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12 de agosto de 2026
As decisões dos empresários no Brasil estão...

Entre pressão regulatória, seletividade de capital e influência de narrativas, o processo decisório no país ganha novas camadas de complexidade …

Entre pressão regulatória, seletividade de capital e influência de narrativas, o processo decisório no país ganha novas camadas de complexidade

As decisões empresariais no Brasil deixaram de responder apenas a indicadores de economia tradicional. Em um ambiente marcado por maior complexidade, empresários passaram a operar sob a influência simultânea de regras institucionais, acesso a capital e construção de percepção, em um movimento que altera não apenas o ritmo dos negócios, mas a própria forma de avaliar risco, crescimento e sustentabilidade.

O empreendedorismo brasileiro atingiu um patamar de escala que o coloca entre os mais dinâmicos do mundo, mas essa expansão convive com um nível persistente de fragilidade estrutural. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2024, cerca de 47 milhões de brasileiros estão envolvidos em alguma atividade empreendedora. Em paralelo, dados do IBGE indicam que aproximadamente 60% das empresas encerram suas operações antes de completar cinco anos.

Mais do que um contraste estatístico, esse cenário revela uma mudança qualitativa no ambiente de negócios. A decisão de empreender deixou de ser orientada apenas por fundamentos econômicos clássicos e passou a ser atravessada por três vetores que operam de forma simultânea. O Estado, ainda central na definição de custos, regras e previsibilidade. O mercado, cada vez mais seletivo na alocação de capital e na imposição de competitividade. E a narrativa, que passou a influenciar diretamente a percepção de risco, o comportamento dos empreendedores e as expectativas de retorno.

“Não é mais possível analisar o empreendedorismo brasileiro de forma isolada. O empresário não decide apenas com base em números. Ele responde ao ambiente, e esse ambiente hoje é resultado direto da interação entre Estado, mercado e narrativa”, afirma Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião.

A ascensão do empreendedorismo como fenômeno cultural ampliou o peso dessa terceira força. A difusão de histórias de crescimento acelerado, a valorização de trajetórias exponenciais e a pressão por resultados imediatos contribuíram para deslocar o eixo da decisão empresarial. Empreender passou a incorporar uma dimensão simbólica, muitas vezes dissociada da realidade operacional dos negócios.

“O que se observa é uma influência crescente da narrativa sobre a tomada de decisão. Ela molda expectativas, direciona comportamentos e altera o apetite ao risco. O ponto crítico surge quando essa construção não encontra correspondência no ambiente real de mercado”, diz Koenigkan.

Esse descompasso se torna ainda mais relevante em um contexto em que fatores estruturais permanecem praticamente inalterados. A complexidade tributária, o custo do crédito e a instabilidade regulatória seguem como elementos centrais de pressão sobre a sobrevivência e a expansão das empresas. Oscilações pontuais em indicadores macroeconômicos, como movimentos na taxa de juros, tendem a produzir alívio conjuntural, mas não alteram de forma significativa a base do ambiente de negócios.

“O risco empresarial deixou de estar concentrado apenas na operação. Ele se distribui pelo ambiente, pela comunicação e pela forma como o mercado interpreta cada movimento. Decidir sem compreender essa dinâmica ampliada é operar com visão incompleta”, afirma Paulo Motta, sócio dos eventos Mercado & Opinião em São Paulo.

10 de agosto de 2026
Uso de dados cresce, mas entendimento das empresas...

Para Melina Alves, CEO da DUXlab, plataforma híbrida de análise humanizada de dados, as empresas acumulam dados, mas ainda têm …

Para Melina Alves, CEO da DUXlab, plataforma híbrida de análise humanizada de dados, as empresas acumulam dados, mas ainda têm pouca compreensão sobre os clientes

Em um mercado cada vez mais orientado por dados, é possível medir quase tudo, de cliques a tempo de permanência. Ainda assim, transformar essas informações em entendimento real do cliente segue sendo um desafio. De acordo com a PwC, na Pesquisa sobre Experiência do Cliente 2025, mais da metade dos consumidores (52%) afirma que deixou de comprar ou usar uma marca após uma experiência ruim com seus produtos ou serviços. Para a especialista em design de experiência, Melina Alves, CEO da DUXcoworkers, que desenvolveu a plataforma DUXlab que combina consultoria humanizada, pesquisa e tecnologia para análises qualitativas de dados, embora as empresas coletem grande volume de métricas, muitas ainda falham em compreender o usuário.

“É preciso ser realista e fazer uma pergunta incômoda: que dados são esses? Aquela pesquisa de opinião que o usuário faz correndo para conseguir acessar o conteúdo, ou no totem da farmácia é suficiente para entender a satisfação? É necessária uma mudança de mentalidade sobre dados e experiência do cliente em pesquisas. No fim do dia, não se trata só de medir mais, mas de entender melhor as pessoas e tomar decisões mais conscientes a partir de um entendimento completo e preciso sobre eficiência, satisfação e emoções. E isso é útil para todas as empresas com uma orientação de prestar serviço com foco no cliente: grandes e pequenas, presenciais ou e-commerce, no setor financeiro ou em diferentes aplicativos”, defende a executiva.

Inteligência artificial não é suficiente para garantir boas análises

Há mais de 17 anos trabalhando com inovação de experiência, Melina analisa que é necessário mudar a cultura das métricas superficiais. À frente da DUXlab, que em dois anos já liderou mais de 50 projetos para empresas como 99Pay, 99 Mobilidade, Superlógica entre outras startups, percebeu que muitas companhias ainda esbarram em pesquisas que não dizem quase nada. “Sem contexto e profundidade, os números não contam a história completa. O dado precisa ser mais qualitativo e analisado com olhar especialista, não é algo que a tecnologia ou a IA, sozinhas, conseguem resolver. Existem dimensões que não aparecem nos dashboards tradicionais, e o papel da plataforma e dos especialistas é justamente identificar os fatores por trás das métricas e dar mais tangibilidade a eles”, explica.

Na prática, o DUXlab oferece a oportunidade para que as empresas decidam, junto aos mais de 140 colaboradores que compõem a DUXcoworkers, rede de inteligência coletiva para produtos, serviços e cidades – atuando com pesquisa, projetos e consultoria – na plataforma DUXlab ela cruza visões de dados qualitativos, como ESG e as ODSs da Onu e Heurísticas de Eficiência, Satisfação e Eficácia da Usabilidade; ou Ciência da Felicidade, com NPS – identificamos o que é comum nas metodologias, e extraímos quais métricas são verdadeiramente importantes para determinado projeto: se é uma pesquisa que exige recrutamento e curadoria de participantes, ou um diário de experiência para a análise da jornada do usuário, um benchmarking de mercado, um teste de usabilidade (crowdtest) ou de conceito com co-criação. O cliente escolhe quais módulos vai usar, e, mais do que isso, o modelo permite escalar operações qualitativas com mais eficiência, otimizando o tempo em até 30% em todas as etapas.

