheres, que representam a maioria nas categorias de moda e beleza. O comportamento se explica não apenas por interesse pessoal, mas também pelo apelo visual e aspiracional das campanhas online. Imagens bem produzidas, descontos relâmpago e influenciadores digitais reforçam o desejo de experimentar novidades, mesmo quando não há necessidade imediata.

Além disso, o ambiente digital tornou a compra de roupas e cosméticos uma experiência emocional, muitas vezes associada à autoestima, à celebração de conquistas ou à busca por prazer momentâneo. Esse padrão reforça o que especialistas chamam de “consumo de humor”, a ideia de que a compra é usada como válvula de escape para emoções positivas ou negativas.

No caso dos aplicativos de delivery, o impulso é ainda mais evidente. A pesquisa aponta que 28% dos consumidores pedem comidas e bebidas de forma não planejada, motivados por tédio, conveniência ou desejo imediato. O comportamento é impulsionado por notificações personalizadas, frete grátis e descontos de tempo limitado, que criam uma sensação de urgência e recompensa instantânea.

O resultado é um ciclo de consumo rápido e emocional, no qual a satisfação imediata prevalece sobre o planejamento financeiro. Muitos consumidores relatam gastar mais do que o previsto, especialmente em momentos de estresse ou comemoração.

Quando o desejo fala mais alto que o planejamento

A facilidade de comprar com um clique e pagar depois — geralmente por cartão de crédito ou carteiras digitais, reforça o comportamento impulsivo. O estudo mostra que 40% dos entrevistados já gastaram mais do que podiam em compras desse tipo, e 35% chegaram a contrair dívidas ou atrasar pagamentos.

Entre os principais estímulos para o consumo não planejado, promoções (54%) e frete grátis (45%) lideram o ranking, seguidos por lançamentos de novos produtos (25%) e descontos com tempo limitado (22%). Esses gatilhos transformaram o comércio eletrônico em um ambiente de compra contínua, no qual a tentação está sempre a poucos cliques de distância.

Apesar da força das compras por impulso, o estudo indica um movimento de maior consciência: 72% dos consumidores já tentaram reduzir esse comportamento, e 57% afirmam ter conseguido. Isso sugere que a educação financeira e a reflexão sobre os próprios gatilhos emocionais podem ser ferramentas eficazes para equilibrar desejo e planejamento.

A moda, a beleza e o delivery continuarão no centro do consumo digital, mas a tendência é que o comportamento do consumidor evolua. As marcas que entenderem esse novo equilíbrio, entre prazer e responsabilidade, tendem a construir relações mais duradouras e de confiança com seus clientes.

12 de agosto de 2026
As decisões dos empresários no Brasil estão...

Entre pressão regulatória, seletividade de capital e influência de narrativas, o processo decisório no país ganha novas camadas de complexidade …

Entre pressão regulatória, seletividade de capital e influência de narrativas, o processo decisório no país ganha novas camadas de complexidade

As decisões empresariais no Brasil deixaram de responder apenas a indicadores de economia tradicional. Em um ambiente marcado por maior complexidade, empresários passaram a operar sob a influência simultânea de regras institucionais, acesso a capital e construção de percepção, em um movimento que altera não apenas o ritmo dos negócios, mas a própria forma de avaliar risco, crescimento e sustentabilidade.

O empreendedorismo brasileiro atingiu um patamar de escala que o coloca entre os mais dinâmicos do mundo, mas essa expansão convive com um nível persistente de fragilidade estrutural. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2024, cerca de 47 milhões de brasileiros estão envolvidos em alguma atividade empreendedora. Em paralelo, dados do IBGE indicam que aproximadamente 60% das empresas encerram suas operações antes de completar cinco anos.

Mais do que um contraste estatístico, esse cenário revela uma mudança qualitativa no ambiente de negócios. A decisão de empreender deixou de ser orientada apenas por fundamentos econômicos clássicos e passou a ser atravessada por três vetores que operam de forma simultânea. O Estado, ainda central na definição de custos, regras e previsibilidade. O mercado, cada vez mais seletivo na alocação de capital e na imposição de competitividade. E a narrativa, que passou a influenciar diretamente a percepção de risco, o comportamento dos empreendedores e as expectativas de retorno.

“Não é mais possível analisar o empreendedorismo brasileiro de forma isolada. O empresário não decide apenas com base em números. Ele responde ao ambiente, e esse ambiente hoje é resultado direto da interação entre Estado, mercado e narrativa”, afirma Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião.

