A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª …
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª …
Microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de pequenos negócios terão que se adaptar, a partir de 2026, às novas regras previstas …
Microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de pequenos negócios terão que se adaptar, a partir de 2026, às novas regras previstas na Reforma Tributária, que inicia uma transição no sistema de impostos sobre consumo no Brasil.
Para esclarecer as mudanças e orientar empreendedores sobre os impactos na rotina das empresas, o Sebrae Pernambuco realiza, no dia 10 de fevereiro, um seminário gratuito no Recife com foco nas novas obrigações e no funcionamento do chamado IVA Dual.
O evento, aberto ao público, acontece na sede da instituição, na Ilha do Retiro, e pretende detalhar como a reforma pode influenciar custos, gestão e formalização de micro e pequenas empresas.
“Será um momento para sanar dúvidas, compreender como esse processo ocorrerá na prática e entender as mudanças na rotina dos negócios. O foco é permitir que o empreendedor tome decisões estratégicas com segurança”, afirma Raphael D’Emery, especialista do Sebrae/PE em Serviços Financeiros.
A palestra principal será conduzida por Silas Santiago, doutor em Direito Constitucional e ex-auditor da Receita Federal, que também atuou como secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional.
Embora o Simples Nacional seja mantido para MEIs — com a guia única (DAS) continuando a vencer todo dia 20 — a principal novidade da reforma é a criação do IVA Dual, que reúne dois novos tributos:
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal);
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substitui impostos federais como PIS e Cofins.
A proposta do governo é simplificar a cobrança de impostos sobre consumo, substituindo regras diferentes por alíquotas unificadas. A transição será gradual e deve se estender até 2033.
Outra mudança importante é que, a partir de 2027, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) será obrigatória em todas as operações, inclusive vendas para pessoas físicas.
“Este ano será de testes, com alíquotas reduzidas de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS). Para quem está no Simples, o sistema favorece quem vende diretamente ao consumidor final. Controle financeiro e planejamento tornam-se, agora, as regras de ouro”, explica Cleto Paixão, especialista do Sebrae/PE em Finanças e Contabilidade.
O seminário também deve discutir a criação da figura do nanoempreendedor, categoria prevista para quem fatura até metade do limite anual do MEI, cerca de R$ 40,5 mil, mas ainda atua sem formalização.
A legislação prevê dispensa de IBS e CBS para esse grupo, mas ainda há dúvidas sobre como será o tratamento tributário, já que quem não tem CNPJ não emite nota fiscal e fica fora da cobertura previdenciária.
FONTE: G1
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode …
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Quanto vale o mínimo em 2026
• Mensal: R$ 1.621;
• Diário: R$ 54,04;
• Hora: R$ 7,37.
Como foi calculado
• Inflação pelo INPC: 4,18%;
• Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
• Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
• Reajuste total: 6,79%.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.
Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:
INSS
• Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621
• Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)
• Teto do INSS: R$ 8.475,55
Contribuições ao INSS (CLT)
• Até R$ 1.621: 7,5%
• De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
• De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
• De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Autônomos, facultativos e MEI
• Plano normal (20%): R$ 324,20
• Plano simplificado (11%): R$ 178,31
• Baixa renda (5%): R$ 81,05
• MEI (5%): R$ 81,05
Seguro-desemprego
• Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro
• Parcela mínima: R$ 1.621
• Parcela máxima: R$ 2.518,65
• Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.
Salário-família
• Salário-família: R$ 67,54 por dependente
• Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais
FONTE: SUL21
O anúncio das quatro indicações ao Oscar 2026, na quinta-feira (22), levou O Agente Secreto ao mais alto patamar do …
O anúncio das quatro indicações ao Oscar 2026, na quinta-feira (22), levou O Agente Secreto ao mais alto patamar do cinema mundial. Mesmo antes da chegada ao Oscar, vencedor do Globo de Ouro e do Festival de Cannes, o longa já vinha produzindo efeitos fora das telas, impactando a economia pernambucana e ativando cadeias que vão do Carnaval ao futebol, do turismo cultural ao comércio tradicional do Recife.
