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3 de março de 2026
Entenda como conflito entre EUA e Irã pode afetar...

Os conflitos no Oriente Médio que se iniciaram no último sábado (28/2) podem trazer sérias implicações para o comércio mundial …

Os conflitos no Oriente Médio que se iniciaram no último sábado (28/2) podem trazer sérias implicações para o comércio mundial

Os recentes conflitos no Oriente Médio envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã têm potencial para influenciar a economia mundial.

A escalada de tensão entre os países acende alertas nos mercados internacionais e provoca reflexos em commodities e moedas. Embora o Brasil esteja distante do epicentro do conflito, a economia brasileira pode sentir os efeitos por meio da alta do petróleo, da pressão sobre o dólar e do risco inflacionário.

O temor central dos investidores é que uma escalada militar comprometa a oferta de petróleo no Oriente Médio, região estratégica para o abastecimento global.


Entenda a ofensiva no Irã

  • Forças dos Estados Unidos e de Israel lançaram uma ofensiva aérea contra o Irã na madrugada do último sábado (28/2), atingindo dezenas de alvos militares e estratégicos em várias províncias;
  • aiatolá Ali Khamenei, líder máximo do Irã desde 1989, foi morto durante os bombardeios;
  • O governo iraniano declarou Khamenei “martirizado” pelos ataques e decretou 40 dias de luto nacional, além de 7 dias de feriado oficial, ressaltando que o episódio “não ficará sem resposta”.
  • Além de Khamenei, autoridades militares e políticas de alto escalão também foram reportadas como mortas nos ataques, incluindo chefes da Guarda Revolucionária e do Conselho de Defesa iranianos;
  • A ofensiva foi condenada por líderes globais como uma ameaça à paz e segurança internacionais; organizações como a ONU alertaram para o risco de descontrolar ainda mais o conflito no Oriente Médio.

O Irã é um dos principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), e qualquer risco de sanções mais duras ou interrupção logística tende a pressionar o valor do barril no mercado internacional.

Quando o preço do petróleo sobe, o reflexo costuma aparecer nas bombas de combustíveis brasileiras, já que a Petrobras acompanha as cotações internacionais como referência.

Além disso, a alta do barril impacta diretamente a gasolina e o diesel. No caso do diesel, o efeito é ainda mais sensível, já que o combustível influencia o custo do transporte de mercadorias, o que pode provocar um efeito cascata sobre alimentos e produtos básicos, pressionando o índice de inflação.

Por outro lado, como o Brasil é um produtor de petróleo, é possível que o país alcance outros mercados e comece a exportar mais do produto.

Ormuz

Outro ponto relevante é o bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz, localizado em território iraniano e por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O canal é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Iraque.

Por ali passam diariamente dezenas de milhões de barris de petróleo e volumes importantes de gás natural liquefeito, conectando o Golfo ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores do mundo.

Especialistas de mercado alertam que, mesmo sem um fechamento total legalizado, a ameaça e a percepção de risco já exercem pressão sobre preços e cadeias de abastecimento, porque empresas de navegação, refinarias e seguradoras recalibram seus planos diante da instabilidade na região.

Na avaliação do professor da Strong Business School, Jarbas Thaunahy, “qualquer bloqueio, mesmo parcial, afetaria fluxos de petróleo e gás natural liquefeito. Mesmo sem interrupção física, o simples aumento do risco eleva custos de frete, seguro marítimo e hedge logístico. Isso encarece cadeias produtivas globais e pode gerar novos gargalos em setores dependentes de energia”, disse.

Dólar e bolsa

Conflitos internacionais costumam elevar a aversão ao risco global. Em momentos de incerteza, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como títulos do tesouro norte-americano, o que fortalece o dólar frente a moedas de países emergentes, como o real.

A valorização da moeda americana encarece importações e também tem impacto indireto sobre a inflação. Além disso, a bolsa brasileira tende a operar com maior volatilidade em cenários de tensão geopolítica, especialmente em setores mais expostos ao cenário internacional.

Se o choque no petróleo e no câmbio for significativo e persistente, o efeito pode chegar às decisões de política monetária. Uma pressão adicional sobre os preços dificulta o trabalho do Banco Central (BC) no controle da inflação e pode influenciar o ritmo de cortes ou manutenção da taxa básica de juros.