A ascensão do empreendedorismo como fenômeno cultural ampliou o peso dessa terceira força. A difusão de histórias de crescimento acelerado, a valorização de trajetórias exponenciais e a pressão por resultados imediatos contribuíram para deslocar o eixo da decisão empresarial. Empreender passou a incorporar uma dimensão simbólica, muitas vezes dissociada da realidade operacional dos negócios.

“O que se observa é uma influência crescente da narrativa sobre a tomada de decisão. Ela molda expectativas, direciona comportamentos e altera o apetite ao risco. O ponto crítico surge quando essa construção não encontra correspondência no ambiente real de mercado”, diz Koenigkan.

Esse descompasso se torna ainda mais relevante em um contexto em que fatores estruturais permanecem praticamente inalterados. A complexidade tributária, o custo do crédito e a instabilidade regulatória seguem como elementos centrais de pressão sobre a sobrevivência e a expansão das empresas. Oscilações pontuais em indicadores macroeconômicos, como movimentos na taxa de juros, tendem a produzir alívio conjuntural, mas não alteram de forma significativa a base do ambiente de negócios.

“O risco empresarial deixou de estar concentrado apenas na operação. Ele se distribui pelo ambiente, pela comunicação e pela forma como o mercado interpreta cada movimento. Decidir sem compreender essa dinâmica ampliada é operar com visão incompleta”, afirma Paulo Motta, sócio dos eventos Mercado & Opinião em São Paulo.

10 de agosto de 2026
Uso de dados cresce, mas entendimento das empresas...

Para Melina Alves, CEO da DUXlab, plataforma híbrida de análise humanizada de dados, as empresas acumulam dados, mas ainda têm …

Para Melina Alves, CEO da DUXlab, plataforma híbrida de análise humanizada de dados, as empresas acumulam dados, mas ainda têm pouca compreensão sobre os clientes

Em um mercado cada vez mais orientado por dados, é possível medir quase tudo, de cliques a tempo de permanência. Ainda assim, transformar essas informações em entendimento real do cliente segue sendo um desafio. De acordo com a PwC, na Pesquisa sobre Experiência do Cliente 2025, mais da metade dos consumidores (52%) afirma que deixou de comprar ou usar uma marca após uma experiência ruim com seus produtos ou serviços. Para a especialista em design de experiência, Melina Alves, CEO da DUXcoworkers, que desenvolveu a plataforma DUXlab que combina consultoria humanizada, pesquisa e tecnologia para análises qualitativas de dados, embora as empresas coletem grande volume de métricas, muitas ainda falham em compreender o usuário.

“É preciso ser realista e fazer uma pergunta incômoda: que dados são esses? Aquela pesquisa de opinião que o usuário faz correndo para conseguir acessar o conteúdo, ou no totem da farmácia é suficiente para entender a satisfação? É necessária uma mudança de mentalidade sobre dados e experiência do cliente em pesquisas. No fim do dia, não se trata só de medir mais, mas de entender melhor as pessoas e tomar decisões mais conscientes a partir de um entendimento completo e preciso sobre eficiência, satisfação e emoções. E isso é útil para todas as empresas com uma orientação de prestar serviço com foco no cliente: grandes e pequenas, presenciais ou e-commerce, no setor financeiro ou em diferentes aplicativos”, defende a executiva.

Inteligência artificial não é suficiente para garantir boas análises

Há mais de 17 anos trabalhando com inovação de experiência, Melina analisa que é necessário mudar a cultura das métricas superficiais. À frente da DUXlab, que em dois anos já liderou mais de 50 projetos para empresas como 99Pay, 99 Mobilidade, Superlógica entre outras startups, percebeu que muitas companhias ainda esbarram em pesquisas que não dizem quase nada. “Sem contexto e profundidade, os números não contam a história completa. O dado precisa ser mais qualitativo e analisado com olhar especialista, não é algo que a tecnologia ou a IA, sozinhas, conseguem resolver. Existem dimensões que não aparecem nos dashboards tradicionais, e o papel da plataforma e dos especialistas é justamente identificar os fatores por trás das métricas e dar mais tangibilidade a eles”, explica.

Na prática, o DUXlab oferece a oportunidade para que as empresas decidam, junto aos mais de 140 colaboradores que compõem a DUXcoworkers, rede de inteligência coletiva para produtos, serviços e cidades – atuando com pesquisa, projetos e consultoria – na plataforma DUXlab ela cruza visões de dados qualitativos, como ESG e as ODSs da Onu e Heurísticas de Eficiência, Satisfação e Eficácia da Usabilidade; ou Ciência da Felicidade, com NPS – identificamos o que é comum nas metodologias, e extraímos quais métricas são verdadeiramente importantes para determinado projeto: se é uma pesquisa que exige recrutamento e curadoria de participantes, ou um diário de experiência para a análise da jornada do usuário, um benchmarking de mercado, um teste de usabilidade (crowdtest) ou de conceito com co-criação. O cliente escolhe quais módulos vai usar, e, mais do que isso, o modelo permite escalar operações qualitativas com mais eficiência, otimizando o tempo em até 30% em todas as etapas.