O design de experiência depende um ecossistema

Para a especialista é importante compreender que cada projeto que busca e se beneficia de pesquisas, testes, análises estratégicas e gestão da inovação é um sistema vivo que precisa evoluir junto ao negócio. “Por isso, falamos em ecossistema, o design de experiência precisa estar enraizado na cultura da empresa”, afirma. Nesse sentido, a especialista ressalta que há uma preocupação inclusive em como os participantes das pesquisas são selecionados e tratados durante o processo para evitar resultados enviesados. “Nosso trabalho não é promover a exaustão nem a participação superficial, mas um engajamento qualificado para insights mais confiáveis. A empresa escolhe se haverá recompensa para os participantes e tudo é feito pela plataforma”, complementa.

O desafio do mercado se torna ainda mais difícil quando a tarefa é descobrir o que o usuário deseja. A executiva destaca que, neste ponto, tecnologia e humanização são a chave para materializar os dados em entendimento real. Por meio do módulo para testes de conceito com co-criação, Melina relata que é possível combinar inteligência artificial generativa e o olhar de um especialista para transformar percepções dos usuários em representações visuais de cenários futuros com protótipos cocriados pelos participantes. “Na plataforma, o usuário interage com propostas construídas em tempo real a partir de suas respostas, criando uma espécie de protótipo dinâmico da experiência ideal. Isso permite não apenas coletar opiniões, mas visualizar caminhos concretos para produtos, serviços ou jornadas em desenvolvimento”, acrescenta.

A inovação também se reflete nos módulos da plataforma. O benchmarking compara propostas de valor e posicionamento entre concorrentes, ajudando a identificar oportunidades de diferenciação, inclusive de análise comparativa de preços e ofertas de mercado. Já nos testes de usabilidade (crowdtest), usuários executam tarefas reais em ambientes digitais enquanto suas interações são monitoradas, revelando falhas, os chamados “bugs”, além de fricções e pontos que muitas vezes passam despercebidos. “Desde 2010 nossa missão é a de orientar o mercado sobre design de experiência. Hoje, chegamos a um ponto em que isso se tornou essencial. As empresas passaram a buscar mais os dados, e a inteligência artificial traz a sensação de que tudo está resolvido, mas não está. O desafio começa agora: unir inovação e humanização para qualificar resultados”, encerra a CEO da DUXlab.

5 de agosto de 2026
Inconsistência de dados reforça papel da engenharia...

Diferenças entre plataformas como Meta, Google e TikTok criam incerteza e dificultam decisões estratégicas em operações de mídia A Meta …

Diferenças entre plataformas como Meta, Google e TikTok criam incerteza e dificultam decisões estratégicas em operações de mídia

A Meta reivindica 50 conversões. O Google Ads exige crédito por outras 40 e o TikTok por mais 30. O Google Analytics atravessa o caminho, apontando que boa parte dessas conversões foram, na verdade, orgânicas ou diretas. E o sistema de loja (Shopify, VTEX, Wake) dá o veredito final: apenas 80 vendas reais entraram no caixa. A equipe de Marketing comemora “120 vendas” no slide, ignorando que o mesmo cliente clicou no anúncio do Instagram na terça e pesquisou a marca no Google na quinta antes de clicar e comprar. O Marketing, então, passa a operar em um mundo de fantasia, tomando decisões com base em ROIs ilusórios e custos de aquisição maquiados. É aí que entra a espinha dorsal da operação: a engenharia de dados, trabalhando nos bastidores para construir um Single Source of Truth (Fonte Única de Verdade).

Para Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing orientado por dados, esse desalinhamento é mais do que um ruído operacional. É um risco estrutural. “Operações que crescem rápido tendem a quebrar primeiro na mensuração. Quando a base de dados é inconsistente, qualquer tentativa de otimização vira um chute”, afirma.

Segundo o executivo, a base de uma operação sustentável em mídia está na construção de uma arquitetura de mensuração robusta. Na prática, isso significa estruturar como os dados são coletados, organizados e analisados ao longo de toda a jornada do usuário.

Um dos pilares dessa arquitetura é o tracking, que consiste no rastreamento das interações dos usuários com sites, aplicativos e campanhas. Isso é feito por meio de eventos, que são ações específicas registradas, como visitas, compras em sites e apps, installs ou preenchimento de formulários. Quando esses eventos são padronizados e organizados, torna-se possível garantir consistência na leitura dos dados.

Outro conceito central é a criação de uma fonte única da verdade, conhecida como single source of truth. Trata-se de consolidar os dados em um único ambiente confiável, com regras claras de validação, evitando discrepâncias entre diferentes ferramentas. “Esse processo costuma incluir verificações sistemáticas para garantir a qualidade e a integridade das informações coletadas”, aponta Felix Bohn.

Além disso, a rastreabilidade ponta a ponta permite acompanhar o caminho completo do usuário, desde o primeiro contato com a campanha até a conversão final. Isso inclui o mapeamento de micro-conversões, que são pequenas ações intermediárias dentro do funil, como adicionar um produto ao carrinho ou assistir a um vídeo. Essas etapas ajudam a identificar gargalos e oportunidades de otimização com mais precisão.

“O que separa operações que escalam daquelas que colapsam não é o volume de investimento, mas a capacidade de confiar nos próprios dados. Sem isso, não existe decisão inteligente”, explica Felix Bohn. “A engenharia de dados não aparece no criativo nem na campanha, mas é ela que garante que cada real investido tenha uma direção clara. Sem essa base, crescimento não é escala, é instabilidade”, conclui.

Fonte: Varejo SA

30 de julho de 2026
104 milhões de consumidores devem ir às compras...

De acordo com pesquisa CNDL/SPC Brasil, a data deve movimentar quase R$ 29,7 bi na economia. 81% pretendem pagar o …

De acordo com pesquisa CNDL/SPC Brasil, a data deve movimentar quase R$ 29,7 bi na economia. 81% pretendem pagar o presente à vista, principalmente no PIX (52%). 37% dos que pretendem presentear estão com contas atrasadas

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e serviços. É o que aponta levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. De acordo com a pesquisa, 63% dos consumidores pretendem comprar presentes no Dia dos Pais este ano. Na prática, isso significa que aproximadamente 104 milhões de pessoas residentes nas capitais devem ir às compras nas próximas semanas, uma redução nominal de 2,3 milhões de compradores em relação a 2025.