Economistas avaliam que o impacto dependerá da duração do conflito. Um episódio pontual tende a gerar apenas volatilidade temporária. Já uma escalada prolongada pode consolidar um cenário de inflação mais resistente.

Para o professor, petróleo mais caro significa energia e transporte mais caros. Ele explica que energia é um insumo transversal à economia e uma alta consistente do barril tende a gerar pressão inflacionária adicional, especialmente em economias que ainda estão administrando os efeitos do ciclo inflacionário recente, como é o caso do Brasil.

Segundo Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor do curso de Administração da ESPM e especialista em economia internacional, o movimento vai além de uma reação pontual dos mercados. Ele explica que o petróleo é um insumo transversal. Quando seu preço sobe de forma abrupta, há um efeito em cadeia sobre transporte, alimentos e indústria, o que pode reverter a tendência recente de desaceleração da inflação observada nas principais economias.

No curto prazo, o cenário é de maior volatilidade e busca por proteção. No médio prazo, caso o conflito se prolongue, os impactos podem ser mais profundos. “A alta persistente da energia tende a pressionar a inflação global e pode levar bancos centrais a adiar cortes de juros, inclusive no Brasil, afetando crédito, consumo e investimentos”, avaliou o professor.

Para o mercado brasileiro, segundo Filho, o efeito já começa a aparecer na reprecificação de ativos e nas expectativas de política monetária. Setores ligados a energia e commodities tendem a se beneficiar, enquanto áreas mais sensíveis ao custo de capital e ao consumo, como aviação, turismo e varejo, podem enfrentar um ambiente mais desafiador.

Balança comercial

O Brasil não mantém relação comercial expressiva com o Irã, o que reduz impactos diretos no fluxo bilateral. No entanto, oscilações nos preços internacionais de commodities, tanto energéticas quanto agrícolas, podem alterar termos de troca e receitas de exportação.

Além disso, fertilizantes e insumos importados podem sofrer variações de preço caso haja instabilidade prolongada na região.

Em 2025, o Brasil exportou apenas US$ 2,9 bilhões ao Irã, enquanto as importações foram de US$84,6 milhões, ou seja, a participação do país nas exportações brasileiras é de apenas 0,84%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Confira a principal pauta exportadora para o país:

  • Milho não moído ;
  • Soja;
  • Açúcar e melaços;
  • Farelo de soja.

Confira a principal pauta de importação para o Brasil:

  • Adubos e fertilizantes;
  • Frutas e nozes não oleaginosas;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Frutas, preservados e preparações;
  • Vidro e vidrarias.

FONTE: METROPOLES

2 de março de 2026
Nova Indústria Brasil ganha reforço de R$ 70...

Recursos do BNDES financiam desde a produção de vacinas e remédios até a modernização de micro e pequenas empresas. Banco …

Recursos do BNDES financiam desde a produção de vacinas e remédios até a modernização de micro e pequenas empresas. Banco já destinou R$ 300 bilhões para o programa

O anúncio foi feito em São Paulo pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Foto: Fábio Salles/BNDES

OGoverno do Brasil anunciou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, um reforço de peso para a indústria nacional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar mais R$ 70 bilhões para a Nova Indústria Brasil (NIB) até o final de 2026. Com esse novo aporte, o programa atingirá o montante de R$ 370 bilhões investidos em quatro anos.

O anúncio foi feito em São Paulo pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Os novos recursos serão aplicados na NIB após o Banco ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões.

APLICAÇÕES — Mais do que números, esses investimentos se transformam em benefícios reais para a população. No âmbito da política, o BNDES já destinou, desde 2023:

  • R$ 84,6 bilhões para a Missão 4 (transformação digital da indústria)

  • R$ 76,9 bilhões para a Missão 1 (cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais)

  • R$ 63,1 bilhões para a Missão 3 (infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis)

  • R$ 27,8 bilhões para a Missão 6 (tecnologias de interesse para a soberania e defesa)

  • R$ 27 bilhões para a Missão 5 (bioeconomia, descarbonização e segurança energética)

  • R$ 7,9 bilhões para a Missão 2 (Complexo econômico-industrial da saúde resiliente)

Além de financiamentos, o Banco aprovou investimentos via fundos, por meio da subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), no valor de R$ 12,6 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a eficiência do banco: “O BNDES é hoje um exemplo de total transparência, com inadimplência de 0,06%”.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o Banco apoiou o desenvolvimento de 608 medicamentos, vacinas ou princípios ativos, a construção de 15 plantas pioneiras, mais de 216 mil metros quadrados de laboratórios e centros de P&D, além da aquisição de mais de 85 mil equipamentos e destinação de R$ 4,7 bilhões a projetos de inteligência artificial, criando 33,8 mil postos de trabalho.

