Nossas
Notícias
21 de janeiro de 2025
Cinco tendências fora do radar das empresas para...

Especialistas em inovação da The Bakery compartilham apostas e análises Tendências amplamente discutidas, como inteligência artificial (IA), automação, hiperpersonalização do …

Especialistas em inovação da The Bakery compartilham apostas e análises

Tendências amplamente discutidas, como inteligência artificial (IA), automação, hiperpersonalização do atendimento, aproveitamento dos dados proprietários e estratégias de descarbonização permanecem em destaque nas estratégias empresariais e continuam a moldar o mercado, exigindo atenção das lideranças e redefinindo paradigmas de mercado. No entanto, tão importante quanto acompanhar as tendências já definidas é olhar além do óbvio e identificar novas fronteiras de inovação para aproveitar melhor as oportunidades de crescimento.

“O desafio central para os próximos anos será equilibrar a sofisticação tecnológica com a simplicidade operacional, enquanto se explora o potencial de novas economias”, diz Felipe Novaes, CGO (Chief Growth Officer) e fundador da The Bakery Brasil. A escassez de recursos e a crescente demanda por soluções em energia renovável exigem que as empresas adotem práticas de maior eficiência e sustentabilidade. Essa análise busca iluminar o caminho de quem está preparado para liderar, não apenas para seguir os movimentos de transformação, construindo um cenário onde a inovação, eficiência e responsabilidade ambiental são indissociáveis”, diz o executivo.

Para atender a esta demanda, a The Bakery, referência global em inovação corporativa, compartilha uma visão completa para o próximo ano, o Radar The Bakery: O que só nossos especialistas antecipam para 2025. O material analisa as tendências em voga no mercado e traz apostas que estão fora do radar das grandes empresas, mas que podem redefinir o mercado e surpreender muitas lideranças . Confira os destaques abaixo.

Redes sociais: o novo valor das conexões

A forma como a sociedade gera e troca valor está em transformação. Redes sociais e comunidades online já não são apenas espaços de interação, estão se tornando o cerne de novas economias. Conforme as pessoas trabalham e colaboram de qualquer lugar, as conexões pessoais e profissionais ganham um novo significado.

A economia não será mais medida apenas por capital financeiro, mas também por “capital de relacionamento”. O valor econômico passará a ser construído com base em como cada negócio se conecta com seu público alvo e o mercado. Esse movimento vai muito além das grandes plataformas. Novos ecossistemas digitais vão surgir, criando formas alternativas de monetizar e gerar valor. Corporações que souberem se posicionar nessa nova economia – criando hubs de relacionamento e plataformas de interação – terão um diferencial competitivo.

Minimalismo digital

A cada dia, novas ferramentas de IA, aplicativos e plataformas surgem, prometendo melhorar a produtividade e transformar a maneira como trabalhamos e nos comunicamos. É uma verdadeira explosão de soluções digitais, mas essa avalanche tecnológica está criando um efeito colateral: saturação. Em 2025, a The Bakery prevê um movimento inverso ganhando força: o minimalismo digital. A busca será por menos, mas melhores soluções.

Empresas e consumidores vão procurar simplificar suas vidas digitais, escolhendo as poucas tecnologias que realmente agreguem valor. Um exemplo disso é o banco Magie, integrado a plataformas de mensagens instantâneas, onde os clientes podem gerenciar suas finanças sem precisar de um aplicativo adicional. Esse tipo de abordagem mais focada e simplificada se tornará um diferencial.

Setor imobiliário

O setor imobiliário sempre foi tradicional e resistente a mudanças tecnológicas rápidas, mas isso está prestes a mudar. Para 2025, é esperado um grande crescimento no setor impulsionado por novas construções e a adoção de tecnologias como automação, IoT e realidade aumentada para a gestão de propriedades.

No entanto, o setor ainda sofre com processos complexos e burocráticos, além de uma alta dependência de intermediários. Isso cria uma janela de oportunidade para novas soluções que simplifiquem as transações, reduzam custos e aumentem a transparência no mercado. Plataformas que digitalizam o processo de compra e venda de imóveis, por exemplo, têm um potencial imenso para transformar o mercado.

Metaverso deixa de ser apenas hype

Alguns anos atrás, o metaverso surgiu como uma grande promessa de transformação digital, mas logo perdeu destaque, sendo visto como algo distante e futurista demais. Porém, com o avanço da tecnologia e a integração com outras inovações, seu potencial começa a ser visto de uma forma diferente. Em vez de apenas um espaço virtual para socializar, o metaverso pode se tornar um novo canal de negócios e relacionamento.

Reuniões corporativas em ambientes virtuais imersivos, clientes experimentando produtos de forma interativa antes de comprar, ou gêmeos digitais (“clones digitais” que simulam o comportamento e o desempenho de seus equivalentes reais, permitindo uma melhor compreensão, análise e otimização) vão se tornando cenários próximos. Integrado ao cotidiano das empresas, o metaverso pode oferecer experiências inéditas para consumidores e criar novas oportunidades de receita.

Um dos grandes desafios para o metaverso foi a criação de ambientes e conteúdos 3D. Mas a inteligência artificial generativa está mudando esse cenário, facilitando o desenvolvimento de experiências 3D e tornando essas ferramentas mais acessíveis, que antes exigiam conhecimentos avançados.

Embora os investimentos em Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR) tenham caído significativamente em 2024, essa mudança pode ser vista como uma fase de “rebranding”. O mercado está redefinindo o que realmente importa. Especialistas agora enxergam as tecnologias por trás do metaverso – como IA Generativa, AR, VR e Web3 – como a base para o futuro da experiência digital. O que se espera para 2025 é um metaverso menos focado no hype passado e mais voltado para aplicações práticas e transformadoras.

Concorrência redefinida

Há uma década, identificar concorrentes era simples: bastava olhar para empresas que vendiam produtos similares no mesmo mercado, porém, com a transformação digital e a diversificação dos negócios, essas fronteiras se tornaram cada vez mais nebulosas – e essa tendência só deve crescer em 2025.

Hoje, ter sucesso no mercado exige equilibrar o fortalecimento do core business com a criação de novas avenidas de crescimento. Apostar tudo em uma única área é arriscado, já que as maiores disrupções não vêm apenas de rivais tradicionais, mas de setores e players inesperados. Por exemplo, para uma empresa de beleza, a concorrência já não é apenas outra marca de cosméticos, mas também plataformas como o Mercado Livre, que oferecem uma experiência integrada que inclui desde compras até serviços financeiros.