Esse movimento começa a se materializar no Carnaval, uma das engrenagens mais tradicionais da economia cultural do Estado. Fundada em 1947, a Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, de Olinda, é uma das agremiações mais emblemáticas da folia pernambucana e foi reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2023.
No filme, a troça ganha projeção internacional quando o personagem vivido por Wagner Moura — primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar na categoria de Melhor Ator — aparece em cena vestindo a camisa amarela da Pitombeira, símbolo histórico da agremiação. Fora das telas, o efeito foi imediato. A procura pela camisa cresceu cerca de 50%, ampliando a receita da troça e reforçando o papel do Carnaval como fonte de renda e sustentabilidade cultural.

Na esteira desse interesse, a moda também se tornou um vetor de impacto. A marca Chico Rei lançou uma coleção inspirada em O Agente Secreto em parceria com os times Sport, Náutico e Santa Cruz. As peças fazem referência aos uniformes dos clubes nos anos 1970, período em que o filme é ambientado, e combinam estética retrô, futebol e cinema.
“O briefing que a gente tinha era: ‘Bom, o filme se passa em 1977, ou seja, vamos tentar nos inserir nesse universo”, conta. O processo envolveu pesquisa extensa de imagens e validação histórica junto aos clubes. “É uma releitura atualizada dos uniformes usados pelos três times em 77, que foi um ano muito simbólico”, explica o diretor de marketing da Chico Rei, Vitor Vizeu.
Vendidas por R$ 244,90, as peças são tratadas como produtos premium e oficiais, com repasse de royalties tanto para os clubes quanto para o filme. “É um produto que tem renda tanto para os clubes quanto para o filme, o que consideramos muito importante, na verdade, não só importante, é fundamental”, destaca.
O desempenho comercial surpreendeu já nos primeiros dias. A tiragem inicial, de 100 unidades por clube, foi rapidamente superada. “No primeiro dia a gente já havia superado e muito essa venda inicial. Aí decidimos triplicar, com 300 camisas por time”, diz Vizeu. Com a indicação ao Oscar, a expectativa é de crescimento adicional. “A gente acredita que pode aumentar pelo menos aí uns 20% numa venda que já era muito boa após a indicação.”
As vendas começaram exclusivamente no ambiente digital, mas a boa aceitação pode abrir novas frentes. “São vendas online, mas a gente tem conversado com os clubes sobre a ideia de vender nas lojas físicas deles. Mas isso num segundo momento”, afirma. Segundo ele, a expansão para os pontos físicos é vista como um passo natural diante da procura e da repercussão positiva.
Além disso, a campanha foi pensada para ter fôlego ao longo dos próximos meses. “É uma campanha inicialmente pensada para até o dia 15 de março, quando acontece a cerimônia do Oscar, com vendas perenes”, explica. A expectativa, segundo Vizeu, é que o interesse ultrapasse o calendário da premiação. “Existe uma cauda longa nessa divulgação, a gente vai até março com esse produto ainda sendo relevante”, diz, acrescentando que a ideia é prolongar a vida útil da coleção mesmo após o resultado do Oscar.
O Chá-Mate Brasília, no Centro do Recife, virou ponto de parada dos visitantes após servir de locação para O Agente Secreto e passou a incorporar o filme ao cotidiano do estabelecimento – Divulgação
O Agente Secreto também estimulou o chamado comércio afetivo, formado por estabelecimentos tradicionais que resistem às transformações da cidade. Um dos exemplos está no Chá-Mate Brasília, no Centro do Recife.
O estabelecimento histórico serviu de locação para o filme durante dois dias, período em que o proprietário José Pinheiro e funcionários da casa receberam cachês para atuar como figurantes. Após o lançamento do longa, Zé decidiu transformar a experiência em produto: criou um novo sabor de chá batizado com o nome do filme — um mate com leite e canela, que passou a integrar o cardápio da casa e é vendido por R$ 6,40, enquanto o simples custa R$ 4,40.