EIXO VERDE — Em relação ao financiamento ao eixo verde, foram retiradas da atmosfera 95,5 milhões de toneladas de CO2-equivalente, beneficiadas 250 mil toneladas de lítio ao ano, adicionada capacidade de produção anual de 2,3 milhões de metros cúbicos de etanol e economizados 262 mil megawatts-hora de energia por ano.

PRODUÇÃO — Em três anos, o banco apoiou a exportação com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. “Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos a conectividade a 781 mil lares, por meio do BNDES Fust, e tivemos um ganho de produtividade de 27,83% nas empresas participantes do plano Brasil Mais Produtivo”, completou Aloizio Mercadante.

APOIO — O programa não beneficia apenas as grandes fábricas. Do total de financiamentos, R$ 111,8 bilhões apoiaram micro, pequenas e médias indústrias, em 157,2 mil operações, e R$ 175,6 bilhões em 22.417 operações de indústrias de grande porte.

25 de fevereiro de 2026
Pós-NRF Recife 2026

A CDL Recife reunirá mais de 200 executivos de lojas de rua e de shoppings para debater e se preparar …

A CDL Recife reunirá mais de 200 executivos de lojas de rua e de shoppings para debater e se preparar para novos desafios. Será dia 10 de março, em Boa Viagem

No próximo dia 10 de março, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) realiza o evento Pós NRF 2026, uma versão local do que foi apresentado na NRF Big Show 2026, maior evento mundial do setor e realizado em Nova York. O encontro reunirá mais de 200 empresários e executivos do varejo pernambucano dos diversos setores, entre lojas de rua e de shopping centers, para debater as principais tendências, inovações para o setor e futuro do varejo. Será no auditório do Mar Hotel Conventions, das 8h30 às 11h30, com inscrição gratuita.

O evento é promovido em parceria com a Associação Pernambucana de Shoppings Centers (Apesce), Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Aloshop PE), Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços (Sindilojas Recife) e Federação das CDLs de Pernambuco (FCDL Pernambuco). Esta já a quarta edição de pós NRF realizada pela CDL Recife na capital pernambucana.

Transformação digital
O assunto será abordado pelo consultor Tiago Pessoa de Mello, especialista com mais de 17 anos de atuação nas áreas de empreendedorismo, varejo e transformação digital. Professor e palestrante em inovação, estratégias disruptivas e inteligência artificial, Tiago possui MBA pela FGV, especializações pela Harvard Business School e formação em inteligência artificial pela MIT Sloan School of Management. Também conta com formação em empreendedorismo, marketing digital e e-commerce pela Wharton School e em product management e inovação pela Stanford University.

Conforme o presidente da CDL Recife, Fred Leal, a intenção é atualizar e preparar os lojistas com o que há de mais atual do setor no mundo e preparar executivos para os novos desafios. Entre as temáticas, a aplicação da inteligência artificial aos negócios, experiência do cliente, novos modelos de consumo, transformação digital e estratégias de crescimento sustentável.

#Serviço:
O que: Pós NRF 2026 – O Próximo Agora Está Aqui
Quando: 10 de março de 2026
Onde: Mar Hotel Conventions – Rua Barão de Souza Leão, 451, Boa Viagem, Recife
Horário: 8h30 às 11h30
Quanto: inscrição gratuita pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/pos-nrf-2026/3316095

 

12 de fevereiro de 2026
Abre e fecha de carnaval

Devido ao carnaval, o comércio do Recife e shoppings da Região Metropolitana funcionaram de forma facultativa do sábado (14) até …

Devido ao carnaval, o comércio do Recife e shoppings da Região Metropolitana funcionaram de forma facultativa do sábado (14) até a Quarta-Feira de Cinzas (18). Confira os horários dos shoppings:

RECIFE

Shopping Recife
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

RioMar Recife
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

Shopping Boa Vista
14 (sáb) e 15 (dom): lojas fechadas
16 (seg) e 17 (ter): 11h às 19h
18 (qua): 12h às 21h

Shopping Tacaruna
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 8h às 22h

Plaza Shopping
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

Shopping ETC
14 (sáb): 9h às 18h
15 (dom): lojas fechadas
16 (seg), 17 (ter) e 18 (qua): 12h às 21h