De acordo com os entrevistados, 36% pretendem gastar mais que em 2025, 34% o mesmo valor e 17% querem gastar menos. Entre aqueles que pretendem gastar mais, o desejo de dar um presente melhor lidera (61%), mas a percepção de alta de preços também é uma justificativa relevante (38%). Entre os que vão desembolsar menos, os principais motivos são orçamento apertado (40%), contenção de gastos (39%) e o pagamento de dívidas (18%).

A pesquisa aponta que o valor médio dos gastos será em torno de R$ 286 ao todo. Os consumidores pretendem comprar, em média, 1,8 presentes.

“A leve retração no número de compradores para este Dia dos Pais é o reflexo mais claro de um consumidor que está operando no limite do seu orçamento. Embora a intenção de presentear continue alta, a realidade de atrasos no pagamento de contas e o fantasma da inadimplência forçaram uma parcela significativa das famílias a dar um passo atrás. O momento exige cautela: para muitos, a dificuldade de manter as despesas básicas do dia a dia em ordem tornou inviável a entrada nessa jornada de compras para presentear”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.

Itens de vestuário e cosméticos lideram o ranking de presentes para o Dia dos Pais. 46% consideram presentear com um item de segunda mão e 81% pretendem pagar à vista

Os consumidores estão atentos aos preços e a maioria (77%) pretende pesquisar para economizar antes de fazer as compras do Dia dos Pais. Desses, 64% iniciam a pesquisa com ao menos duas semanas de antecedência — 15 dias (35%), 1 semana antes (25%) e na véspera (4%).

A pesquisa online domina com 83%, mas o canal físico segue presente: 67% ainda visitam lojas para comparar valores. Nos canais digitais, sites e aplicativos lideram (73%), seguidos a distância pelas redes sociais (38%). Na pesquisa física, shopping e lojas de rua empatam, ambas com 39%.

Em relação aos sites e aplicativos de pesquisa, as plataformas de compra e venda de produtos novos e usados lideram a pesquisa de preços com 63%, seguido de sites de lojas de departamento (52%) e sites de busca (50%).

Assim como no ano passado, roupas, calçados e acessórios mantêm a liderança com 62% das intenções de compra. cosméticos e perfumes vêm em segundo (27%), seguidos por ferramentas (18%), eletrônicos (16%) e artigos esportivos (16%). Dinheiro ou PIX aparece com 10%.

A maioria dos entrevistados (60%) acredita que o pai prefere manter o simbolismo de receber o presente físico. Os 40% restantes percebem que o pai preferiria substituir o presente por uma ajuda financeira direta — em dinheiro ou PIX para uso livre (17%), para quitar boletos em atraso (8%) ou para pagar contas básicas (8%).

O mercado de usados divide o consumidor, 46% considerariam presentear com um item de segunda mão em perfeito estado, enquanto 46% recusam. Entre os favoráveis, os motivadores são acesso a marcas melhores por preço menor (11%), exclusividade ou item vintage (10%) e consumo consciente (9%). A recusa apoia-se na crença de que presente precisa ser novo (28%) e no receio quanto à qualidade do usado (18%).

A grande maioria dos consumidores (81%) pretende pagar o presente à vista, principalmente no PIX (52%), e no cartão de débito (17%). Por outro lado, 41% têm intenção de pagar parcelado, com destaque para o cartão de crédito (30%). Em média, serão feitas 3,4 prestações.

O levantamento aponta ainda que 73% pretendem pagar o(s) presente(s) sozinhos, enquanto 22% desejam dividir. Nesse grupo, 12% irá pagar parte do(s) presente(s) sozinho e outra parte irá dividir o valor com outra(s) pessoa(s) e 10% irá dividir todo o valor do presente com outra(s) pessoa(s). O movimento pode refletir tanto pressão orçamentária quanto uma estratégia de compra coletiva para presentes de maior valor.
Entre os que dividirão o custo do presente, a divisão será feita com o cônjuge (38%), irmãos (32%), mãe (18%), outros familiares (16%) e filhos (15%). Entre as razões de dividir os gastos, 32% querem dar um presente melhor e mais caro, enquanto 27% buscam reduzir os gastos. A alta de preços surge como terceiro motivador, com 19%.

Entre os entrevistados, 62% querem presentear o próprio pai, na sequência aparecem o esposo (21%), o sogro (13%) e o pai dos filhos (13%). A comemoração segue essencialmente doméstica: 35% celebrarão em casa e 35% na casa do pai.

Lojas físicas serão os principais locais de compras

A maioria dos entrevistados (72%) pretende realizar suas compras nos canais físicos, principalmente em shoppings centers (27%), lojas de departamento (17%), lojas de rua (16%) e shopping popular (16%)

Mas 47% pretendem comprar pela internet, sobretudo aplicativos (71%), sites (57%) e Instagram (23%).

Entre aqueles que farão as compras em sites e lojas online, 58% utilizarão os sites varejistas internacionais, seguido de varejistas nacionais (40%) e plataformas de compra e venda de produtos novos ou usados (37%).

A pesquisa mostra o social commerce em expansão: 40% dos compradores já realizaram uma compra por link direto no Instagram, WhatsApp ou TikTok. Desses, 34% acharam a experiência prática e apenas 6% tiveram problemas. A cada ciclo, mais consumidores experimentam — e a maioria que experimenta aprova.

Em relação aos meios de comunicação que influenciam as compras, as vitrines e exposições de produtos (32%) lideram, seguido por anúncios no Instagram (31%) e buscadores (30%). A indicação de amigos e familiares mantém seu peso com 29%. O TikTok é o grande salto de influência (24%), com o maior crescimento entre todos os meios avaliados.

Já os fatores de escolha do ponto de venda, os consumidores destacam o preço, promoções e descontos (49%), seguidos pela qualidade dos produtos (45%) e frete grátis (35%). Rapidez na entrega (26%) e facilidade de pagamento (25%) completam os cinco critérios mais decisivos.

37% dos que pretendem presentear estão atualmente com pagamento de contas em atraso, e 73% desse grupo estão com o nome sujo

A maior parte dos compradores recorre ao salário ou renda mensal para bancar o presente: 62% utilizam os próprios rendimentos regulares. Uma parcela relevante, porém, opera com maior incerteza: 19% ainda não sabem de onde virá o dinheiro, mas garantem que darão um jeito. Outros 13% planejam usar recursos reservados para outra finalidade — redirecionando parte do orçamento doméstico para a data. Apenas 4% recorrerão a empréstimo ou crédito rotativo.

Chama atenção que 14% dos compradores pretendem deixar de pagar alguma conta para viabilizar a compra do presente. Trata-se de uma decisão deliberada de priorizar o presente sobre compromissos financeiros já assumidos — o afeto pela data sobrepõe-se, para esse grupo, à disciplina orçamentária.