O Chá-Mate Brasília também prepara o lançamento de uma camisa inspirada na tradicional placa de preços do estabelecimento. A peça, batizada de Chá-Mate Agente Secreto, amplia o diálogo entre o filme e o comércio afetivo do Centro do Recife, transformando um símbolo cotidiano da casa em produto ligado à experiência cinematográfica. A camisa vai custar R$ 75 e começa a ser vendida no sábado (24).
Com a cerimônia do Oscar marcada para 15 de março, a expectativa em torno de O Agente Secreto mobiliza não apenas o meio cinematográfico, mas também o público pernambucano, que passou a torcer pelo filme como quem torce por um time ou por um bloco de Carnaval. Uma eventual vitória ampliaria a visibilidade do cinema brasileiro no cenário internacional e reforçaria o papel de Pernambuco como território criativo capaz de produzir narrativas universais a partir de histórias locais.
Com as indicações de O Agente Secreto ao Oscar, a governadora anunciou a exibição da cerimônia no Cinema São Luiz — uma das locações do filme, espaço que recebeu a pré-estreia nacional do longa e parte da história cultural de Pernambuco.
Independentemente do resultado, o filme já deixa marcas visíveis. Ao transformar memória, identidade e estética em produtos, experiências e renda, O Agente Secreto mostra como o cinema nacional pode ganhar o mundo sem romper com o território de origem — das ruas do Recife ao tapete vermelho.
Fonte: JC
Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê …
Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.
No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC.
A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.
Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.
Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.
No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.
No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.
As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%.
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026.
O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.
Fonte: Agência Brasil
Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 – em janeiro do ano passado, a …
Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 – em janeiro do ano passado, a cotação era de US$ 2.730 por onça, medida que equivale a 31 gramas. A disparada reflete o aumento das incertezas globais, especialmente provocadas pela política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma combinação de fatores valorizou o preço do ouro: a disputa comercial com a China, a política tarifária, as crises geopolíticas e militares e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia.
Para explicar a disparada do ouro e por que o preço do metal sobe quando há instabilidade econômica, Natuza Nery conversa com Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP.
Economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale também responde como as políticas fiscal e monetária dos EUA agitam os mercados. O economista compara a escalada do preço do metal precioso a uma “febre”, um sinal de que a economia global passa por um período de grave instabilidade.
Convidado: Sérgio Vale, economista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e economista-chefe da consultoria MB Associados.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Fonte: G1
O Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam …
O Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam a 172 toneladas
O Banco Central pode ter iniciado o processo de desdolarização da economia brasileira. É o que diz uma mensagem da Not Just Heafline, que me foi enviada por alto funcionário do Banco Central. Menciono a fonte alertado por um comentário.
Entre outubro de 2024 e outubro de 2025 o Brasil vendeu US$ 61,3 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano, o equivalente a quase 27% das reservas em dólar. Trata-se da maior redução percentual do mundo. Supera a Índia (21%) e a China (menos de 10%), ainda que a China tenha vendido valores absolutos maiores.
O dado mais revelador é que Brasil e Índia venderam treasures justamente quando os juros dos Estados Unidos estavam elevados, e o valor de face dos títulos é menor. Ou seja, a decisão não foi financeira, mas política e estratégica.
Ao mesmo tempo, o Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam a 172 toneladas. A estratégia segue o mesmo padrão adotado pela Índia e China.
O ouro volta a ser ativo de soberania monetária, não apenas reserva de valor.
O dado mais significativo ocorreu no comércio mundial. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja. A China responde por 60% a 66% das importações globais do produto. Os dois países passaram a liquidar parte do comércio de soja em moedas locais, sem uso do dólar.
Esse fato demonstra que as linhas de swap cambial já estão operacionais. E os sistemas alternativos de pagamento estão funcionando na prática. Esse é o ponto nervoso para Washington: o comércio real, de grande volume, fora do dólar.