O design de experiência depende um ecossistema

Para a especialista é importante compreender que cada projeto que busca e se beneficia de pesquisas, testes, análises estratégicas e gestão da inovação é um sistema vivo que precisa evoluir junto ao negócio. “Por isso, falamos em ecossistema, o design de experiência precisa estar enraizado na cultura da empresa”, afirma. Nesse sentido, a especialista ressalta que há uma preocupação inclusive em como os participantes das pesquisas são selecionados e tratados durante o processo para evitar resultados enviesados. “Nosso trabalho não é promover a exaustão nem a participação superficial, mas um engajamento qualificado para insights mais confiáveis. A empresa escolhe se haverá recompensa para os participantes e tudo é feito pela plataforma”, complementa.

O desafio do mercado se torna ainda mais difícil quando a tarefa é descobrir o que o usuário deseja. A executiva destaca que, neste ponto, tecnologia e humanização são a chave para materializar os dados em entendimento real. Por meio do módulo para testes de conceito com co-criação, Melina relata que é possível combinar inteligência artificial generativa e o olhar de um especialista para transformar percepções dos usuários em representações visuais de cenários futuros com protótipos cocriados pelos participantes. “Na plataforma, o usuário interage com propostas construídas em tempo real a partir de suas respostas, criando uma espécie de protótipo dinâmico da experiência ideal. Isso permite não apenas coletar opiniões, mas visualizar caminhos concretos para produtos, serviços ou jornadas em desenvolvimento”, acrescenta.

A inovação também se reflete nos módulos da plataforma. O benchmarking compara propostas de valor e posicionamento entre concorrentes, ajudando a identificar oportunidades de diferenciação, inclusive de análise comparativa de preços e ofertas de mercado. Já nos testes de usabilidade (crowdtest), usuários executam tarefas reais em ambientes digitais enquanto suas interações são monitoradas, revelando falhas, os chamados “bugs”, além de fricções e pontos que muitas vezes passam despercebidos. “Desde 2010 nossa missão é a de orientar o mercado sobre design de experiência. Hoje, chegamos a um ponto em que isso se tornou essencial. As empresas passaram a buscar mais os dados, e a inteligência artificial traz a sensação de que tudo está resolvido, mas não está. O desafio começa agora: unir inovação e humanização para qualificar resultados”, encerra a CEO da DUXlab.

5 de agosto de 2026
Inconsistência de dados reforça papel da engenharia...

Diferenças entre plataformas como Meta, Google e TikTok criam incerteza e dificultam decisões estratégicas em operações de mídia A Meta …

Diferenças entre plataformas como Meta, Google e TikTok criam incerteza e dificultam decisões estratégicas em operações de mídia

A Meta reivindica 50 conversões. O Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. O Google Analytics atravessa o caminho, apontando que boa parte dessas conversões foram, na verdade, orgânicas ou diretas. E o sistema de loja (Shopify, VTEX, Wake) dá o veredito final: apenas 80 vendas reais entraram no caixa. A equipe de Marketing comemora “120 vendas” no slide, ignorando que o mesmo cliente clicou no anúncio do Instagram na terça e pesquisou a marca no Google na quinta antes de clicar e comprar. O Marketing, então, passa a operar em um mundo de fantasia, tomando decisões com base em ROIs ilusórios e custos de aquisição maquiados. É aí que entra a espinha dorsal da operação: a engenharia de dados, trabalhando nos bastidores para construir um Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).

Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é mais do que um ruído operacional. É um risco estrutural. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, afirma.

Segundo o executivo, a base de uma operação sustentável em mídia está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Na prática, isso significa estruturar como os dados são coletados, organizados e analisados ao longo de toda a jornada do usuário.

Um dos pilares dessa arquitetura é o tracking, que consiste no rastreamento das interações dos usuários com sites, aplicativos e campanhas. Isso é feito por meio de eventos, que são ações específicas registradas, como visitas, compras em sites e apps, installs ou preenchimento de formulários. Quando esses eventos são padronizados e organizados, torna-se possível garantir consistência na leitura dos dados.

Outro conceito central é a criação de uma fonte única da verdade, conhecida como single source of truth. Trata-se de consolidar os dados em um único ambiente confiável, com regras claras de validação, evitando discrepâncias entre diferentes ferramentas. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta Felix Bohn.

Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite acompanhar o caminho completo do usuário, desde o primeiro contato com a campanha até a conversão final. Isso inclui o mapeamento de micro-conversões, que são pequenas ações intermediárias dentro do funil, como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Essas etapas ajudam a identificar gargalos e oportunidades de otimização com mais precisão.

“O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente”, explica Felix Bohn. “A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui.

Fonte: Varejo SA

30 de julho de 2026
104 milhões de consumidores devem ir às compras...

De acordo com pesquisa CNDL/SPC Brasil, a data deve movimentar quase R$ 29,7 bi na economia. 81% pretendem pagar o …

De acordo com pesquisa CNDL/SPC Brasil, a data deve movimentar quase R$ 29,7 bi na economia. 81% pretendem pagar o presente à vista, principalmente no PIX (52%). 37% dos que pretendem presentear estão com contas atrasadas

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e serviços. É o que aponta levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. De acordo com a pesquisa, 63% dos consumidores pretendem comprar presentes no Dia dos Pais este ano. Na prática, isso significa que aproximadamente 104 milhões de pessoas residentes nas capitais devem ir às compras nas próximas semanas, uma redução nominal de 2,3 milhões de compradores em relação a 2025.

De acordo com os entrevistados, 36% pretendem gastar mais que em 2025, 34% o mesmo valor e 17% querem gastar menos. Entre aqueles que pretendem gastar mais, o desejo de dar um presente melhor lidera (61%), mas a percepção de alta de preços também é uma justificativa relevante (38%). Entre os que vão desembolsar menos, os principais motivos são orçamento apertado (40%), contenção de gastos (39%) e o pagamento de dívidas (18%).

A pesquisa aponta que o valor médio dos gastos será em torno de R$ 286 ao todo. Os consumidores pretendem comprar, em média, 1,8 presentes.

“A leve retração no número de compradores para este Dia dos Pais é o reflexo mais claro de um consumidor que está operando no limite do seu orçamento. Embora a intenção de presentear continue alta, a realidade de atrasos no pagamento de contas e o fantasma da inadimplência forçaram uma parcela significativa das famílias a dar um passo atrás. O momento exige cautela: para muitos, a dificuldade de manter as despesas básicas do dia a dia em ordem tornou inviável a entrada nessa jornada de compras para presentear”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Itens de vestuário e cosméticos lideram o ranking de presentes para o Dia dos Pais. 46% consideram presentear com um item de segunda mão e 81% pretendem pagar à vista

Os consumidores estão atentos aos preços e a maioria (77%) pretende pesquisar para economizar antes de fazer as compras do Dia dos Pais. Desses, 64% iniciam a pesquisa com ao menos duas semanas de antecedência — 15 dias (35%), 1 semana antes (25%) e na véspera (4%).

A pesquisa online domina com 83%, mas o canal físico segue presente: 67% ainda visitam lojas para comparar valores. Nos canais digitais, sites e aplicativos lideram (73%), seguidos a distância pelas redes sociais (38%). Na pesquisa física, shopping e lojas de rua empatam, ambas com 39%.

Em relação aos sites e aplicativos de pesquisa, as plataformas de compra e venda de produtos novos e usados lideram a pesquisa de preços com 63%, seguido de sites de lojas de departamento (52%) e sites de busca (50%).

Assim como no ano passado, roupas, calçados e acessórios mantêm a liderança com 62% das intenções de compra. cosméticos e perfumes vêm em segundo (27%), seguidos por ferramentas (18%), eletrônicos (16%) e artigos esportivos (16%). Dinheiro ou PIX aparece com 10%.

A maioria dos entrevistados (60%) acredita que o pai prefere manter o simbolismo de receber o presente físico. Os 40% restantes percebem que o pai preferiria substituir o presente por uma ajuda financeira direta — em dinheiro ou PIX para uso livre (17%), para quitar boletos em atraso (8%) ou para pagar contas básicas (8%).

O mercado de usados divide o consumidor, 46% considerariam presentear com um item de segunda mão em perfeito estado, enquanto 46% recusam. Entre os favoráveis, os motivadores são acesso a marcas melhores por preço menor (11%), exclusividade ou item vintage (10%) e consumo consciente (9%). A recusa apoia-se na crença de que presente precisa ser novo (28%) e no receio quanto à qualidade do usado (18%).

A grande maioria dos consumidores (81%) pretende pagar o presente à vista, principalmente no PIX (52%), e no cartão de débito (17%). Por outro lado, 41% têm intenção de pagar parcelado, com destaque para o cartão de crédito (30%). Em média, serão feitas 3,4 prestações.