O Dia dos Pais alcança consumidores em situação financeira fragilizada o que amplifica o risco de aprofundamento do endividamento durante a data: 37% dos que pretendem presentear já estão com contas em atraso. Desse grupo de inadimplentes, 73% também estão com o nome negativado.

O levantamento mostra que 30% reconhecem gastar além de suas possibilidades com o presente do pai. O afeto é o principal motor: 31% sentem que o pai merece e fazem questão de agradá-lo, mesmo que isso implique dívidas. O desejo de causar impacto e impressionar aparece em segundo lugar com 23%, seguido pela percepção de que o valor do presente funciona como prova de amor (22%).

Para a data não passar em branco, se o orçamento aperta, 57% adotam estratégias para viabilizar o presente como, adiar compras pessoais como roupas ou eletrônicos (24%), cortar gastos supérfluos como saídas e delivery (21%) e parcelar mesmo sabendo que isso apertará o orçamento nos meses seguintes (20%) maioria dos compradores resiste ao apelo das redes sociais: 66% afirmam que postagens de presentes não pautam seu consumo. No entanto, 34% admitem algum grau de influência: 20% com pressão moderada, gastando mais para garantir um presente “postável”, e 14% com pressão total, sentindo necessidade de ostentar marcas ou presentes visualmente impactantes.

“O grande alerta deste ano fica por conta da parcela de consumidores que, mesmo enfrentando dificuldades para manter as contas em dia ou já lidando com a inadimplência, opta por priorizar o presente em detrimento de seus compromissos básicos. Essa escolha deliberada de colocar o coração à frente do bolso mostra a força cultural da data, mas também acende um sinal amarelo para o risco de superendividamento das famílias em um momento econômico ainda delicado”, alerta a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges.

Metodologia

  • Público-alvo: Consumidores das 27 capitais brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas (excluindo analfabetos) e que pretendem realizar compras para o dia dos Pais deste ano.
  • Método de coleta: Pesquisa quantitativa realizada pela web e pós-ponderada por sexo, idade, estado e renda. Foram coletados 978 casos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de comprar presentes para o Dia dos Pais. Em seguida, continuaram a responder o questionário 636 casos, somente com os que tinham a intenção de compra para esta data. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,1 p. p. e 3,9 p. p. para um intervalo de confiança a 95%.
  • Período da coleta dos dados: 23 de Junho a 01 de Julho de 2026.

Fonte: Varejo SA

28 de julho de 2026
Mais vendas, menos lucro: o gargalo operacional...

Liderança sem rotina, operação sem método e decisões sem blindagem jurídica ajudam a explicar por que muitos negócios ganham clientes, …

Liderança sem rotina, operação sem método e decisões sem blindagem jurídica ajudam a explicar por que muitos negócios ganham clientes, mas travam na rentabilidade e na consistência

Crescer segue como prioridade absoluta para o empresariado. Pesquisa do International Business Report (IBR), da Grant Thornton, mostra que 86% das empresas brasileiras projetam aumento de receita em 2026. O problema é que, para uma parcela relevante delas, o avanço comercial não está sendo acompanhado por estrutura operacional, disciplina de gestão e segurança jurídica. O resultado aparece de forma silenciosa, mas recorrente: retrabalho, decisões desalinhadas, caixa pressionado, conflitos internos e um ambiente de trabalho cada vez mais tomado pela urgência.

A fotografia é conhecida de muitos empresários e executivos. O negócio vende mais, ganha novos clientes, amplia equipe e até projeta expansão, mas a operação não acompanha. A rotina fica mais caótica, a liderança mais reativa e a empresa passa a trabalhar muito para sustentar um crescimento que, na prática, nem sempre se converte em margem, previsibilidade ou saúde organizacional.

Esse tipo de distorção ajuda a explicar por que tantas empresas chegam ao novo ano carregando gargalos antigos. Em fevereiro, uma análise repercutida pela Confederação Nacional dos Contadores mostrou que pendências acumuladas do ano anterior seguem entre os principais obstáculos para os negócios em 2026, travando desde emissão de documentos e acesso a crédito até rotinas fiscais, trabalhistas e operacionais .

Para Flávio Lettieri, mentor de líderes com mais de 30 anos de experiência e autor do livro Ansiedade – aprenda a conviver com ela e equilibrar bem-estar e produtividade, o erro de muitas empresas está em confundir planejamento com capacidade real de execução.

“Existe uma distância muito grande entre o que a empresa decide e o que ela consegue executar na prática. Muita gente ainda acredita que ter estratégia é suficiente. Não é. Se a liderança não consegue transformar decisão em rotina, prioridade e acompanhamento, a estratégia morre antes de chegar na operação”, afirma.

Segundo ele, um dos maiores problemas do ambiente corporativo atual é a cultura da urgência disfarçada de produtividade. “Hoje há empresas com excesso de metas, de reuniões, de urgências e pouca clareza operacional. Quando tudo vira prioridade, nada é executado com eficácia. E essa conta aparece depois no desgaste da equipe, no retrabalho e no resultado”, diz.

Quando crescer custa mais do que deveria

A percepção de que o crescimento, por si só, não garante saúde empresarial também aparece na ponta financeira. Para Lucas Oliveira, da LCS Contabilidade, muitos negócios ainda operam sob uma lógica perigosa: faturam mais, mas não necessariamente constroem uma empresa mais eficiente.

“Muitas empresas não têm um problema de venda. Têm um problema de estrutura. O empresário olha o aumento do faturamento como sinal de evolução, mas nem sempre percebe que a operação está ficando mais cara, mais confusa e menos previsível”, afirma.

Na prática, isso significa que a empresa pode estar crescendo comercialmente e, ao mesmo tempo, perdendo capacidade de controle. Processos pouco claros, rotina financeira frágil, baixa integração entre áreas e ausência de acompanhamento gerencial criam um cenário em que o negócio até se movimenta, mas perde eficiência a cada nova camada de complexidade.

“A conta da desorganização raramente aparece de uma vez. Ela vai sendo drenada no dia a dia, em atraso, erro, retrabalho, custo operacional e perda de margem. Quando o empresário percebe, já está trabalhando mais, faturando mais e lucrando menos”, diz Lucas.

A leitura faz sentido em um ambiente econômico no qual eficiência deixou de ser diferencial e passou a ser condição de sobrevivência. Dados do IBGE sobre demografia empresarial mostram que a dinâmica de entrada, saída e sobrevivência de empresas continua sendo um retrato importante da vulnerabilidade estrutural de muitos negócios no país, especialmente daqueles que crescem sem consolidar processos e gestão.