Tudo aponta para esta direção: a desdolarização deixou de ser discurso e passou a ser estratégia concreta.
Ou seja, apesar das repetidas advertências de Donald Trump contra os BRICS, os países do bloco aceleraram esforços para contornar o dólar. Ameaças são incentivos para a busca de alternativas.
A leitura óbvia é que o fator Trump representou mais uma vez um tiro no pé dos EUA:
1. Risco político passa a pesar tanto quanto risco financeiro.
2. Liquidez em dólar deixou de ser neutra devido às sanções, congelamentos e extraterritorialidade jurídica.
3. Reservas passam a ser instrumento de política externa.
O dado-chave não é o volume absoluto, mas a tendência coordenada: Brasil, Índia, China, Rússia e até bancos centrais europeus vêm aumentando posições em ouro.
Por outro lado, quando a liquidação ocorre em moedas locais, o dólar deixa de ser moeda de passagem, bancos americanos saem da intermediação e a demanda estrutural por dólares cai no longo prazo.
E não se trata de mero teste. Para conseguir essas operações foi necessário linhas de swap cambiais bilaterais, bancos habilitados nos dois países, sistemas de compensação fora do Swift (o sistema de transações ocidental, baseado no dólar) e confiança política de longo prazo.
Ou seja, a infraestrutura para a desdolarização já está instalada e funcionando.
Fonte: GGN
A NRF 2026 – National Retail Federation, realizada entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2026, no Jacob …

A NRF 2026 – National Retail Federation, realizada entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2026, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (EUA), consolidou-se como o principal encontro mundial do varejo e do comércio. O evento reuniu líderes empresariais, executivos, marcas globais e especialistas do setor para apresentar tendências de mercado, soluções comerciais, novas tecnologias e estratégias de crescimento voltadas tanto ao varejo físico quanto ao e-commerce.
Com o tema oficial “The Next Now Is Here” ou “O Próximo Agora Está Aqui”, a edição destacou-se como um ambiente estratégico de negócios e troca de experiências, com foco em inovação, inteligência artificial, transformação digital e resultados comerciais, reforçando o papel do evento como referência global para o futuro do varejo.

O presidente da CDL Recife, Fred Leal, participou presencialmente da NRF 2026, acompanhando os debates, painéis e ativações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do comércio eletrônico e à modernização do varejo, em um ambiente onde a tecnologia orienta as principais discussões sobre o futuro do setor.

Durante a programação, Fred Leal manteve contato com relevantes lideranças do varejo nacional, entre elas Adriana Garbin, vice-presidente executiva de Varejo da Cielo; Luiza Helena Trajano, presidente do conselho administrativo da Magalu; Marcelo Silva, integrante do conselho da Magalu; Assis Cavalcante, presidente da CDL Fortaleza; Frank Sinatra, presidente da FCDL Minas Gerais; Elison Bomfim, presidente da CDL Aracaju; Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil; e José Costa, presidente da CNDL.
A participação da CDL Recife na NRF 2026 reforça o compromisso institucional da entidade com a promoção de inovação, a busca por soluções comerciais eficientes e o fortalecimento do comércio e do varejo da capital pernambucana, conectando o mercado local às principais tendências globais.
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, …
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%. 

Na semana passada, este índice, que serve de referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%. E há quatro semanas em 4,10%.
Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do governo.
Segundo o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos transportes, seguido, em termos de impacto, por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.
Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.
No caso do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil), o mercado projeta que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, e o mesmo projetado para 2027.
Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.
Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50 – o mesmo valor projetado para 2027.
Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.
A taxa básica de juros (Selic) deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro; e para 10,50% em 2027. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.
A Selic, atualmente, está em seu maior nível desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.
A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Fonte: Agência Brasil
Temporada de liquidações em shoppings do Grande Recife oferecem até 70% de desconto A chegada do ano novo marca o …
Temporada de liquidações em shoppings do Grande Recife oferecem até 70% de desconto
A chegada do ano novo marca o início da temporada de liquidações no Grande Recife. As campanhas, que acontecem em janeiro, oferecem descontos de até 70% em lojas de diversos segmentos. Os shoppings Recife, Guararapes e RioMar já anunciaram o início das campanhas que seguem até o domingo (11).
