Alagamentos e chuvas em excesso afetaram o movimento comum nas lojas da capital
A população do Grande Recife enfrentou um dia atípico causado por chuvas intensas durante a quarta-feira (5). Com impacto nas diversas áreas da capital pernambucana, registradas como principais focos de precipitações e alagamentos, o movimento no comércio também foi afetado. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) e do Sindilojas Recife, Fred Leal, esse foi um dia “perdido” para o comércio na capital.
De acordo com Fred Leal, ainda não é possível estimar um dado concreto, mas esse foi um “dia de perda” para o comércio. “Foi um dia a menos de venda, se o comércio vendeu 10% comparado aos dias normais foi muito. Inclusive, a maioria dos funcionários não conseguiu chegar no trabalho porque a chuva forte a partir das 8h. Entre os que conseguiram chegar, muitos largaram mais cedo”, afirma.
Ainda de acordo com ele, um dia a menos no faturamento mensal reflete nos trabalhadores do comércio como um todo, já que a remuneração é composta por uma variável, que são as comissões. “Representa um prejuízo, um dia sem vendas, mas as despesas como o pagamento de funcionários e aluguel continuam”, aponta.
Segundo o presidente da CDL, o comércio de rua é o que mais sofre impacto, já os Shoppings são menos afetados, pois uma parte dos consumidores ainda conseguem chegar de carro, mesmo assim o movimento foi reduzido. “A Avenida Agamenon Magalhães, principal via para alguns shoppings como o RioMar, fechou, o que dificultou o trânsito das pessoas. Já no centro do Recife e no bairro de São José muitas lojas não abriram”, disse.
Considerando os alertas emitidos pela Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC), ao longo do dia, universidades, redes de ensino e alguns estabelecimentos comerciais suspenderam o funcionamento.
As chuvas também afetaram o funcionamento do transporte público na capital. Inclusive, durante o dia, a linha Centro do metrô e algumas linhas de terminais integrados de ônibus, como o TI Xambá, em Olinda; TI CDU, na Várzea; TI Getúlio Vargas, no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, ficaram fora de operação, de acordo com o Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM).
FONTE: DÁRIO DE PERNAMBUCO