O levantamento aponta ainda que 73% pretendem pagar o(s) presente(s) sozinhos, enquanto 22% desejam dividir. Nesse grupo, 12% irá pagar parte do(s) presente(s) sozinho e outra parte irá dividir o valor com outra(s) pessoa(s) e 10% irá dividir todo o valor do presente com outra(s) pessoa(s). O movimento pode refletir tanto pressão orçamentária quanto uma estratégia de compra coletiva para presentes de maior valor.
Entre os que dividirão o custo do presente, a divisão será feita com o cônjuge (38%), irmãos (32%), mãe (18%), outros familiares (16%) e filhos (15%). Entre as razões de dividir os gastos, 32% querem dar um presente melhor e mais caro, enquanto 27% buscam reduzir os gastos. A alta de preços surge como terceiro motivador, com 19%.

Entre os entrevistados, 62% querem presentear o próprio pai, na sequência aparecem o esposo (21%), o sogro (13%) e o pai dos filhos (13%). A comemoração segue essencialmente doméstica: 35% celebrarão em casa e 35% na casa do pai.

Lojas físicas serão os principais locais de compras

A maioria dos entrevistados (72%) pretende realizar suas compras nos canais físicos, principalmente em shoppings centers (27%), lojas de departamento (17%), lojas de rua (16%) e shopping popular (16%)

Mas 47% pretendem comprar pela internet, sobretudo aplicativos (71%), sites (57%) e Instagram (23%).

Entre aqueles que farão as compras em sites e lojas online, 58% utilizarão os sites varejistas internacionais, seguido de varejistas nacionais (40%) e plataformas de compra e venda de produtos novos ou usados (37%).

A pesquisa mostra o social commerce em expansão: 40% dos compradores já realizaram uma compra por link direto no Instagram, WhatsApp ou TikTok. Desses, 34% acharam a experiência prática e apenas 6% tiveram problemas. A cada ciclo, mais consumidores experimentam — e a maioria que experimenta aprova.

Em relação aos meios de comunicação que influenciam as compras, as vitrines e exposições de produtos (32%) lideram, seguido por anúncios no Instagram (31%) e buscadores (30%). A indicação de amigos e familiares mantém seu peso com 29%. O TikTok é o grande salto de influência (24%), com o maior crescimento entre todos os meios avaliados.

Já os fatores de escolha do ponto de venda, os consumidores destacam o preço, promoções e descontos (49%), seguidos pela qualidade dos produtos (45%) e frete grátis (35%). Rapidez na entrega (26%) e facilidade de pagamento (25%) completam os cinco critérios mais decisivos.

37% dos que pretendem presentear estão atualmente com pagamento de contas em atraso, e 73% desse grupo estão com o nome sujo

A maior parte dos compradores recorre ao salário ou renda mensal para bancar o presente: 62% utilizam os próprios rendimentos regulares. Uma parcela relevante, porém, opera com maior incerteza: 19% ainda não sabem de onde virá o dinheiro, mas garantem que darão um jeito. Outros 13% planejam usar recursos reservados para outra finalidade — redirecionando parte do orçamento doméstico para a data. Apenas 4% recorrerão a empréstimo ou crédito rotativo.

Chama atenção que 14% dos compradores pretendem deixar de pagar alguma conta para viabilizar a compra do presente. Trata-se de uma decisão deliberada de priorizar o presente sobre compromissos financeiros já assumidos — o afeto pela data sobrepõe-se, para esse grupo, à disciplina orçamentária.

O Dia dos Pais alcança consumidores em situação financeira fragilizada o que amplifica o risco de aprofundamento do endividamento durante a data: 37% dos que pretendem presentear já estão com contas em atraso. Desse grupo de inadimplentes, 73% também estão com o nome negativado.

O levantamento mostra que 30% reconhecem gastar além de suas possibilidades com o presente do pai. O afeto é o principal motor: 31% sentem que o pai merece e fazem questão de agradá-lo, mesmo que isso implique dívidas. O desejo de causar impacto e impressionar aparece em segundo lugar com 23%, seguido pela percepção de que o valor do presente funciona como prova de amor (22%).

Para a data não passar em branco, se o orçamento aperta, 57% adotam estratégias para viabilizar o presente como, adiar compras pessoais como roupas ou eletrônicos (24%), cortar gastos supérfluos como saídas e delivery (21%) e parcelar mesmo sabendo que isso apertará o orçamento nos meses seguintes (20%) maioria dos compradores resiste ao apelo das redes sociais: 66% afirmam que postagens de presentes não pautam seu consumo. No entanto, 34% admitem algum grau de influência: 20% com pressão moderada, gastando mais para garantir um presente “postável”, e 14% com pressão total, sentindo necessidade de ostentar marcas ou presentes visualmente impactantes.