Segundo o presidente da Associação Pernambucana de Shopping Centers (Apesce), José Luiz Muniz, as liquidações que acontecem no comércio e nos shoppings no início do ano são boas oportunidades para os clientes realizarem compras que não fizeram para o Natal. Já que o período é de renovação de estoque das lojas e mudança de coleção, principalmente em segmentos de vestuário e calçados.
A expectativa do setor é positiva para o aquecimento do comércio neste mês. “As vendas no Natal deram bons resultados, mas este período promocional pode gerar um movimento maior de clientes e proporcionar um incremento de vendas entre 3% e 4%, em comparação com os primeiros 10 dias de janeiro do ano passado”, analisa.
Liquidações nos shoppings
O Shopping Guararapes inicia nesta quinta-feira (8) e segue até o domingo (11) a promoção Etiqueta Roxa. A campanha oferece descontos de até 60% em segmentos como moda, beleza, acessórios, alimentação, lazer infantil e eletrônicos. A previsão do centro de compras é de aumentar 5% no fluxo de clientes e de 8% nas vendas durante o período da ação.
No Shopping Recife, também entre os dias 8 e 11 de Janeiro, acontece a Liquida Shopping Recife com descontos de até 60%.
O RioMar Recife já iniciou o Saldão de Ano Novo, que segue até o domingo (11) com descontos de até 70% em produtos de diversos segmentos.
O Camará Shopping, localizado em Camaragibe, realiza o Líquida Janeiro com descontos de até 60% e ações como “leve 3 e pague 2” em estabelecimentos selecionados dos segmentos de perfumaria, vestuário e cosméticos, entre outros. A campanha começa nesta sexta-feira (9) e segue até o dia 16 de janeiro.
Já o Shopping Costa Dourada promove a edição 2026 do Liquida Verão, com descontos de até 70% em itens como vestuário, acessórios, perfumaria e alimentação, entre outros. No centro de compras, a liquidação começa nesta quinta (8) e segue até o dia 18 de janeiro.
Consumidores em alerta
O Procon Pernambuco orienta que os consumidores devem ficar atentos diante das liquidações, principalmente, em caso de trocas. “Por defeito, são garantidos a troca ou conserto dos produtos. Porém, normalmente, quando as trocas estão relacionadas a cor ou numeração, o estabelecimento não permite quando a compra é feita em liquidação”, destaca o secretário-executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo do Procon-PE. Segundo ele, as regras estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor são as mesmas quando se trata de compras feitas em liquidações.
Já em relação às compras online, o secretário lembra que também é garantido pelo Código de Defesa do Consumidor o direito de arrependimento. “Ao receber o produto e entender que ele não era da forma como foi visualizado na imagem no ato da compra online, o consumidor poderá, em até sete dias a partir do recebimento do produto, devolver sem precisar dar nenhuma justificativa e receber seu dinheiro de volta com todos os custos”, afirma.
FONTE: DIARIO DE PE
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife realizou, no dia 07 de dezembro, às 10h, em sua sede, o …
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife realizou, no dia 07 de dezembro, às 10h, em sua sede, o sorteio da campanha Natal Premiado 2025. A iniciativa tem como objetivo incentivar o consumo no comércio local e valorizar os consumidores que participaram da ação ao longo do período da campanha.
O sorteio foi transmitido ao vivo pelo Instagram @cdlrecife, garantindo transparência ao processo e possibilitando que os participantes acompanhassem a apuração tanto de forma online quanto presencial. O evento ocorreu na sede da CDL Recife, localizada na Rua do Riachuelo, nº 105, sobrelojas, bairro da Boa Vista, Recife/PE.