Esse cenário é um reflexo da “concorrência transversal”, no qual o desafio é não apenas liderar em um setor, mas expandir sua presença na jornada do consumidor e criar valor de maneiras inovadoras. Gigantes como Alibaba exemplificam bem essa tendência: ao perceber a falta de infraestrutura financeira para suas operações, lançaram o Alipay, um banco digital. Essa estratégia de diversificação transformou a Alibaba de um e-commerce para um ecossistema completo que abrange finanças, tecnologia e logística. Para as grandes empresas, a mensagem é clara: diversificar deixou de ser apenas explorar novas oportunidades – agora é uma questão de se proteger contra surpresas do mercado.

Fonte: Varejo S.A

20 de janeiro de 2025
Inadimplência tem pequena queda e atinge 68,49...

  Indicador aponta que 41,51% da população adulta do país está inadimplente. Em dezembro de 2024, cada consumidor negativado devia, …

 

Indicador aponta que 41,51% da população adulta do país está inadimplente.
Em dezembro de 2024, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.432,05

O Indicador de Inadimplência realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (41,51%) estavam negativados em dezembro de 2024, o que representa 68,49 milhões de consumidores. Em comparação com dezembro de 2023, o percentual de inadimplentes do Brasil teve crescimento de 1,92% em dezembro de 2024. Na passagem de novembro para dezembro, o número de devedores caiu ‐0,27%.

A partir dos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em dezembro deste ano ficou acima da observada no mês anterior.

NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES
“A inadimplência se mantém em patamares altos, o que reflete a dificuldade dos consumidores em manter todas as contas com o pagamento em dia. Chama a atenção o endividamento com os setores de bancos, que concentram 64,62% das dívidas. Esta dinâmica sugere que o planejamento financeiro de 2025 deve priorizar a renegociação de dívidas, especialmente aquelas com altas taxas de juros, além da construção de um fundo de emergência”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES POR TEMPO DE ATRASO
O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de 3 a 4 anos (36,32%).

O número de devedores com participação mais expressiva em dezembro está na faixa etária de 30 a 39 anos (23,64%). De acordo com a estimativa, são 16,90 milhões de pessoas registradas em cadastro de devedores nesta faixa, ou seja, metade (49,76%) dos brasileiros desse grupo etário estão negativados. A participação dos devedores por sexo segue bem distribuída, sendo 51,16% mulheres e 48,84% homens.

NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES POR FAIXA ETÁRIA E SEXO
ESTIMATIVA DE INADIMPLENTES POR FAIXA ETÁRIA
CADA NEGATIVADO DEVE, EM MÉDIA, R$ 4.432,05. MAIOR PARTE DAS DÍVIDAS SÃO COM BANCOS
Em dezembro de 2024, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.432,05 na soma de todas as dívidas. Além disso, cada inadimplente devia, em média, para 2,10 empresas credoras, considerando todas essas dívidas.
NÚMERO DE PESSOAS INADIMPLENTES POR VALOR TOTAL DAS DÍVIDAS
Os dados ainda mostram que quase três em cada dez consumidores (31,09%) tinham dívidas de valor de até R$ 500, percentual que chega a 44,86% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000.

Em dezembro de 2024, o número de dívidas em atraso no Brasil teve crescimento de 2,87% em relação ao mesmo período de 2023. O dado observado em dezembro deste ano ficou acima da variação anual observada no mês anterior. Na passagem de novembro para dezembro, o número de dívidas apresentou recuo de ‐0,71%.

NÚMERO DE DÍVIDAS EM ATRASO
Abrindo a evolução do número de dívidas por setor credor, destacou‐se a evolução das dívidas com o setor de Bancos com crescimento de 5,08%. Em outra direção, as dívidas com o setor credor de Comércio (‐6,19%), Água e Luz (‐5,61%) e Comunicação (‐3,32%) apresentaram queda no total de dívidas em atraso.

“Diante do um cenário de altas taxas de juros, e com mais dois aumentos previstos, a dificuldade do consumidor em colocar as contas em dia deve aumentar, já que os encargos tendem a dificultar a regularização financeira. O momento é de cautela e de priorizar o pagamento das contas antes de fazer novas dívidas”, destaca o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior.

NÚMERO DE DÍVIDAS EM ATRASO POR SETOR CREDOR
Em termos de participação, o setor credor que concentra a maior parte das dívidas é o de Bancos, com 64,62% do total. Na sequência, aparece Água e Luz (10,87%), o setor de Comércio com 10,32% e Outros com 8,24% do total de dívidas.

Na abertura por região em relação ao número de dívidas, a maior alta veio da região Centro‐Oeste (7,55%), seguida pelo Sudeste (2,16%), Nordeste (1,93%) e Norte (1,57%). Por outro lado, o Sul (‐0,85%) mostrou queda no número de dívidas na comparação anual.

Em termos regionais, o maior percentual de inadimplentes está na região Centro‐Oeste, onde 44,82% da população adulta está incluída em cadastros de devedores. Por outro lado, na região Sul, a proporção de negativados equivale a 37,00% da população adulta.
Para todos os indicadores, considera-se que uma dívida é a relação de um credor com um devedor, mesmo que esse credor tenha incluído vários registros desse devedor junto ao SPC Brasil. Ou seja, mesmo que um devedor tenha quatro registros de um mesmo credor, assume-se que esse consumidor tem apenas uma dívida.
Sobre a CNDL – Criada em 1960, a CNDL é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de mais de 500 mil empresas, que juntas representam mais de 5% do PIB brasileiro, geram 4,6 milhões de empregos e movimentam R$ 340 bilhões por ano.
SPC Brasil – Há mais de 60 anos no mercado, o SPC Brasil é um dos mais tradicionais bureaux de crédito da América Latina, com uma robusta base de dados com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Possui 232 milhões de CPFs no seu banco de dados, 57 milhões de CNPJs cadastrados e 120 milhões de consultas por mês. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.

Texto de Marina Barbosa

Varejo: 85% das empresas que inovaram tiveram...

Segundo estudo da CNC, das inovações feitas, 73% foram classificadas como incrementais Investir em inovação tem se mostrado um diferencial para …

Segundo estudo da CNC, das inovações feitas, 73% foram classificadas como incrementais

Investir em inovação tem se mostrado um diferencial para as empresas do varejo brasileiro. De acordo com um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 85% das empresas de varejo que inovaram em 2022 relataram aumento de lucro ou valorização de marca.