“O grande alerta deste ano fica por conta da parcela de consumidores que, mesmo enfrentando dificuldades para manter as contas em dia ou já lidando com a inadimplência, opta por priorizar o presente em detrimento de seus compromissos básicos. Essa escolha deliberada de colocar o coração à frente do bolso mostra a força cultural da data, mas também acende um sinal amarelo para o risco de superendividamento das famílias em um momento econômico ainda delicado”, alerta a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges.

Metodologia

  • Público-alvo: Consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem realizar compras para o dia dos Pais deste ano.
  • Método de coleta: Pesquisa quantitativa realizada pela web e pós-ponderada por sexo, idade, estado e renda. Foram coletados 978 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes para o Dia dos Pais. Em seguida, continuaram a responder o questionário 636 casos, somente com os que tinham a intenção de compra para esta data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,1 p. p. e 3,9 p. p. para um intervalo de confiança a 95%.
  • Período da coleta dos dados: 23 de Junho a 01 de Julho de 2026.

Fonte: Varejo SA

28 de julho de 2026
Mais vendas, menos lucro: o gargalo operacional...

Liderança sem rotina, operação sem método e decisões sem blindagem jurídica ajudam a explicar por que muitos negócios ganham clientes, …

Liderança sem rotina, operação sem método e decisões sem blindagem jurídica ajudam a explicar por que muitos negócios ganham clientes, mas travam na rentabilidade e na consistência

Crescer segue como prioridade absoluta para o empresariado. Pesquisa do International Business Report (IBR), da Grant Thornton, mostra que 86% das empresas brasileiras projetam aumento de receita em 2026. O problema é que, para uma parcela relevante delas, o avanço comercial não está sendo acompanhado por estrutura operacional, disciplina de gestão e segurança jurídica. O resultado aparece de forma silenciosa, mas recorrente: retrabalho, decisões desalinhadas, caixa pressionado, conflitos internos e um ambiente de trabalho cada vez mais tomado pela urgência.

A fotografia é conhecida de muitos empresários e executivos. O negócio vende mais, ganha novos clientes, amplia equipe e até projeta expansão, mas a operação não acompanha. A rotina fica mais caótica, a liderança mais reativa e a empresa passa a trabalhar muito para sustentar um crescimento que, na prática, nem sempre se converte em margem, previsibilidade ou saúde organizacional.

Esse tipo de distorção ajuda a explicar por que tantas empresas chegam ao novo ano carregando gargalos antigos. Em fevereiro, uma análise repercutida pela Confederação Nacional dos Contadores mostrou que pendências acumuladas do ano anterior seguem entre os principais obstáculos para os negócios em 2026, travando desde emissão de documentos e acesso a crédito até rotinas fiscais, trabalhistas e operacionais .

Para Flávio Lettieri, mentor de líderes com mais de 30 anos de experiência e autor do livro Ansiedade – aprenda a conviver com ela e equilibrar bem-estar e produtividade, o erro de muitas empresas está em confundir planejamento com capacidade real de execução.

“Existe uma distância muito grande entre o que a empresa decide e o que ela consegue executar na prática. Muita gente ainda acredita que ter estratégia é suficiente. Não é. Se a liderança não consegue transformar decisão em rotina, prioridade e acompanhamento, a estratégia morre antes de chegar na operação”, afirma.

Segundo ele, um dos maiores problemas do ambiente corporativo atual é a cultura da urgência disfarçada de produtividade. “Hoje há empresas com excesso de metas, de reuniões, de urgências e pouca clareza operacional. Quando tudo vira prioridade, nada é executado com eficácia. E essa conta aparece depois no desgaste da equipe, no retrabalho e no resultado”, diz.

Quando crescer custa mais do que deveria

A percepção de que o crescimento, por si só, não garante saúde empresarial também aparece na ponta financeira. Para Lucas Oliveira, da LCS Contabilidade, muitos negócios ainda operam sob uma lógica perigosa: faturam mais, mas não necessariamente constroem uma empresa mais eficiente.

“Muitas empresas não têm um problema de venda. Têm um problema de estrutura. O empresário olha o aumento do faturamento como sinal de evolução, mas nem sempre percebe que a operação está ficando mais cara, mais confusa e menos previsível”, afirma.

Na prática, isso significa que a empresa pode estar crescendo comercialmente e, ao mesmo tempo, perdendo capacidade de controle. Processos pouco claros, rotina financeira frágil, baixa integração entre áreas e ausência de acompanhamento gerencial criam um cenário em que o negócio até se movimenta, mas perde eficiência a cada nova camada de complexidade.