O problema também é jurídico

Se a desorganização impacta a execução e o caixa, ela também costuma abrir brechas jurídicas importantes. E, na prática, isso tende a aparecer justamente quando a empresa já está maior, mais exposta e mais cara de corrigir.

Para Adriana Barros, advogada empresarial, um dos erros mais recorrentes entre empresas em fase de crescimento é investir em expansão antes de estruturar a base de decisão do negócio.

“Muitas empresas estruturam vendas antes de estruturar decisões. Crescem sem revisar contrato social, sem alinhar papéis entre sócios, sem formalizar regras de governança e sem revisar riscos básicos da operação. Isso pode funcionar por um tempo, mas normalmente cobra um preço alto depois”, afirma.

Segundo ela, a falta de blindagem jurídica não costuma se apresentar como um problema no início. Ela se manifesta quando há pressão, divergência, mudança de fase ou disputa por poder dentro da própria empresa.

“Quando a empresa cresce sem governança, o problema não aparece no momento mais leve da operação. Ele aparece quando o negócio já está mais complexo, com mais pessoas envolvidas, mais dinheiro em jogo e mais risco reputacional. Aí, o que poderia ter sido prevenido com estrutura vira conflito, passivo e desgaste”, diz.

Na avaliação da advogada, há uma tendência de muitos empresários tratarem estrutura jurídica como burocracia, quando, na verdade, ela funciona como proteção do próprio crescimento. “Blindagem jurídica não é excesso de formalidade. É o que impede o crescimento de virar fragilidade.”

Liderança sob pressão: o elo entre cultura, produtividade e desgaste

A desorganização também não se limita aos processos. Ela recai, inevitavelmente, sobre as pessoas. E, em especial, sobre quem lidera.

É nesse ponto que a visão de Flávio ganha força. Para ele, o ambiente empresarial brasileiro ainda romantiza uma ideia de alta performance sustentada por improviso, excesso de esforço e sobrecarga. O problema é que esse modelo até pode gerar resultado no curto prazo, mas dificilmente é sustentável.

“Existe uma visão equivocada de que performance vem de cobrança constante, velocidade e pressão. Mas performance real depende de método, clareza e repetição de bons comportamentos. Treinamento que não muda comportamento é evento”, afirma.

Na prática, isso significa que o papel da liderança não é apenas cobrar entrega, mas organizar contexto, alinhar prioridades e reduzir ruído. Quando isso não acontece, a empresa entra em um modo permanente de urgência. E urgência permanente costuma ser o oposto de execução de qualidade.

O tema também tem ganhado relevância institucional. Em outubro de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego reforçou, em evento com a Rede de Observatórios do Trabalho e o Dieese, que saúde mental no ambiente profissional deve ser tratada como investimento em produtividade, e não como pauta periférica de bem-estar .

Para Flávio, esse é um ponto central para empresas que querem crescer sem adoecer a operação. “Quando a execução melhora, a saúde do time melhora junto. Porque o que mais adoece a equipe não é só o volume de trabalho. É falta de clareza, ruído de comunicação, prioridade mal definida e sensação de que tudo depende de apagar incêndio.”

A empresa cresce em complexidade antes de crescer em maturidade

O consenso entre os especialistas ouvidos é que muitas empresas brasileiras ainda estão tentando escalar sem revisar a forma como operam. E isso cria uma ilusão perigosa: a de que o crescimento está consolidado quando, na verdade, ele ainda está sendo sustentado por esforço excessivo, improviso e baixa previsibilidade.

A maturidade empresarial, nesse contexto, não está apenas em vender mais ou ocupar mais mercado. Ela está em conseguir repetir resultado com menos ruído, mais clareza, mais segurança e menos desperdício.

“O empresário brasileiro aprendeu a vender sob pressão. Agora ele precisa aprender a crescer com estrutura”, resume Lucas Oliveira.

Flávio vai na mesma linha. “A maioria das empresas não falham por falta de inteligência. Falham porque não consegue transformar direção em consistência. Em 2026, não vai se destacar quem tiver mais ideias. Vai se destacar quem conseguir executar melhor, com mais clareza e menos desgaste.”

Adriana fecha o diagnóstico com um alerta que vale para negócios de todos os portes: “Crescer sem método pode até parecer um avanço no começo. Mas, sem estrutura, o que cresce junto é o risco.”

Fonte: Varejo SA

21 de julho de 2026
Especialista aponta caminhos para manter equipes...

Com alta rotatividade e burnout em níveis recordes, especialista em capital humano aponta estratégias baseadas em dados para engajar profissionais …

Com alta rotatividade e burnout em níveis recordes, especialista em capital humano aponta estratégias baseadas em dados para engajar profissionais e reduzir o turnover

Em um cenário corporativo marcado por alta rotatividade no mercado de trabalho, manter os melhores profissionais dentro da empresa tornou-se um dos maiores desafios de gestão de pessoas no último ano. Dados recentes mostram que mais da metade dos trabalhadores está ativamente buscando novas oportunidades de emprego e cerca de 31% dos profissionais acabam deixando seu emprego nos primeiros seis meses de contratação – muitas vezes por expectativas desalinhadas ou falta de reconhecimento desde o início da jornada.

Pesquisas globais indicam que 76% dos trabalhadores experimentam burnout, fator que aumenta a probabilidade de saída e 71% dizem que deixariam a empresa caso não se sintam devidamente reconhecidos por seu trabalho. Para os profissionais de recursos humanos, esses números reforçam a necessidade de estratégias mais amplas do que apenas pacotes salariais competitivos.

Para a especialista em Recursos Humanos Maria Vitória Salomão, integrar dados de mercado, experiência do colaborador e liderança efetiva é essencial para construir um ambiente em que profissionais de alto desempenho desejem permanecer. “Reter talentos hoje exige mais do que reconhecimento financeiro. É preciso criar um ambiente onde o colaborador sinta que seu desenvolvimento importa, que há clareza de trajetória e que a comunicação com a liderança é aberta e honesta”, afirma. Para ela, processos como feedback contínuo, planos de carreira claros e uma cultura que valorize o bem-estar fazem toda a diferença.

Maria Vitória também destaca a importância de transformar a experiência desde o primeiro dia. “Um bom programa de integração (onboarding) reduz significativamente o risco de desligamentos prematuros e impulsiona a sensação de pertencimento nos primeiros meses de trabalho”, diz. Especialistas apontam que esses programas são eficazes e podem aumentar a probabilidade de um colaborador ficar na empresa por pelo menos três anos, evidenciando o impacto dessa prática no engajamento de longo prazo.