Shopping de Afogados
14 (sáb): das xh às xh
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): das xh às xh
18 (qua): das xh às xh

OLINDA

Shopping Patteo Olinda
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

PAULISTA

Paulista North Way Shopping
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

CAMARAGIBE

Camará Shopping
14 (sáb): 10h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

JABOATÃO DOS GUARARAPES

Shopping Guararapes
14 (sáb): das xh às xh
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): das xh às xh
18 (qua): das xh às xh

CABO DE SANTO AGOSTINHO

Shopping Costa Dourada
14 (sáb): 9h às 20h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 22h

IGARASSU

Shopping Igarassu
14 (sáb): 9h às 18h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 12h às 20h
18 (qua): 12h às 21h

MORENO

Recife Outlet
14 (sáb): 9h às 19h
15 (dom), 16 (seg) e 17 (ter): 9h às 18h
18 (qua): 9h às 21h

Fonte: CDL Recife

9 de fevereiro de 2026
Projeção do relatório Focus de crescimento...

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª …

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,80%, pela 9ª semana seguida. Considerando apenas as 38 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,82% para 1,79%.
O Banco Central (BC) aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 também seguiu estável em 1,80%, pela 6ª semana seguida. Considerando só as 34 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 1,80%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 100ª e 47ª semana seguida, respectivamente.
3 de fevereiro de 2026
Seminário gratuito no Recife orienta MEIs e pequenos...

Microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de pequenos negócios terão que se adaptar, a partir de 2026, às novas regras previstas …

Microempreendedores Individuais (MEIs) e donos de pequenos negócios terão que se adaptar, a partir de 2026, às novas regras previstas na Reforma Tributária, que inicia uma transição no sistema de impostos sobre consumo no Brasil.

Para esclarecer as mudanças e orientar empreendedores sobre os impactos na rotina das empresas, o Sebrae Pernambuco realiza, no dia 10 de fevereiro, um seminário gratuito no Recife com foco nas novas obrigações e no funcionamento do chamado IVA Dual.

O evento, aberto ao público, acontece na sede da instituição, na Ilha do Retiro, e pretende detalhar como a reforma pode influenciar custos, gestão e formalização de micro e pequenas empresas.

“Será um momento para sanar dúvidas, compreender como esse processo ocorrerá na prática e entender as mudanças na rotina dos negócios. O foco é permitir que o empreendedor tome decisões estratégicas com segurança”, afirma Raphael D’Emery, especialista do Sebrae/PE em Serviços Financeiros.

A palestra principal será conduzida por Silas Santiago, doutor em Direito Constitucional e ex-auditor da Receita Federal, que também atuou como secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional.

O que muda com o IVA Dual

Embora o Simples Nacional seja mantido para MEIs — com a guia única (DAS) continuando a vencer todo dia 20 — a principal novidade da reforma é a criação do IVA Dual, que reúne dois novos tributos:

IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal);

CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que substitui impostos federais como PIS e Cofins.

A proposta do governo é simplificar a cobrança de impostos sobre consumo, substituindo regras diferentes por alíquotas unificadas. A transição será gradual e deve se estender até 2033.

Outra mudança importante é que, a partir de 2027, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) será obrigatória em todas as operações, inclusive vendas para pessoas físicas.

“Este ano será de testes, com alíquotas reduzidas de 0,9% (CBS) e 0,1% (IBS). Para quem está no Simples, o sistema favorece quem vende diretamente ao consumidor final. Controle financeiro e planejamento tornam-se, agora, as regras de ouro”, explica Cleto Paixão, especialista do Sebrae/PE em Finanças e Contabilidade.

Nova categoria: nanoempreendedor

O seminário também deve discutir a criação da figura do nanoempreendedor, categoria prevista para quem fatura até metade do limite anual do MEI, cerca de R$ 40,5 mil, mas ainda atua sem formalização.

A legislação prevê dispensa de IBS e CBS para esse grupo, mas ainda há dúvidas sobre como será o tratamento tributário, já que quem não tem CNPJ não emite nota fiscal e fica fora da cobertura previdenciária.

FONTE: G1

2 de fevereiro de 2026
Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago...