“A pesquisa aponta que a inovação impacta diretamente o aumento de lucro ou a valorização da marca, o que demonstra o retorno positivo dessas ações”, afirma Maurício Ogawa, diretor de Economia e Inovação da CNC.

Das inovações feitas, 73% foram classificadas como incrementais – pequenas modificações em produtos, serviços ou processos, com menor risco e investimento.

As principais áreas em que as inovações ocorreram incluem métodos de marketing e pós-venda (83%), processamento de informações e comunicação (78%) e práticas de gestão organizacional (74%).

Inovar aumenta o lucro

Segundo o estudo, empresas com mais de 50 funcionários têm 4,6 vezes mais chances de inovar, em comparação às empresas de pequeno porte, que possuem até 10 colaboradores. Esse resultado sugere que a capacidade de inovação está diretamente ligada à estrutura e à disponibilidade de recursos, uma vez que organizações maiores tendem a ter mais condições para reter talentos e investir em melhorias tecnológicas e de processos.

A pesquisa também identificou os principais obstáculos enfrentados pelas empresas que não inovaram. Entre as justificativas mais citadas, destacam-se a falta de necessidade devido às condições de mercado (43%) e a falta de conhecimento ou interesse (7%). Além disso, fatores como a instabilidade econômica (54%) e a ausência de incentivos fiscais e financeiros (51%) foram apontados como barreiras significativas para a inovação.

“Esses resultados reforçam a necessidade de criar condições mais favoráveis para que empresas de todos os portes possam inovar, com políticas de apoio financeiro e a promoção de uma cultura de inovação no setor varejista”, destaca Maurício Ogawa.

A pesquisa foi efetuada em oito regiões metropolitanas, com 840 entrevistas direcionadas a tomadores de decisão de empresas de pequeno, médio e grande porte, classificadas de acordo com o número de funcionários. Empresas com até 10 funcionários foram consideradas de pequeno porte; de 11 a 49, de médio porte; e as com mais de 50 funcionários, de grande porte.

Fonte: Mercado & Consumo

17 de janeiro de 2025
O impacto de plataformas de aposta na inadimplência...

Quase dois milhões de brasileiros passaram a dever por causa das bets O varejo deixou de faturar de R$ 103 …

Quase dois milhões de brasileiros passaram a dever por causa das bets

O varejo deixou de faturar de R$ 103 bilhões ao longo do ano de 2024 em decorrência do redirecionamento dos recursos das famílias para as bets, como ficaram conhecidas as plataformas virtuais de apostas esportivas e de cassino online. É o que indica estudo divulgado nesta quinta-feira 16, no Rio de Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O levantamento, denominado O Panorama das Bets, levou em consideração dados disponibilizados pelo Banco Central. Eles revelam que os brasileiros destinaram cerca de R$ 240 bilhões às bets em 2024. Segundo a CNC, os resultados indicam que as apostas online causam endividamento e vício e não só afetam os apostadores como geram impactos socioeconômicos significativos para toda a sociedade.

A atuação das bets no Brasil foi autorizada pela Lei Federal 13.756, aprovada em 2018. Desde então, elas cresceram no país e vêm investindo alto em publicidade, inclusive patrocinando clubes de futebol.

A maior preocupação apontada no estudo da CNC envolve as modalidades de cassino online, como, por exemplo, o Jogo do Tigrinho. Eles estão presentes hoje na maioria das bets. Economistas da CNC estimam que pelo menos 80% dos pagamentos dos usuários nessas plataformas envolvem gastos com alguma modalidade de cassino online. O volume de recursos destinado às apostas esportivas representaria uma fatia bem menor.

Segundo defendem economistas envolvidos na pesquisa da CNC, a Lei Federal 13.756 ainda carece de regulação do Ministério da Fazenda. Eles consideram que há um “limbo regulatório”, pelo qual foi permitido aos sites de apostas esportivas incorporar livremente os cassinos online, que se proliferaram sem controle adequado.

“Além disso, a ausência de regulamentação facilitou a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas, prejudicando a economia formal. A popularidade crescente dos cassinos online tem desviado recursos que poderiam ser gastos em outros setores produtivos, como o comércio varejista, influenciando toda a cadeia produtiva”, revela o estudo.

Dívidas

Segundo estimativas, no último ano, cerca de 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por conta das bets. A CNC sustenta que muitas pessoas se endividam quando deixam de arcar com seus compromissos financeiros para realizar apostas. Para a entidade, isso acontece, sobretudo, com a população de menor renda.

O estudo reúne dados de inadimplência e compara dois grupos. O primeiro – com renda entre 3 e 5 salários mínimos – e o segundo entre 5 e 10 salários mínimos. Entre novembro de 2023 e novembro de 2024, observou-se cenários opostos. No primeiro grupo, o percentual de famílias com contas em atraso saltou de 26% para 29%.

Já a do segundo grupo caiu 2,6 pontos percentuais, fechando em 22%. “A inadimplência elevada pode levar a uma redução no consumo, desaceleração econômica, aumento da taxa de juros e instabilidade financeira”, afirmou a CNC.

Preocupações em torno das apostas realizadas por usuários de baixa renda se tornaram tema de debate público em setembro do ano passado, a partir de uma nota técnica do Banco Central. Ela apontou que beneficiários do Bolsa Família haviam gastado, no mês anterior, R$ 3 bilhões em bets. Os valores envolvem transferências na modalidade Pix realizadas para as plataformas.

Na época, o governo federal sinalizou movimentações para aumentar o controle sobre as bets. Foram anunciados um pente fino nos sites de apostas e o bloqueio dos que não tinham autorização para funcionar, conforme estabelece a Lei Federal 13.756. Uma lista divulgada há duas semanas pelo governo federal reúne os nomes de 66 empresas que podiam operar no Brasil, sendo 14 com licença definitiva e 52 com liberação provisória e pendências a serem sanadas.

Mas, desde a divulgação da nota técnica do Banco Central, há uma pressão para que os beneficiários do Bolsa Família sejam impedidos de usar recursos do programa em apostas online. Em decisão tomada em novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal adotasse medidas neste sentido.

Ele apontou o desvio de finalidade, tendo em vista que o Bolsa Família, criado em 2003 e considerado hoje o maior programa de transferência de renda do Brasil, tem como objetivo garantir alimentação, saúde e educação, conferindo dignidade e assegurando a cidadania das famílias atendidas.