Outro pilar citado pela especialista é a flexibilidade no ambiente de trabalho: “Nossa geração valoriza equilíbrio entre vida pessoal e profissional e oportunidades de trabalho que respeitem essa dinâmica”, comenta. Organizações que oferecem opções flexíveis, como modelos híbridos ou remoto, têm observado redução de até 25% nas taxas de turnover.

Além disso, estudos indicam que investimentos consistentes em desenvolvimento de carreira e educação continuada tornam os funcionários até 58% mais propensos a permanecer na empresa e Maria Vitória Salomão reforça esse ponto. “Quando a corporação demonstra comprometimento com a evolução profissional do colaborador, cria-se um ciclo de confiança e lealdade que se reflete não apenas na permanência, mas também na performance”.

Com mercados cada vez mais competitivos e dinâmicos, retenção de talentos deixou de ser um tema apenas técnico e passou a integrar diretamente a estratégia de negócio. Segundo líderes de RH, 89% consideram a retenção de colaboradores uma prioridade crítica nesta fase, um indicativo claro de que manter uma equipe nota 10 é um diferencial competitivo no ambiente corporativo atual.

10 de julho de 2026
CONFIRA OS GANHADORES DO LIQUIDA GRANDE RECIFE...

Depois de movimentar o comércio em toda a Região Metropolitana do Recife, a campanha chegou ao fim premiando consumidores que …

Depois de movimentar o comércio em toda a Região Metropolitana do Recife, a campanha chegou ao fim premiando consumidores que aproveitaram as ofertas e ainda concorreram a prêmios incríveis.

Ganhadores das TVs de 50 polegadas

Andrea Tavares | Carrefour
José Emanuel Barbosa de Lima | Atacadão
Marcelo Ferreira da Silva Lima | Ferreira Costa Imbiribeira
Elias Maurício da Silva | Magalu
Igo Alves | Millena Móveis Afogados

Ganhador do Hyundai HB20 0 km

Gilberto Mota | Ferreira Costa Imbiribeira

Parabéns aos vencedores e a todos que fizeram parte de mais uma edição da Liquida Grande Recife!

19 de junho de 2026
O impacto das softs skills na gestão moderna...

CEO da Ecoville destaca as competências comportamentais que moldam líderes mais preparados, fortalecem equipes e impulsionam o crescimento das empresas …

CEO da Ecoville destaca as competências comportamentais que moldam líderes mais preparados, fortalecem equipes e impulsionam o crescimento das empresas

Em um ambiente de negócios cada vez mais dinâmico, competitivo e orientado por dados, as softs skills, habilidades comportamentais e emocionais como comunicação, liderança, empatia e adaptabilidade, se consolidam como um dos principais diferenciais estratégicos para líderes que desejam construir equipes sólidas, marcas fortes e resultados sustentáveis. Cristiano Corrêa, CEO da Ecoville, maior rede de produtos especialista em limpeza, transformou aprendizados práticos em competências essenciais que hoje sustentam a expansão da marca. Para o executivo, investir no desenvolvimento emocional e comportamental das equipes é tão importante quanto treinar processos e estratégias.

À frente da rede há quatro anos, Corrêa destaca três soft skills que considera decisivas para manter o ritmo de crescimento, engajar franqueados e elevar a performance operacional da rede:

Comunicação transparente como base de confiança – Um dos primeiros aprendizados na gestão da rede foi entender que comunicação não é sobre “informar”, mas construir confiança. O CEO implantou processos de comunicação direta com franqueados, incluindo canais de retorno rápido e encontros frequentes para alinhamento de expectativas. Segundo ele, ouvir antes de decidir e explicar o “porquê” por trás das diretrizes tornou-se essencial para reduzir ruídos, aumentar o engajamento e fortalecer o senso de pertencimento dentro da rede.

Adaptabilidade para tomar decisões – Em mercados voláteis, liderar exige flexibilidade e capacidade de mudanças rápidas. Aprender a ajustar rotas com agilidade, revisar processos, testar novos modelos e responder prontamente ao mercado tornou-se parte da cultura de gestão. Essa flexibilidade ajudou a empresa a crescer mesmo em cenários adversos.

Liderança empática para desenvolver pessoas – Com uma rede formada por perfis diversos de franqueados e equipes, o CEO percebeu que resultados sustentáveis dependem mais de compreensão e desenvolvimento humano. A liderança empática, que ele aprimorou ao longo dos anos, passou a orientar decisões estratégicas: desde programas de capacitação contínua até mentorias personalizadas. Essa postura fortaleceu a cultura colaborativa, aumentou a retenção de talentos e contribuiu para a maturidade operacional da rede.

Ao transformar aprendizados práticos em habilidades comportamentais sólidas, o CEO demonstra que a evolução de uma rede não depende apenas de processos, tecnologia ou expansão geográfica, mas, sobretudo, de pessoas. Comunicação clara, adaptabilidade e liderança empática se tornaram pilares que sustentam o crescimento da operação e moldam uma cultura mais colaborativa e preparada para os próximos ciclos do franchising. “São essas softs skills que diferenciam gestores que apenas administram de líderes capazes de inspirar, engajar e conduzir a rede para um futuro mais consistente”, finaliza Corrêa.

9 de junho de 2026
Como construir uma oferta escalável que resolve...

Especialistas digitais enfrentam dificuldades para crescer por falta de clareza; veja o que diferencia uma oferta que vende de uma …

Especialistas digitais enfrentam dificuldades para crescer por falta de clareza; veja o que diferencia uma oferta que vende de uma que trava no mercado

Na economia dos produtos digitais, construir uma oferta escalável, que possa ser replicada com consistência e gere receita previsível, é um dos principais desafios enfrentados por especialistas, mentores e infoprodutores. Apesar do alto nível técnico de muitos desses profissionais, a maior barreira não está no conteúdo, mas na forma como a proposta comercial é construída.

“Boa parte dos especialistas digitais sabe muito, mas vende pouco. Não por falta de competência, e sim porque não transformou o conhecimento em uma solução clara para um problema específico”, afirma João Mafra, empreendedor digital com atuação no Brasil e em Portugal. “Escalar exige mais do que audiência. Exige produto com promessa objetiva e entrega replicável.”

Dados da plataforma Hotmart indicam que 73% dos criadores de produtos digitais na América Latina não ultrapassam o faturamento de R$ 10 mil por mês. Em muitos casos, o gargalo está na ausência de uma dor bem definida como foco da oferta. A promessa genérica como “viver do seu negócio” ou “ter liberdade financeira” não comunica valor concreto nem ativa a urgência de compra. “O mercado responde quando você diz com precisão o que resolve, para quem, e em quanto tempo. É aí que a venda acontece”, diz Mafra.