  O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode …

 

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026

•    Mensal: R$ 1.621;

•    Diário: R$ 54,04;

•    Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado

•    Inflação pelo INPC: 4,18%;

•    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

•    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

•    Reajuste total: 6,79%.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS

•    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

•    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

•    Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

•    Até R$ 1.621: 7,5%

•    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

•    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

•    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

•    Plano normal (20%): R$ 324,20

•    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

•    Baixa renda (5%): R$ 81,05

•    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

•    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

•    Parcela mínima: R$ 1.621

•    Parcela máxima: R$ 2.518,65

•    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

•    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

•    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

FONTE: SUL21

30 de janeiro de 2026
Das ruas do Recife ao Oscar, O Agente Secreto...

O anúncio das quatro indicações ao Oscar 2026, na quinta-feira (22), levou O Agente Secreto ao mais alto patamar do …

O anúncio das quatro indicações ao Oscar 2026, na quinta-feira (22), levou O Agente Secreto ao mais alto patamar do cinema mundial. Mesmo antes da chegada ao Oscar, vencedor do Globo de Ouro e do Festival de Cannes, o longa já vinha produzindo efeitos fora das telas, impactando a economia pernambucana e ativando cadeias que vão do Carnaval ao futebol, do turismo cultural ao comércio tradicional do Recife.

Esse movimento começa a se materializar no Carnaval, uma das engrenagens mais tradicionais da economia cultural do Estado. Fundada em 1947, a Troça Carnavalesca Pitombeira dos Quatro Cantos, de Olinda, é uma das agremiações mais emblemáticas da folia pernambucana e foi reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2023.

No filme, a troça ganha projeção internacional quando o personagem vivido por Wagner Moura — primeiro ator brasileiro indicado ao Oscar na categoria de Melhor Ator — aparece em cena vestindo a camisa amarela da Pitombeira, símbolo histórico da agremiação. Fora das telas, o efeito foi imediato. A procura pela camisa cresceu cerca de 50%, ampliando a receita da troça e reforçando o papel do Carnaval como fonte de renda e sustentabilidade cultural.

Futebol, cinema e identidade

Divulgação
Camisas inspiradas nos uniformes de Sport, Náutico e Santa Cruz dos anos 1970 unem futebol e cinema – Divulgação

 

Na esteira desse interesse, a moda também se tornou um vetor de impacto. A marca Chico Rei lançou uma coleção inspirada em O Agente Secreto em parceria com os times Sport, Náutico e Santa Cruz. As peças fazem referência aos uniformes dos clubes nos anos 1970, período em que o filme é ambientado, e combinam estética retrô, futebol e cinema.

 

“O briefing que a gente tinha era: ‘Bom, o filme se passa em 1977, ou seja, vamos tentar nos inserir nesse universo”, conta. O processo envolveu pesquisa extensa de imagens e validação histórica junto aos clubes. “É uma releitura atualizada dos uniformes usados pelos três times em 77, que foi um ano muito simbólico”, explica o diretor de marketing da Chico Rei, Vitor Vizeu.

Vendidas por R$ 244,90, as peças são tratadas como produtos premium e oficiais, com repasse de royalties tanto para os clubes quanto para o filme. “É um produto que tem renda tanto para os clubes quanto para o filme, o que consideramos muito importante, na verdade, não só importante, é fundamental”, destaca.

O desempenho comercial surpreendeu já nos primeiros dias. A tiragem inicial, de 100 unidades por clube, foi rapidamente superada. “No primeiro dia a gente já havia superado e muito essa venda inicial. Aí decidimos triplicar, com 300 camisas por time”, diz Vizeu. Com a indicação ao Oscar, a expectativa é de crescimento adicional. “A gente acredita que pode aumentar pelo menos aí uns 20% numa venda que já era muito boa após a indicação.”

Canais de venda

As vendas começaram exclusivamente no ambiente digital, mas a boa aceitação pode abrir novas frentes. “São vendas online, mas a gente tem conversado com os clubes sobre a ideia de vender nas lojas físicas deles. Mas isso num segundo momento”, afirma. Segundo ele, a expansão para os pontos físicos é vista como um passo natural diante da procura e da repercussão positiva.

Além disso, a campanha foi pensada para ter fôlego ao longo dos próximos meses. “É uma campanha inicialmente pensada para até o dia 15 de março, quando acontece a cerimônia do Oscar, com vendas perenes”, explica. A expectativa, segundo Vizeu, é que o interesse ultrapasse o calendário da premiação. “Existe uma cauda longa nessa divulgação, a gente vai até março com esse produto ainda sendo relevante”, diz, acrescentando que a ideia é prolongar a vida útil da coleção mesmo após o resultado do Oscar.