Limitações técnicas

No mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) também cobrou uma solução. Entretanto, o governo federal, através da Advocacia Geral da União (AGU), informou ao STF que há limitações técnicas e dificuldades operacionais para o cumprimento da decisão. O caso continua em análise.

De outro lado, esforços do governo federal para regular o setor resultaram na Portaria nº 1.231/2024, da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Lançada no ano passado, ela criou novas regras tais como a divulgação de informações para os apostadores, a identificação de seus perfis e o monitoramento do comportamento para antecipar formas de prevenir danos relacionados ao jogo patológico.

Também foram fixadas limitações para a publicidade, sendo vedadas, por exemplo, propagandas que representem as bets como meio de enriquecer ou complementar renda.

“Para evitar o endividamento, foi proibido o oferecimento de crédito para apostar. As empresas podem aceitar pagamento pré-pago (cartão de débito), mas não pós-pago (cartão de crédito). Elas também não poderão oferecer crédito por nenhum meio (direto ou por meio de parceiros) aos apostadores. A regulamentação visa assegurar que o jogador aposte apenas o dinheiro que possui, evitando se endividar”, anunciou, na época, o ministério.

Propostas

No estudo divulgado hoje, a CNC defende a adoção de medidas regulatórias adicionais para prevenir e reduzir os impactos gerados na sociedade a partir da operação das bets. Entre elas, está o estabelecimento de limites de apostas, a criação de programas de prevenção e tratamento para viciados, a realização de campanhas de conscientização pública sobre os riscos associados e a exclusão das modalidades altamente propícias a fraudes e à clandestinidade.

A entidade defende, ainda, que os impostos são cruciais para a organização e controle da atividade e que a regulação favorece a arrecadação de tributos, que podem ser direcionados para financiar programas sociais, de saúde e de outras áreas que contribuam para compensar os danos causados pelo vício.

A CNC também reiterou sua posição favorável aos “cassinos reais”, isto é, aqueles em que as pessoas apostam presencialmente. Assinalou, no entanto, a importância de uma regulamentação robusta, que inclua a necessidade de licenças e supervisão por órgãos governamentais para prevenir fraudes e lavagem de dinheiro, além de proteger os jogadores contra a dependência.

Segundo a entidade, enquanto a modalidade online compromete a renda das famílias e impacta o varejo, os cassinos que possuem localização física geram emprego e renda onde são regulamentados. O estudo também dedicou um capítulo para apresentar informações sobre as experiências de outros países. Foram mencionados aspectos legais e econômicos dos casos dos Estados Unidos, China, Singapura, Reino Unido, Malta, França, Itália, Portugal, Alemanha, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia, Bolívia.

Para o Brasil, estimou-se que, com os cassinos físicos, haveria uma arrecadação anual de pelo menos R$ 22 bilhões em impostos. “Comparativamente, segundo estimativas da Receita Federal, os cassinos online teriam potencial máximo de gerar R$ 14 bilhões por ano em arrecadação”, informa a pesquisa.

Os cassinos físicos foram proibidos no Brasil em 1946, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. Na época, alegou-se que os jogos de azar eram contrários à tradição moral, jurídica e religiosa do povo brasileiro. A decisão foi tomada após campanhas do Instituto dos Advogados do Brasil e de setores da Igreja Católica contra os cassinos.

A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) mantém sua posição contra a liberação destes estabelecimentos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também é crítica de medidas neste sentido e reconhece que o vício em jogos de azar pode se converter em um problema de saúde pública.

Fonte: Carta Capital

16 de janeiro de 2025
Setor empresarial questiona PL que obriga instalação...

Segmento questiona a viabilidade de projeto de lei que tramita na Câmara do Recife, destacando a necessidade de avaliar a …

Segmento questiona a viabilidade de projeto de lei que tramita na Câmara do Recife, destacando a necessidade de avaliar a infraestrutura destes bicicletários

Uma nova proposta em tramitação na Câmara Municipal do Recife busca ampliar os direitos dos trabalhadores que utilizam a bicicleta como meio de transporte. O Projeto de Lei nº 140/2024, de autoria do vereador Fred Ferreira (PL), prevê que empresas com mais de 100 funcionários sejam obrigadas a disponibilizar infraestrutura de apoio, incluindo bicicletários, banheiros e armários, dentro de suas dependências.

De acordo com o texto, o objetivo é incentivar o uso de bicicletas no deslocamento diário e oferecer mais conforto e segurança aos ciclistas. A proposta está sendo analisada pelas comissões de Legislação e Justiça, Acessibilidade e Mobilidade Urbana, e Planejamento Urbano e Obras.

Fred Ferreira destaca que à medida que as grandes cidades brasileiras expandem suas redes de ciclovias, cresce a demanda por instalações como bicicletários e vestiários nas empresas. “Colaboradores motivados influenciam positivamente o ambiente de trabalho, melhorando o clima organizacional e a qualidade das tarefas executadas. Isso pode começar com poucos funcionários, mas logo se espalha por toda a empresa”, pontuou o autor da iniciativa durante a apresentação na Câmara, em 6 de janeiro deste ano.

O projeto se soma a iniciativas já existentes em Pernambuco, como a Lei nº 14.740/2012, de caráter mais abrangente, sem distinção entre usuários, que determina a instalação de estacionamentos para bicicletas em órgãos públicos e empresas privadas com circulação diária superior a 100 pessoas. Sancionada há mais de uma década, a lei estadual exige apenas estacionamentos para bicicletas com sinalização.

Apesar de ambas as medidas visarem a inclusão dos ciclistas no planejamento urbano, há diferenças significativas entre elas. Enquanto a legislação estadual exige apenas estacionamentos com sinalização para a segurança das bicicletas, o projeto municipal propõe uma infraestrutura mais completa, voltada especialmente para trabalhadores.

Setor empresarial não foi consultado sobre bicicletários

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Fred Leal, a iniciativa é positiva, mas é preciso ser estudada e desenvolvida de forma viável: “onde estão localizadas essas empresas? Se estiverem em shopping centers, quem será responsável pela instalação do bicicletário: o shopping ou as empresas? Caso estejam na rua, haverá espaço disponível para essa estrutura? São questões que precisam ser analisadas antes de implementar uma lei desse tipo”, questiona Leal.

Ele ainda afirma que a CDL não foi consultada a respeito do projeto e que a entidade civil não teve acesso ao conteúdo completo da proposta. “Precisamos conhecer melhor o projeto antes de emitir uma posição mais detalhada”, afirma.

Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do Recife comenta também que a organização não foi questionada sobre a viabilidade do PL: “não tinha conhecimento dessa proposta até então e ninguém nos procurou pra discutir sobre o tema”, relata o presidente da associação, Toni Sousa.

Toni lembra que já existe uma previsão legal, exigindo que as empresas tenham armários e banheiros a partir de um número específico de funcionários, mas que é preciso entender melhor se há algum embasamento constitucional ou não para a obrigatoriedade de bicicletários.

“Para ter obrigatoriedade é preciso levar em conta a capacidade física de cada estabelecimento. Tem lugares que, simplesmente, não têm como instalar um bicicletário, por falta de espaço mesmo. Então, é algo que precisa ser analisado com mais cuidado”, comenta Sousa.

Por meio de nota, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) respondeu que o projeto está sendo analisado internamento pela equipe técnica. Além disso, a entidade afirmou que não comentará o assunto por enquanto.

Fonte: Movimento Econômico

14 de janeiro de 2025
NRF divulga lista de 25 previsões para o varejo...

Previsões apontam para desafios logísticos e de privacidade A National Retail Federation (NRF) divulgou sua previsão para o varejo em …

Previsões apontam para desafios logísticos e de privacidade

A National Retail Federation (NRF) divulgou sua previsão para o varejo em 2025, apresentando as 25 tendências que devem moldar o setor neste ano. Com o avanço da tecnologia, a personalização e a integração de canais, as empresas precisam estar atentas às inovações que prometem transformar a experiência do consumidor e as operações do varejo.

Desde o impacto da inteligência artificial, com agentes de IA e live shopping, até a crescente importância da experiência no ponto de venda, a NRF identificou as principais mudanças que devem impactar varejistas e consumidores.

Veja as 25 tendências de varejo para 2025, segundo a NRF:

1 – 2025 é o ano dos agentes de IA. Atualmente, as vendas influenciadas digitalmente ultrapassam 60%. Esse percentual só aumentará à medida que os agentes de IA personalizem recomendações, simplifiquem a tomada de decisões e realizem tarefas de reposição automática.

Jason Goldberg, diretor de estratégia de comércio da Publicis, escreveu recentemente: “Os assistentes de compras de IA estão prontos para incorporar a inteligência artificial no coração de nossas experiências de compra, mudando para sempre o cenário do varejo. Agentes de IA … estão se tornando realidade à medida que gigantes da indústria investem recursos nesse espaço em crescimento. Essas empresas vislumbram um futuro onde o atrito nas compras — comparações intermináveis, rolagem e tomada de decisões — será substituído por uma assistência contínua e personalizada.”

É importante notar, no entanto, que, embora a tecnologia esteja avançando, a adoção generalizada pode levar mais tempo devido aos custos e preocupações com dados.

2 – A IA generativa continuará a revolucionar o varejo em 2025, permitindo experiências de compra hiperpersonalizadas, criação dinâmica de conteúdo e assistentes virtuais baseados em IA que interagem com os clientes em tempo real.

Com o uso da IA, os varejistas podem obter uma compreensão mais aprofundada do comportamento do consumidor, analisar compras anteriores e interpretar sinais sociais. A capacidade preditiva da IA permite que os varejistas antecipem as necessidades dos consumidores antes mesmo de começarem a comprar, melhorando a satisfação e a fidelidade. Os varejistas também utilizarão a IA para agilizar operações, otimizar estoques e acelerar o design de produtos com base nas preferências e tendências dos consumidores.

À medida que a IA se torna mais integrada, garantir transparência e uso ético dos dados será fundamental para manter a confiança do consumidor, ao mesmo tempo que impulsiona a inovação e a eficiência.

3 – O CEO do Google, Sundar Pichai, acredita que as vitórias fáceis em inteligência artificial chegaram ao fim. A maioria concorda. Embora a IA continue a estar na vanguarda da inovação em 2025, o progresso enfrenta obstáculos, incluindo a integração complexa com sistemas existentes e preocupações com a privacidade dos dados.

O ponto crucial para tudo relacionado à IA é a enorme quantidade de dados precisos e limpos. Infelizmente, muitos varejistas continuam a enfrentar dificuldades com dados fragmentados em diferentes canais, o que dificulta o treinamento e a otimização dos modelos de IA.

4 – O live shopping vem ganhando força há anos e, em 2025, vai explodir. Muito se fala sobre os consumidores quererem experiências e entretenimento. O live shopping combina os dois, permitindo que varejistas e marcas se conectem com os clientes de forma mais pessoal.

Essa abordagem de vendas, inspirada pela QVC e HSN, cria um senso de urgência e exclusividade, além de fortalecer as conexões entre marcas e produtos. Em um ambiente de varejo multicanal, onde cada ponto de contato é uma ferramenta poderosa para obter insights, o live shopping pode fornecer dados valiosos.

Dito isso, a adoção mais ampla do live shopping pode depender de superar desafios logísticos e de sua capacidade de oferecer um retorno convincente sobre o investimento para os varejistas.

5 – Shein, Temu, TikTok e Amazon são frequentemente apontadas como as maiores disruptoras do varejo na indústria. O que todas elas têm em comum? São marketplaces.

Os prognosticadores esperam um crescimento mais rápido nesse espaço e que mais varejistas entrem nessa arena. Kroger, Macy’s, Nordstrom e Michael’s já estão fazendo movimentos no setor de marketplaces, à medida que os consumidores buscam essas plataformas para ofertas diversificadas de produtos, preços competitivos e conveniência. O custo de entrada não é elevado para os varejistas e oferece uma opção diferente que pode evitar que os consumidores cliquem em outros sites.

6 – Atecnologia Just Walk Out e as operações autônomas de varejo não são novidades, mas à medida que o ano avança, espere ver lojas sem caixas, robôs de inventário, veículos autônomos de entrega — e até drones — se proliferando.

Parte do aumento é lógica simples; quanto mais essa tecnologia for adotada, mais rápido será o seu lançamento. Além disso, os consumidores tendem a preferir experiências mais rápidas. E não subestime o papel que essa tecnologia desempenhará, dado a escassez de mão de obra que a indústria de varejo está enfrentando e os custos mais altos: Pelo menos 23 estados devem aumentar os requisitos de salário mínimo para as empresas em 2025.

7 – A tecnologia no varejo se transformará ao priorizar a experiência do empregado, tornando-a central para a inovação.