O formato de entrega também é fator crítico. Cursos gravados e e-books, apesar de acessíveis, sofrem com altas taxas de evasão: segundo levantamento da Coursera, 85% dos alunos abandonam os cursos antes da conclusão. “Produtos com acompanhamento, como mentorias em grupo ou programas contínuos, têm maior adesão porque oferecem estrutura e suporte. O aluno se sente amparado na execução”, explica Mafra.

Outro erro comum é desenhar produtos que dependem exclusivamente do tempo do especialista, o que limita a escalabilidade. “Se a entrega exige sua presença constante, você construiu uma armadilha. Produto escalável precisa funcionar com processos, e não só com você ao vivo o tempo todo”, reforça.

Por fim, a estrutura de vendas precisa ser tratada como parte da oferta, e não como algo secundário. Um bom produto não se sustenta sem funil, geração de leads e posicionamento comercial. “Muitos lançam o produto e esperam que a audiência resolva tudo. Mas, sem um sistema previsível de aquisição de clientes, a venda vira loteria”, afirma Mafra.

Segundo a McKinsey & Company, negócios com proposta clara, estrutura replicável e modelo de aquisição previsível têm 60% mais chances de atingir estabilidade financeira em até três anos. Para João Mafra, é essa tríade que sustenta uma oferta escalável: “Dores reais, método replicável e processo comercial. Sem esses três, a escala vira discurso, não prática”, conclui.

Fonte: Varejo S.A

8 de junho de 2026
Inteligência artificial e finanças descentralizadas...

Automação analítica, tokenização e novos modelos financeiros ampliam o alcance do mercado de capitais para empresas médias A integração entre …

Automação analítica, tokenização e novos modelos financeiros ampliam o alcance do mercado de capitais para empresas médias

A integração entre Inteligência Artificial (IA) e finanças descentralizadas (DeFi) começa a redesenhar o mercado financeiro global e abrir um novo ciclo de oportunidades para empresas fora do eixo tradicional de crédito. Segundo o Banco Mundial, mais de 40% das pequenas e médias empresas em economias emergentes enfrentam restrições severas de financiamento. No Brasil, dados do Sebrae indicam que o custo do crédito segue como um dos principais entraves ao crescimento do middle market, mesmo em um cenário de digitalização bancária.

Nesse ambiente, a aplicação de IA à análise financeira tem ganhado espaço como ferramenta para reduzir assimetrias de informação e acelerar decisões de investimento. Modelos de ciência de dados permitem avaliar risco de crédito, capacidade de pagamento e estruturas de garantia com maior precisão, enquanto a infraestrutura blockchain viabiliza a tokenização de ativos e a pulverização do investimento. Estimativas do Bank for International Settlements mostram que projetos ligados a Real World Assets (RWA) tokenizados já movimentam dezenas de bilhões de dólares globalmente, com crescimento consistente desde 2023.

No Brasil, esse movimento se intensifica com iniciativas como as da B8 Partners, que atua na interseção entre mercado de capitais tradicional e ativos digitais. A empresa passou a estruturar operações de Renda Fixa Digital por meio da fintech DeFin, unidade focada em inteligência financeira e no modelo de Investment Banking as a Service (IBaaS). A atuação tem sido viabilizar emissões estruturadas com rigor técnico e aderência regulatória, em um segmento historicamente pouco atendido pelos grandes bancos.

“O problema não é falta de tecnologia, mas de estruturação adequada ao perfil do investidor institucional”, afirma Beny Fard, engenheiro, CEO da DeFin e cofundador da B8 Partners . “A Inteligência artificial aplicada à engenharia financeira permite analisar risco de forma mais profunda e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais. Isso torna viáveis operações que antes ficavam fora do mercado de capitais”, diz.

A lógica do IBaaS surge em um contexto no qual emissões de menor porte enfrentam barreiras elevadas. De acordo com a OCDE, custos fixos e exigências regulatórias tornam economicamente inviáveis muitas operações abaixo de determinados volumes, mesmo quando as empresas apresentam fundamentos sólidos. A combinação entre análise automatizada de dados, estruturas jurídicas padronizadas e distribuição digital busca preencher esse vácuo.

Para Fard, a convergência entre IA e DeFi aponta para um mercado de capitais híbrido, mais conectado à economia real. “Estamos levando práticas típicas de bancos de investimento para empresas médias, com mais velocidade e transparência. Isso amplia o acesso ao capital produtivo e cria um ambiente mais eficiente para investidores e emissores”, conclui.

A tendência é que esse modelo ganhe escala à medida que investidores institucionais ampliem a exposição a ativos digitais regulados e que o arcabouço normativo avance. Nesse cenário, a combinação entre tecnologia, governança e disciplina analítica tende a definir quais iniciativas conseguirão transformar inovação em liquidez sustentável para o ambiente corporativo.

3 de junho de 2026
Comércio recifense funcionará normalmente no...

A Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife) informa que a celebração de Corpus Christi não é considerada feriado …

A Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife) informa que a celebração de Corpus Christi não é considerada feriado na capital pernambucana. No Recife, tradicionalmente, o feriado municipal é transferido para o dia 23 de junho, véspera de São João, conforme legislação municipal.

A medida contribui para o fortalecimento do calendário junino da cidade, impulsionando o turismo, a cultura popular e a atividade econômica em um dos períodos de maior movimentação do comércio pernambucano.

Com isso, nesta quinta-feira, o comércio do Recife poderá funcionar normalmente, respeitando a autonomia de cada estabelecimento e as normas trabalhistas vigentes.

Confira os horários de funcionamento do comércio do Centro do Recife e dos principais shopping centers da Região Metropolitana:

Centro do Recife e bairros: funcionamento normal.

Recife
• Shopping Recife — das 9h às 22h
• RioMar Recife — das 9h às 22h
• Shopping Boa Vista — das 9h às 21h
• Shopping Tacaruna — das 9h às 22h
• Plaza Shopping — das 9h às 22h
• Shopping ETC — das 9h às 21h
• Shopping de Afogados — das 9h às 20h

Olinda
• Shopping Patteo Olinda — das 9h às 22h

Paulista
• Paulista North Way Shopping — das 9h às 22h

Camaragibe
• Camará Shopping — das 10h às 22h

Jaboatão dos Guararapes
• Shopping Guararapes — das 9h às 22h

Cabo de Santo Agostinho
• Shopping Costa Dourada — das 9h às 22h

Igarassu
• Shopping Igarassu — das 9h às 21h

Moreno
• Recife Outlet — das 9h às 21h

Fontes: CDL Recife e Sindilojas Recife.

28 de maio de 2026
NR-1: empresas estão preparadas para nova regra...