Comércio do Centro do Recife

DivulgaçãoO Chá-Mate Brasília, no Centro do Recife, virou ponto de parada dos visitantes após servir de locação para O Agente Secreto e passou a incorporar o filme ao cotidiano do estabelecimento – Divulgação

O Agente Secreto também estimulou o chamado comércio afetivo, formado por estabelecimentos tradicionais que resistem às transformações da cidade. Um dos exemplos está no Chá-Mate Brasília, no Centro do Recife.

O estabelecimento histórico serviu de locação para o filme durante dois dias, período em que o proprietário José Pinheiro e funcionários da casa receberam cachês para atuar como figurantes. Após o lançamento do longa, Zé decidiu transformar a experiência em produto: criou um novo sabor de chá batizado com o nome do filme — um mate com leite e canela, que passou a integrar o cardápio da casa e é vendido por R$ 6,40, enquanto o simples custa R$ 4,40.

O Chá-Mate Brasília também prepara o lançamento de uma camisa inspirada na tradicional placa de preços do estabelecimento. A peça, batizada de Chá-Mate Agente Secreto, amplia o diálogo entre o filme e o comércio afetivo do Centro do Recife, transformando um símbolo cotidiano da casa em produto ligado à experiência cinematográfica. A camisa vai custar R$ 75 e começa a ser vendida no sábado (24).

Com a cerimônia do Oscar marcada para 15 de março, a expectativa em torno de O Agente Secreto mobiliza não apenas o meio cinematográfico, mas também o público pernambucano, que passou a torcer pelo filme como quem torce por um time ou por um bloco de Carnaval. Uma eventual vitória ampliaria a visibilidade do cinema brasileiro no cenário internacional e reforçaria o papel de Pernambuco como território criativo capaz de produzir narrativas universais a partir de histórias locais.

O Oscar e Pernambuco

Com as indicações de O Agente Secreto ao Oscar, a governadora anunciou a exibição da cerimônia no Cinema São Luiz — uma das locações do filme, espaço que recebeu a pré-estreia nacional do longa e parte da história cultural de Pernambuco.

Independentemente do resultado, o filme já deixa marcas visíveis. Ao transformar memória, identidade e estética em produtos, experiências e renda, O Agente Secreto mostra como o cinema nacional pode ganhar o mundo sem romper com o território de origem — das ruas do Recife ao tapete vermelho.

Fonte: JC

29 de janeiro de 2026
BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta...

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê …

Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC.

A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%.

Crédito caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Fonte: Agência Brasil

28 de janeiro de 2026
Corrida do ouro: o sintoma de uma economia global...

Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 – em janeiro do ano passado, a …

Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 – em janeiro do ano passado, a cotação era de US$ 2.730 por onça, medida que equivale a 31 gramas.

 

Pela primeira vez, o preço do ouro atingiu a marca de US$ 5.100 – em janeiro do ano passado, a cotação era de US$ 2.730 por onça, medida que equivale a 31 gramas. A disparada reflete o aumento das incertezas globais, especialmente provocadas pela política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde a volta de Trump à Casa Branca, uma combinação de fatores valorizou o preço do ouro: a disputa comercial com a China, a política tarifária, as crises geopolíticas e militares e o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa por causa da Groenlândia.

Para explicar a disparada do ouro e por que o preço do metal sobe quando há instabilidade econômica, Natuza Nery conversa com Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP.

Economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale também responde como as políticas fiscal e monetária dos EUA agitam os mercados. O economista compara a escalada do preço do metal precioso a uma “febre”, um sinal de que a economia global passa por um período de grave instabilidade.

Convidado: Sérgio Vale, economista, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e economista-chefe da consultoria MB Associados.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Fonte: G1

27 de janeiro de 2026
Banco Central inicia a desdolarização da economia...

O Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam …

O Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam a 172 toneladas

O Banco Central pode ter iniciado o processo de desdolarização da economia brasileira. É o que diz uma mensagem da Not Just Heafline, que me foi enviada por alto funcionário do Banco Central. Menciono a fonte alertado por um comentário.

Entre outubro de 2024 e outubro de 2025 o Brasil vendeu US$ 61,3 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano, o equivalente a quase 27% das reservas em dólar. Trata-se da maior redução percentual do mundo. Supera a Índia (21%) e a China (menos de 10%), ainda que a China tenha vendido valores absolutos maiores.