À medida que a IA e a automação agilizam as operações, o foco será capacitar os funcionários com ferramentas para criatividade, engajamento e crescimento. Ao melhorar o ambiente de trabalho e fomentar uma cultura de aprendizado contínuo, os varejistas aumentarão a produtividade e reduzirão a rotatividade de funcionários. Essa mudança impulsionará o sucesso nos negócios, garantindo que o elemento humano continue no centro do varejo enquanto a tecnologia evolui.

8 – As lojas físicas de varejo continuarão seu renascimento em 2025. Fundamentais para aumentar a retenção, aquisição de clientes, identidade da marca e lealdade, as lojas físicas de hoje precisam oferecer experiências imersivas que não podem ser replicadas online e exibir as identidades únicas das marcas.

Esses espaços criam confiança e lealdade por meio de interações autênticas, promovem conexões pessoais e criam uma comunidade em torno da marca. À medida que os consumidores buscam conexões significativas, as lojas físicas oferecem o ambiente perfeito.

9 – Espere que mais marcas mainstream sigam o exemplo das lojas boutique e de luxo, investindo mais pesadamente em serviços e experiências dentro das lojas. Esses serviços não são apenas um extra agradável; eles são um motor de receita, como comprovado nas lojas Sephora e Rituals ao redor do mundo.

E, mais importante ainda, os serviços dentro das lojas são a forma mais clara de diferenciar o online do offline.

10 – Oretail media oficialmente começou a amadurecer, mas, assim como um adolescente, esse desenvolvimento se desenrolará de maneiras opostas nos próximos 12 meses. Alguns irão melhorar suas ofertas com programação relevante para a jornada do cliente.

Ainda assim, muitos varejistas expandirão seu cenário de retail media sem prestar atenção ao interesse e à percepção do cliente. Em resumo, a mídia no varejo dentro das lojas vai melhorar e piorar simultaneamente.

Conclusão: Espera-se resultados mistos aqui, com alguns varejistas se destacando e outros lutando com o engajamento dos clientes.

11 – A Geração Z e os Millennials continuarão a flexionar seu poder de consumo em 2025. Para os varejistas, isso se traduz em mais engajamento digital.

Claro, os compradores mais jovens estão voltando às lojas físicas, mas suas expectativas por experiências de compra online-offline sem interrupções agora são um requisito básico. 2025 elevará o padrão de descoberta criativa de produtos e recomendações personalizadas, desafiando as empresas de varejo a manter suas práticas de negócios, ingredientes e fontes transparentes.

12 – A geração digitalmente nativa da Geração Alpha continuará a desafiar marcas e profissionais de marketing. Embora tenham demonstrado uma inclinação por experiências presenciais e sua demanda por e-commerce não seja tão robusta quanto a de seus pais, eles são um grupo difícil de entender.

Claro, algumas marcas estão ansiosas para trabalhar diretamente com criadores da Geração Alpha, mas gerenciar uma criança de 10 anos — e seus pais — é um mundo totalmente novo. Com especialistas em privacidade e críticos de redes sociais já levantando questionamentos, os próximos 12 meses trarão mudanças importantes.

13 –Varejistas e marcas precisarão aprimorar suas estratégias de marketing em 2025, pois cada geração exigirá uma abordagem diferenciada que reconheça preferências e valores diversos.

A Geração Z buscará autenticidade e responsabilidade social, favorecendo marcas que estejam alinhadas aos seus padrões éticos. Os Millennials priorizarão experiências e personalização, procurando marcas que se envolvam de maneira significativa em diversas plataformas. A Geração X valorizará conveniência e eficiência, respondendo bem a interações diretas e sem complicação. Os Baby Boomers apreciarão clareza e confiança, se atraindo por marcas que demonstram confiabilidade e cuidado com o cliente.

14 – O trabalho dos profissionais de marketing ficará mais difícil nos próximos meses. Parece haver uma crescente desconfiança em relação à publicidade — em parte devido à superexposição e agravada pela preocupação com a privacidade.

O marketing linear é coisa do passado, deixando os profissionais de marketing para decifrarem quantos pontos de contato são necessários para convencer os consumidores a realizar uma compra — e isso é diferente para cada produto. E, para piorar, existem tantos produtos competindo por espaço nas casas dos consumidores que os compradores estão demorando mais para avaliar as opções.

15 – Em 2025, o comércio sem interrupções será definido por uma experiência de compra integrada e sem atritos em todos os canais. Os consumidores esperarão que as marcas ofereçam interações consistentes e personalizadas, transações rápidas e sem complicação, com visibilidade de estoque em tempo real e opções de entrega flexíveis.

As marcas que se destacarem usarão dados de forma inteligente para antecipar necessidades e personalizar experiências, aumentando a conveniência e a satisfação. À medida que a tecnologia conecta os mundos digital e físico, a lealdade do cliente dependerá da capacidade da marca de proporcionar interações contínuas, coesas e memoráveis.

16 – O social commerce prosperará em 2025 à medida que as plataformas se integrem mais às experiências de compra e evoluam para destinos dinâmicos de compras, onde descoberta, engajamento e compra se cruzam de forma fluida.

Parcerias e marketing de influenciadores continuam sendo essenciais, e o papel da IA na personalização de recomendações reflete as tendências contínuas de como as marcas interagem com os consumidores.

Esses princípios são especialmente verdadeiros para a Geração Z e os Millennials: uma pesquisa da Forbes Advisor e Talker Research revelou que 46% da Geração Z e 35% dos Millennials preferem as redes sociais em vez de motores de busca tradicionais. Quarenta e quatro por cento da Geração Z descobrem novas marcas nas redes sociais diariamente, com o TikTok sendo o preferido para buscas sobre temas como cabelo, maquiagem e ideias de presentes.

17 – 2025 marcará um ponto de inflexão nos pagamentos sem contato, com pagamentos móveis e por aproximação previstos para crescer 12,4% ao ano de 2025 a 2034, de acordo com a IntelliPay.

Impulsionados por um consumidor que busca uma experiência de compra digital sem interrupções, as opções de checkout com um clique continuarão a crescer. Ainda assim, será necessário lidar com preocupações sobre a privacidade de dados e usar a tecnologia para combater ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas. E, apesar de todas as opções revolucionárias, uma parte dos consumidores sem conta bancária continua a usar dinheiro.