Atualização da norma amplia obrigação das empresas de identificar e prevenir riscos psicossociais. Especialistas apontam resistência cultural, despreparo técnico e …

Atualização da norma amplia obrigação das empresas de identificar e prevenir riscos psicossociais. Especialistas apontam resistência cultural, despreparo técnico e baixa priorização do tema.

Desde a última terça-feira (26), entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que muda a forma como a saúde mental deve ser tratada no ambiente de trabalho ao incluir, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho.

Mas as empresas estão preparadas para essa mudança?

Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais.

Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais implementada.

O estudo mostra que apenas 42,2% dos respondentes afirmam que o PGR já está elaborado e em funcionamento. Entre as empresas que ainda não estão plenamente adequadas, 27,3% possuem um PGR que não contempla a atualização da NR-1, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% dizem não ter PGR formalizado.

A pesquisa inclui empresas com PGR ainda sem análise de riscos psicossociais, organizações em fase de implementação e companhias que sequer possuem o programa formalizado.

Outro levantamento, realizado pelo Pandapé, mostra que a maioria das empresas ainda não está totalmente pronta para a NR-1: apenas 27,3% disseram estar totalmente adequadas, enquanto 49,8% afirmaram estar parcialmente preparadas e 17% ainda nem começaram o processo de adaptação.

Já o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, produzido pela Swile em parceria com a Leme Consultoria e a Poli Júnior da USP, aponta que 58,9% das empresas dizem estar “totalmente preparadas” para cuidar da saúde mental dos funcionários.

Apesar disso, apenas 11,7% monitoram horas extras, 23,9% acompanham o clima organizacional de forma estruturada e 44,9% analisam indicadores de rotatividade.

Falta preparo
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a avaliação predominante é de que a maioria das empresas ainda não está preparada para a atualização da NR-1. Na visão deles, o problema vai além das dificuldades técnicas e envolve falta de estrutura, resistência cultural por parte das organizações e baixa priorização do tema, apesar do interesse crescente pela pauta nos últimos anos.

Para a auditora-fiscal do trabalho Odete Reis, as fiscalizações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostram que muitas empresas ainda não tratam a saúde mental como prioridade nas políticas de gestão.

Segundo ela, é comum que as organizações deixem de buscar profissionais qualificados para analisar a organização do trabalho e seus impactos sobre os funcionários, concentrando as ações apenas em aspectos mais tradicionais da segurança ocupacional.
“A partir das nossas fiscalizações, a gente vê infelizmente que as empresas não estão com o olhar voltado para isso ainda. Eu acho que não passou a ser prioridade ainda. Eu vejo que elas estão interessadas, estão buscando se capacitar, então a gente espera que isso mude”, afirma.
A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que há um “grande despreparo técnico” porque a discussão sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é recente tanto para a sociedade quanto para parte dos profissionais da área.

Ela também destaca a existência de uma barreira cultural, já que muitos empregadores ainda enxergam o adoecimento mental como uma questão individual, sem compreender que a norma se refere aos impactos provocados pela própria organização do trabalho.
“Estudar saúde mental é algo muito novo. Pensar tecnicamente em saúde mental do trabalho é mais novo ainda. Não é necessariamente má-fé, mas há um despreparo técnico para pensar em gestão de risco psicossocial”, explica.
Na visão da procuradora do trabalho Gisela Nabuco, o principal problema não é falta de capacidade de adaptação, mas sim falta de comprometimento na implementação das medidas.
Ela argumenta que a obrigação de gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, já existe de forma estruturada há quatro anos, o que enfraquece o argumento de que não houve tempo suficiente para adequação.
A narrativa de que ‘não estamos preparados’ acaba gerando concorrência desleal. Essa obrigação existe de forma mais clara e estruturada desde janeiro de 2022.
— Gisela Nabuco, Vice-Coordenadora Nacional do CODEMAT, do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Soluções prontas não resolvem
Outro ponto de atenção levantado pelos especialistas é o crescimento de um mercado de “soluções prontas” voltadas ao cumprimento da NR-1.
Segundo eles, diversas consultorias passaram a oferecer checklists e pacotes padronizados, muitas vezes sem embasamento científico, com foco apenas em atender exigências burocráticas, mas sem promover mudanças efetivas nos processos internos das empresas.
“Nos últimos tempos, surgiram diversas soluções à venda que não necessariamente têm base científica”, explica a juíza do trabalho Mirella Cahú.
A procuradora do trabalho Gisela Nabuco acrescenta que há um “vácuo” no mercado em torno do tema, o que abre espaço para distorções. “Isso dá ensejo a um pensamento mercadológico de criar uma fórmula perfeita e esses formatos de vender produtos preconcebidos que não existem”, afirma.

Na prática, especialistas avaliam que as soluções padronizadas não atacam o problema central: a necessidade de mudanças na organização do trabalho e na gestão dos riscos psicossociais.
As empresas estão tratando isso como uma grande mudança, mas, na prática, não é. Esse entendimento já existia, mas ainda não estava claro para as empresas e para a sociedade.
— Alexandre Furtado Scarpelli Ferreira, auditor‑fiscal do trabalho e diretor do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Outro ponto destacado é que a atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma.
“Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.”
90 dias para adaptação
O setor patronal chegou a pedir um novo adiamento da entrada em vigor das regras, alegando falta de clareza técnica e prazo insuficiente para adaptação. No entanto, representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho avaliam que houve tempo adequado para debate e preparação das empresas.

A atualização, anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, amplia a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025.
Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar um novo adiamento.
“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.
O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma.
No documento, a pasta afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”.

Em nota enviada ao g1, o MTE esclareceu que não foi publicada nenhuma norma específica adiando a aplicação de multas relacionadas à atualização da NR-1 por 90 dias. Segundo o órgão, o que está previsto no documento oficial de perguntas e respostas é a adoção inicial do chamado critério de dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com foco orientativo.
Na prática, isso significa que, nos 90 dias seguintes à entrada em vigor das novas regras, a Inspeção do Trabalho deverá priorizar ações de orientação, instrução e notificação das empresas sobre a necessidade de adequação às novas exigências da norma.
Durante esse período, os auditores poderão verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas organizações, além de orientar sobre eventuais ajustes necessários. Segundo o ministério, a atuação tende a ter caráter pedagógico e preventivo, sem impedir a adoção de medidas administrativas nos casos considerados aplicáveis.
O MTE afirma ainda que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas, conforme o caso concreto e os critérios previstos na legislação trabalhista.
O órgão reforça que o prazo de 90 dias não representa uma suspensão da obrigatoriedade da norma, mas sim uma fase inicial de orientação fiscal voltada à implementação e ao aperfeiçoamento das medidas de conformidade pelas organizações.

Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.
No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.
Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.

Fonte: G1