“A conta da desorganização raramente aparece de uma vez. Ela vai sendo drenada no dia a dia, em atraso, erro, retrabalho, custo operacional e perda de margem. Quando o empresário percebe, já está trabalhando mais, faturando mais e lucrando menos”, diz Lucas.

A leitura faz sentido em um ambiente econômico no qual eficiência deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. Dados do IBGE sobre demografia empresarial mostram que a dinâmica de entrada, saída e sobrevivência de empresas continua sendo um retrato importante da vulnerabilidade estrutural de muitos negócios no país, especialmente daqueles que crescem sem consolidar processos e gestão.

O problema também é jurídico

Se a desorganização impacta a execução e o caixa, ela também costuma abrir brechas jurídicas importantes. E, na prática, isso tende a aparecer justamente quando a empresa já está maior, mais exposta e mais cara de corrigir.

Para Adriana Barros, advogada empresarial, um dos erros mais recorrentes entre empresas em fase de crescimento é investir em expansão antes de estruturar a base de decisão do negócio.

“Muitas empresas estruturam vendas antes de estruturar decisões. Crescem sem revisar contrato social, sem alinhar papéis entre sócios, sem formalizar regras de governança e sem revisar riscos básicos da operação. Isso pode funcionar por um tempo, mas normalmente cobra um preço alto depois”, afirma.

Segundo ela, a falta de blindagem jurídica não costuma se apresentar como um problema no início. Ela se manifesta quando há pressão, divergência, mudança de fase ou disputa por poder dentro da própria empresa.

“Quando a empresa cresce sem governança, o problema não aparece no momento mais leve da operação. Ele aparece quando o negócio já está mais complexo, com mais pessoas envolvidas, mais dinheiro em jogo e mais risco reputacional. Aí, o que poderia ter sido prevenido com estrutura vira conflito, passivo e desgaste”, diz.

Na avaliação da advogada, há uma tendência de muitos empresários tratarem estrutura jurídica como burocracia, quando, na verdade, ela funciona como proteção do próprio crescimento. “Blindagem jurídica não é excesso de formalidade. É o que impede o crescimento de virar fragilidade.”

Liderança sob pressão: o elo entre cultura, produtividade e desgaste

A desorganização também não se limita aos processos. Ela recai, inevitavelmente, sobre as pessoas. E, em especial, sobre quem lidera.

É nesse ponto que a visão de Flávio ganha força. Para ele, o ambiente empresarial brasileiro ainda romantiza uma ideia de alta performance sustentada por improviso, excesso de esforço e sobrecarga. O problema é que esse modelo até pode gerar resultado no curto prazo, mas dificilmente é sustentável.

“Existe uma visão equivocada de que performance vem de cobrança constante, velocidade e pressão. Mas performance real depende de método, clareza e repetição de bons comportamentos. Treinamento que não muda comportamento é evento”, afirma.

Na prática, isso significa que o papel da liderança não é apenas cobrar entrega, mas organizar contexto, alinhar prioridades e reduzir ruído. Quando isso não acontece, a empresa entra em um modo permanente de urgência. E urgência permanente costuma ser o oposto de execução de qualidade.

O tema também tem ganhado relevância institucional. Em outubro de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego reforçou, em evento com a Rede de Observatórios do Trabalho e o Dieese, que saúde mental no ambiente profissional deve ser tratada como investimento em produtividade, e não como pauta periférica de bem-estar .

Para Flávio, esse é um ponto central para empresas que querem crescer sem adoecer a operação. “Quando a execução melhora, a saúde do time melhora junto. Porque o que mais adoece a equipe não é só o volume de trabalho. É falta de clareza, ruído de comunicação, prioridade mal definida e sensação de que tudo depende de apagar incêndio.”

A empresa cresce em complexidade antes de crescer em maturidade

O consenso entre os especialistas ouvidos é que muitas empresas brasileiras ainda estão tentando escalar sem revisar a forma como operam. E isso cria uma ilusão perigosa: a de que o crescimento está consolidado quando, na verdade, ele ainda está sendo sustentado por esforço excessivo, improviso e baixa previsibilidade.

A maturidade empresarial, nesse contexto, não está apenas em vender mais ou ocupar mais mercado. Ela está em conseguir repetir resultado com menos ruído, mais clareza, mais segurança e menos desperdício.

“O empresário brasileiro aprendeu a vender sob pressão. Agora ele precisa aprender a crescer com estrutura”, resume Lucas Oliveira.

Flávio vai na mesma linha. “A maioria das empresas não falham por falta de inteligência. Falham porque não consegue transformar direção em consistência. Em 2026, não vai se destacar quem tiver mais ideias. Vai se destacar quem conseguir executar melhor, com mais clareza e menos desgaste.”