18 – Todos os indicadores apontam para umamudança na forma de acessar o desempenho financeiro dos varejistas. Especialistas acreditam que a indústria começará a se afastar dos métodos convencionais de avaliação de desempenho financeiro, como demonstrações de lucros e perdas, para a “quinta parede” e além.

A quinta parede sugere considerar fatores adicionais, como experiência do cliente, lealdade à marca, engajamento nas redes sociais, práticas de sustentabilidade e outros aspectos qualitativos não capturados nas tradicionais demonstrações de lucros e perdas. É um ato de equilíbrio para cada varejista, mas a mudança em direção a uma visão mais holística do negócio está em andamento.

19 – Os varejistas continuarão sua luta contra os altos níveis de roubo, violência e crimes organizados no varejo no próximo ano. O aumento de apoio e parcerias com as autoridades e líderes comunitários resultará em maior sucesso na identificação, detecção e interrupção de grupos de crimes organizados no varejo (ORC).

A experiência do cliente exigirá uma estratégia de proteção de ativos sem atritos, contando com tecnologias inovadoras como RFID para gestão de inventário de ponta a ponta e medidas de segurança que previnam furtos, mas ofereçam aos clientes capacidades de autoatendimento.

20 – Na área de políticas alimentares, é provável que 2025 seja marcado por discussões robustas entre os formuladores de políticas sobre alimentos ultraprocessados, corantes e aditivos alimentares, e a saúde das dietas dos americanos e da alimentação em geral.

Impulsionando essas conversas estará a administração do presidente eleito Trump, cujos apoiadores incluíam influenciadores do movimento “Make American Healthy Again”, que se concentrou no papel dos alimentos e da dieta nas doenças crônicas.

A possibilidade de Robert F. Kennedy Jr. como Secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, bem como indicados para outros departamentos e agências, pode resultar em mudanças na política agrícola e alimentar de longa data.

21 – Saúde e bem-estar continuarão sendo prioridades para os consumidores dos EUA. De acordo com uma pesquisa da McKinsey, o mercado de bem-estar nos EUA está crescendo cerca de 10% a cada ano e agora vale US$ 480 bilhões.

Onde e como os consumidores estão gastando está se deslocando para produtos e serviços respaldados pela ciência. Testes diagnósticos caseiros, dispositivos vestíveis como anéis biométricos e outros aparelhos conectados a aplicativos móveis, como monitores contínuos de glicose, estão ganhando força. E espere que o diálogo sobre produtos para menopausa, medicina preventiva voltada para longevidade saudável e medicamentos GLP-1 para perda de peso se amplifique.

22 – As vendas online de alimentos nos EUA cresceram US$ 1,5 bilhão de novembro de 2023 para novembro de 2024, de acordo com dados da pesquisa Brick Meets Click / Mercatus Grocery Shopping Survey. Esse é um grande percentual, com potencial para crescer ainda mais.

Espere que Walmart, Target e Kroger invistam em tecnologia e aproveitem opções de atendimento para atender à demanda. Os consumidores ainda não podem apertar um melão online, mas se estiverem enchendo seus carrinhos com os itens previstos para serem os mais trendy — como realçadores de hidratação, lanches ricos em proteínas, chamados de “alimentos funcionais” e bolinhos — isso provavelmente não importa.

23 – Três palavras podem descrever as cadeias de suprimento em 2025: adaptáveis, eficientes e resilientes. Vários riscos pairam sobre os varejistas, incluindo a possibilidade de uma greve nos portos da Costa Leste em janeiro e a incerteza em torno das tarifas sobre a China e o México.

No entanto, as empresas estão mais preparadas, tendo implantado IA e aprendizado de máquina não apenas para rastrear o inventário, mas para prever e se adaptar às interrupções antes que se tornem crises. Duas tendências a serem acompanhadas: a adoção de robótica e automação em armazéns e centros de distribuição, e a aplicação de tecnologias aprimoradas de rastreamento, como o blockchain.

24 – A circularidade é o futuro do varejo, e as empresas farão avanços notáveis em direção a esse objetivo em 2025.

Impulsionadas pelo interesse dos consumidores em economizar dinheiro e ser mais sustentáveis — e apoiadas por novos marcos regulatórios tanto na Europa quanto nos Estados Unidos — as estratégias de negócios circulares expandem as margens de lucro do varejo além do ponto inicial da compra, aumentam a fidelidade à marca e criam benefícios ambientais e sociais.

A tendência em direção à circularidade e sustentabilidade está ganhando força, especialmente entre os consumidores mais jovens, que valorizam práticas ecológicas. No entanto, ainda é incerto se os varejistas conseguirão escalar modelos circulares de forma eficaz, mantendo a rentabilidade.

25 – O cenário de cibersegurança, em constante evolução, está pronto para mudanças em 2025, com os avanços tecnológicos e mudanças nas políticas regulatórias ganhando destaque. Especialistas em cibersegurança preveem que parte do foco estará na segurança das aplicações de IA, especialmente à medida que elas se tornam incorporadas em toda a empresa de varejo.

É importante notar que 2025 provavelmente verá regulamentos de privacidade mais robustos, maior controle do consumidor sobre seus dados e uma ênfase crescente no uso seguro e ético dos dados. Os varejistas precisarão equilibrar sua necessidade de dados para personalizar experiências com sua responsabilidade de proteger a privacidade do consumidor. Transparência, segurança e estratégias centradas na privacidade serão fundamentais para manter a confiança do consumidor no cenário de varejo em evolução.

Com informações de National Retail Federation.
Imagem: National Retail Federation

Fonte: Mercado & Consumo

13 de janeiro de 2025
Presidente da CDL Recife participa da NRF 2025...

Fred Leal, presidente da CDL Recife e do Sindilojas, está em Nova Iorque (EUA) para participar da 115ª edição da …

Fred Leal, presidente da CDL Recife e do Sindilojas, está em Nova Iorque (EUA) para participar da 115ª edição da NRF Retail Big Show, que neste ano tem como tema “A trilogia transformadora do varejo: pessoas, experiências e inteligência artificial”. O evento conta com mais de 150 painéis, 1.000 expositores e uma expectativa de 4 mil visitantes.

A National Retail Federation é a maior associação de varejo do mundo, representando mais de 18.000 empresas de todos os setores do mercado. Além de promover insights estratégicos, a NRF é um espaço único para troca de experiências, networking e aprendizado, ajudando varejistas a se manterem atualizados e competitivos.

 

Como planejar o crescimento de uma empresa em...