O dado mais revelador é que Brasil e Índia venderam treasures justamente quando os juros dos Estados Unidos estavam elevados, e o valor de face dos títulos é menor. Ou seja, a decisão não foi financeira, mas política e estratégica.

Ao mesmo tempo, o Brasil tem redirecionado suas reservas para o ouro. Em apenas 3 meses adquiriu 43 toneladas. As reservas totais chegam a 172 toneladas. A estratégia segue o mesmo padrão adotado pela Índia e China.

O ouro volta a ser ativo de soberania monetária, não apenas reserva de valor.

O dado mais significativo ocorreu no comércio mundial. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja. A China responde por 60% a 66% das importações globais do produto. Os dois países passaram a liquidar parte do comércio de soja em moedas locais, sem uso do dólar.

Esse fato demonstra que as linhas de swap cambial já estão operacionais. E os sistemas alternativos de pagamento estão funcionando na prática. Esse é o ponto nervoso para Washington: o comércio real, de grande volume, fora do dólar.

Tudo aponta para esta direção: a desdolarização deixou de ser discurso e passou a ser estratégia concreta.

Ou seja, apesar das repetidas advertências de Donald Trump contra os BRICS, os países do bloco aceleraram esforços para contornar o dólar. Ameaças são incentivos para a busca de alternativas.

A leitura óbvia é que o fator Trump representou mais uma vez um tiro no pé dos EUA:

1. Risco político passa a pesar tanto quanto risco financeiro.

2. Liquidez em dólar deixou de ser neutra devido às sanções, congelamentos e extraterritorialidade jurídica.

3. Reservas passam a ser instrumento de política externa.

O dado-chave não é o volume absoluto, mas a tendência coordenada: Brasil, Índia, China, Rússia e até bancos centrais europeus vêm aumentando posições em ouro.

Por outro lado, quando a liquidação ocorre em moedas locais, o dólar deixa de ser moeda de passagem, bancos americanos saem da intermediação e a demanda estrutural por dólares cai no longo prazo.

E não se trata de mero teste. Para conseguir essas operações foi necessário linhas de swap cambiais bilaterais, bancos habilitados nos dois países, sistemas de compensação fora do Swift (o sistema de transações ocidental, baseado no dólar) e confiança política de longo prazo.

Ou seja, a infraestrutura para a desdolarização já está instalada e funcionando.

Fonte: GGN

14 de janeiro de 2026
NRF e mundo do varejo em 2026

A NRF 2026 – National Retail Federation, realizada entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2026, no Jacob …

A NRF 2026 – National Retail Federation, realizada entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2026, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York (EUA), consolidou-se como o principal encontro mundial do varejo e do comércio. O evento reuniu líderes empresariais, executivos, marcas globais e especialistas do setor para apresentar tendências de mercado, soluções comerciais, novas tecnologias e estratégias de crescimento voltadas tanto ao varejo físico quanto ao e-commerce.

Com o tema oficial “The Next Now Is Here” ou “O Próximo Agora Está Aqui”, a edição destacou-se como um ambiente estratégico de negócios e troca de experiências, com foco em inovação, inteligência artificial, transformação digital e resultados comerciais, reforçando o papel do evento como referência global para o futuro do varejo.

O presidente da CDL Recife, Fred Leal, participou presencialmente da NRF 2026, acompanhando os debates, painéis e ativações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do comércio eletrônico e à modernização do varejo, em um ambiente onde a tecnologia orienta as principais discussões sobre o futuro do setor.

Durante a programação, Fred Leal manteve contato com relevantes lideranças do varejo nacional, entre elas Adriana Garbin, vice-presidente executiva de Varejo da Cielo; Luiza Helena Trajano, presidente do conselho administrativo da Magalu; Marcelo Silva, integrante do conselho da Magalu; Assis Cavalcante, presidente da CDL Fortaleza; Frank Sinatra, presidente da FCDL Minas Gerais; Elison Bomfim, presidente da CDL Aracaju; Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil; e José Costa, presidente da CNDL.

A participação da CDL Recife na NRF 2026 reforça o compromisso institucional da entidade com a promoção de inovação, a busca por soluções comerciais eficientes e o fortalecimento do comércio e do varejo da capital pernambucana, conectando o mercado local às principais tendências globais.