Nesta edição, a campanha contemplou consumidores com vales-compras no valor de R$ 1.000,00, TVs de 50 polegadas e um Renault Kwid 0km, reforçando o compromisso da CDL Recife com o fortalecimento do comércio, o estímulo à economia local e a valorização dos clientes.
Ganhadores do Natal Premiado 2025:
A CDL Recife agradece a participação de todos os consumidores e lojistas envolvidos na campanha e reafirma seu compromisso com a promoção de ações que contribuam para o desenvolvimento do comércio e da economia local.
O varejo de Pernambuco, com forte concentração na Região Metropolitana do Recife, atravessa um momento de transição marcado por impactos …
O varejo de Pernambuco, com forte concentração na Região Metropolitana do Recife, atravessa um momento de transição marcado por impactos simultâneos dos cenários social, político e econômico. Esses vetores, quando combinados, influenciam diretamente o comportamento do consumidor, a dinâmica dos negócios e a capacidade de planejamento das empresas, sobretudo em um estado onde o comércio é um dos principais motores de geração de emprego e renda.
Do ponto de vista econômico, o ambiente ainda é de cautela. Apesar de sinais pontuais de retomada do consumo, a inflação persistente em itens essenciais, o elevado custo do crédito e o comprometimento da renda das famílias seguem pressionando o varejo, especialmente os segmentos de bens duráveis, como eletroeletrônicos e móveis. Em Pernambuco, essa realidade é agravada pelas desigualdades regionais e pela dependência de políticas públicas e investimentos estruturantes que nem sempre se materializam no ritmo necessário. O consumidor recifense, mais informado e seletivo, tem priorizado compras essenciais, promoções e canais que ofereçam melhor custo-benefício.
No campo político, a instabilidade institucional e a constante judicialização de decisões econômicas afetam a previsibilidade, elemento central para o varejo. Mudanças frequentes em regras fiscais, discussões sobre carga tributária e insegurança quanto a incentivos regionais geram um ambiente de espera, adiando investimentos, expansões e contratações. Para o comércio pernambucano, que já convive com desafios logísticos e de infraestrutura, a ausência de um pacto político claro em favor do desenvolvimento regional limita o potencial de crescimento e competitividade frente a outros mercados do Nordeste e do país.
Sob a ótica social, observa-se uma transformação relevante no comportamento do consumidor. Há maior sensibilidade a preços, valorização de marcas com responsabilidade social e ambiental e uma crescente demanda por experiências de compra mais humanizadas e eficientes. No Recife, esse fenômeno se expressa tanto nos grandes centros comerciais quanto no comércio de bairro, que voltou a ganhar protagonismo como alternativa de proximidade, conveniência e confiança. Ao mesmo tempo, o avanço da informalidade e a precarização do trabalho criam distorções concorrenciais, penalizando o varejo formal que cumpre suas obrigações fiscais e trabalhistas.
Outro fator social de destaque é o impacto dos grandes eventos culturais e do turismo, como o Carnaval, que historicamente impulsionam o comércio local. Embora esses períodos gerem aumento temporário de fluxo e faturamento, eles não substituem a necessidade de políticas estruturantes que fortaleçam o varejo ao longo de todo o ano. A dependência excessiva de sazonalidades torna o setor mais vulnerável a crises econômicas e a mudanças no comportamento do consumidor.
Diante desse cenário, o varejo de Pernambuco e do Recife demonstra resiliência, apostando em inovação, digitalização, omnicanalidade e gestão mais eficiente. No entanto, para que esse esforço se traduza em crescimento sustentável, é fundamental a construção de um ambiente econômico mais estável, com segurança jurídica, políticas públicas voltadas ao fortalecimento do comércio e ações integradas entre governo, entidades de classe e iniciativa privada.
O momento exige menos improviso e mais planejamento. O varejo pernambucano tem potencial, criatividade e capilaridade para liderar uma nova fase de desenvolvimento regional, desde que os fatores social, político e econômico deixem de atuar como entraves e passem a convergir para uma agenda de crescimento, inclusão e competitividade.
Paulo Monteiro – Diretor Institucional da CDL Recife.
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