Adriana fecha o diagnóstico com um alerta que vale para negócios de todos os portes: “Crescer sem método pode até parecer um avanço no começo. Mas, sem estrutura, o que cresce junto é o risco.”

Fonte: Varejo SA

21 de julho de 2026
Especialista aponta caminhos para manter equipes...

Com alta rotatividade e burnout em níveis recordes, especialista em capital humano aponta estratégias baseadas em dados para engajar profissionais …

Com alta rotatividade e burnout em níveis recordes, especialista em capital humano aponta estratégias baseadas em dados para engajar profissionais e reduzir o turnover

Em um cenário corporativo marcado por alta rotatividade no mercado de trabalho, manter os melhores profissionais dentro da empresa tornou-se um dos maiores desafios de gestão de pessoas no último ano. Dados recentes mostram que mais da metade dos trabalhadores está ativamente buscando novas oportunidades de emprego e cerca de 31% dos profissionais acabam deixando seu emprego nos primeiros seis meses de contratação – muitas vezes por expectativas desalinhadas ou falta de reconhecimento desde o início da jornada.

Pesquisas globais indicam que 76% dos trabalhadores experimentam burnout, fator que aumenta a probabilidade de saída e 71% dizem que deixariam a empresa caso não se sintam devidamente reconhecidos por seu trabalho. Para os profissionais de recursos humanos, esses números reforçam a necessidade de estratégias mais amplas do que apenas pacotes salariais competitivos.

Para a especialista em Recursos Humanos Maria Vitória Salomão, integrar dados de mercado, experiência do colaborador e liderança efetiva é essencial para construir um ambiente em que profissionais de alto desempenho desejem permanecer. “Reter talentos hoje exige mais do que reconhecimento financeiro. É preciso criar um ambiente onde o colaborador sinta que seu desenvolvimento importa, que há clareza de trajetória e que a comunicação com a liderança é aberta e honesta”, afirma. Para ela, processos como feedback contínuo, planos de carreira claros e uma cultura que valorize o bem-estar fazem toda a diferença.

Maria Vitória também destaca a importância de transformar a experiência desde o primeiro dia. “Um bom programa de integração (onboarding) reduz significativamente o risco de desligamentos prematuros e impulsiona a sensação de pertencimento nos primeiros meses de trabalho”, diz. Especialistas apontam que esses programas são eficazes e podem aumentar a probabilidade de um colaborador ficar na empresa por pelo menos três anos, evidenciando o impacto dessa prática no engajamento de longo prazo.

Outro pilar citado pela especialista é a flexibilidade no ambiente de trabalho: “Nossa geração valoriza equilíbrio entre vida pessoal e profissional e oportunidades de trabalho que respeitem essa dinâmica”, comenta. Organizações que oferecem opções flexíveis, como modelos híbridos ou remoto, têm observado redução de até 25% nas taxas de turnover.

Além disso, estudos indicam que investimentos consistentes em desenvolvimento de carreira e educação continuada tornam os funcionários até 58% mais propensos a permanecer na empresa e Maria Vitória Salomão reforça esse ponto. “Quando a corporação demonstra comprometimento com a evolução profissional do colaborador, cria-se um ciclo de confiança e lealdade que se reflete não apenas na permanência, mas também na performance”.

Com mercados cada vez mais competitivos e dinâmicos, retenção de talentos deixou de ser um tema apenas técnico e passou a integrar diretamente a estratégia de negócio. Segundo líderes de RH, 89% consideram a retenção de colaboradores uma prioridade crítica nesta fase, um indicativo claro de que manter uma equipe nota 10 é um diferencial competitivo no ambiente corporativo atual.

10 de julho de 2026
CONFIRA OS GANHADORES DO LIQUIDA GRANDE RECIFE...

Depois de movimentar o comércio em toda a Região Metropolitana do Recife, a campanha chegou ao fim premiando consumidores que …

Depois de movimentar o comércio em toda a Região Metropolitana do Recife, a campanha chegou ao fim premiando consumidores que aproveitaram as ofertas e ainda concorreram a prêmios incríveis.

Ganhadores das TVs de 50 polegadas

Andrea Tavares | Carrefour
José Emanuel Barbosa de Lima | Atacadão
Marcelo Ferreira da Silva Lima | Ferreira Costa Imbiribeira
Elias Maurício da Silva | Magalu
Igo Alves | Millena Móveis Afogados

Ganhador do Hyundai HB20 0 km

Gilberto Mota | Ferreira Costa Imbiribeira

Parabéns aos vencedores e a todos que fizeram parte de mais uma edição da Liquida Grande Recife!