Um dos principais motivadores é o aumento da base de clientes, o que leva a um crescimento nas vendas e …

Um dos principais motivadores é o aumento da base de clientes, o que leva a um crescimento nas vendas e na receita, além de ampliar a visibilidade da marca

Expandir um negócio é um passo importante para o crescimento e consolidação de uma empresa. Um dos principais motivadores é o aumento da base de clientes, o que leva a um crescimento nas vendas e na receita, além de ampliar a visibilidade da marca. Porém, é fundamental estar preparado para se adaptar às particularidades do mercado local e aos hábitos de consumo da região, que inclui ainda a adaptação à cultura e a avaliação constante do desempenho.

O franchising é um dos caminhos mais eficientes para a expansão, à medida que na ponta da operação você tem um franqueado que na essência é aquela pessoa que domina o mercado local, conhece as particularidades da região e a cultura. Quando a marca vai com a franquia, ela busca um empresário com esse domínio local para que a adaptação do modelo de negócio funcione melhor. Por outro lado, o empreendedor começa uma empresa que já oferece credibilidade de uma marca já conhecida e testada no mercado e também disponibiliza, por exemplo, um planejamento dos custos de instalação, possibilidade de pesquisas e desenvolvimento, entre outros benefícios, o que torna o negócio muito atrativo.

No entanto, antes de entrar em um novo mercado, existem alguns outros critérios-chave. “O primeiro é o potencial de demanda: há uma necessidade ou desejo claro para o produto ou serviço que está oferecendo? Em seguida, a competitividade do mercado, identificando quem são os principais concorrentes e quais são seus pontos fortes e fracos”, aconselha Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up da 300 Ecossistema de Alto Impacto. “Também deve levar em consideração aspectos regulatórios e legais, pois cada região tem exigências específicas que impactam a operação. A disponibilidade de mão de obra qualificada e o perfil dos potenciais franqueados na região são outro critério importante, já que a execução local é crucial para o sucesso da expansão. Por fim, fazer uma análise de viabilidade financeira, considerando custos de instalação, operação e expectativas de retorno sobre o investimento”, completa o executivo.

De olho em novos mercados, a PróRir, rede de consultórios odontológicos, que hoje opera com 19 unidades no Rio de Janeiro, é um exemplo de rede que pretende expandir pelo Brasil por meio do franchising. O plano é chegar em toda a região sudeste e também no centro oeste até o final de 2025, alcançando 50 unidades. “A empresa nasceu em 2006 e em 2017 entrou para o franchising, justamente para alavancar sua participação em nível nacional. “Nossa estrutura é preparada para atender cidades a partir de 60 mil habitantes, oferecendo mais de 15 especialidades odontológicas, a preços acessíveis, especialmente para os públicos B, C e D”, explica João Piffer, CEO e fundador da PróRir.

De acordo com os últimos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o mercado odontológico brasileiro movimenta R$ 38 bilhões por ano, sendo a segunda profissão mais rentável do país, com mais de 400 mil profissionais atuantes. O levantamento coloca o país no ranking com a maior quantidade de cirurgiões-dentistas do mundo. Levando em consideração que a população brasileira atingiu a marca de 203 milhões, segundo o Censo de 2022, a média é de um profissional para cada 503 habitantes.

“Os números comprovam que o Brasil tem um potencial enorme para a expansão da PróRir. Em contrapartida, a maioria das regiões do país são carentes de tratamentos odontológicos. O que esperamos com a nossa expansão é oferecer à população o acesso a esses atendimentos e oportunidades para os dentistas empreender, montando seu próprio consultório, e também gerar trabalho para os dentistas da região”, diz Piffer. “Sabemos que a expansão traz desafios, mas com um bom planejamento, levaremos a PróRir para atender toda essa demanda do mercado e deixar o sorriso dos brasileiros cada vez mais bonito e saudável”, completa o executivo.

“Através do franchising, as redes que desejam se destacar do convencional conseguem implementar métodos e conceitos muito bem definidos e que operam de forma eficiente. Quando essas redes são franqueadas, elas realmente dominam o mercado em que se inserem, especialmente quando focam na interiorização. Nas cidades de menor porte, há um grande espaço para a profissionalização do segmento, tornando o franchising uma estratégia assertiva. Isso é particularmente relevante para o setor de clínicas odontológicas, onde há uma clara oportunidade de expansão e profissionalização, fortalecendo a atuação em diferentes regiões do país”, finaliza Barreto.

Fonte: Varejo S.A

10 de janeiro de 2025
CDL Recife realiza entrega dos prêmios do Natal...

Na última quinta-feira (9), os ganhadores(as) do Natal Premiado 2024 receberam os prêmios sorteados no dia 3 de janeiro. Confira …

Na última quinta-feira (9), os ganhadores(as) do Natal Premiado 2024 receberam os prêmios sorteados no dia 3 de janeiro. Confira os sortudos:

HB20 0KM

🔹Patrícia Canevassi, Moradora do bairro de Boa Viagem, comprou na Oculum do Shopping Recife.

 

Vale-Compras de 1.000,00

🔹Erenilson Gomes, Morador da Ilha Joana Bezerra, comprou na Decoplast.

🔹Alexandre Cunha, morador do Alto Sol Nascente, comprou na Avil Magazine.

🔹Carlos Venâncio, morador do Ipsep, comprou na Artex do Shopping Recife.

🔹Rita de Cássia, Moradora do Rosarinho, comprou na Di Santinni do Shopping Patteo Olinda.

🔹Nadja Maria, moradora do bairro Campina do Barreto, comprou na Ferreira Costa da Tamarineira.

 

TV de 43″

🔹 Cícera Maria, moradora do Iputinga, comprou na Millena Móveis da Rua da Palma e cadastrou as notas.
🔹 Gloria Amorim, moradora do Ipsep, comprou na Ferreira Costa da Imbiribeira.
🔹 José Alexandre, morador de Ipojuca, comprou na Ferreira Costa da Imbiribeira.
🔹 Monica Carvalho, moradora de Rio Doce, comprou na World Tennis do Shopping Patteo Olinda.
🔹 Ricardo Jorge, morador do Ipsep, comprou no Atacado dos Presentes da Imbiribeira.

Parabéns a todos os ganhadores(as)!

Inadimplência em Recife foi de 26,1% em dezembro,...

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo fez uma pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Um …

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo fez uma pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Um recorte da Fecomércio-PE mostrou que, em dezembro, o percentual de inadimplentes em Recife foi de 26,1%. Ou seja, aconteceu um pequeno recuo, já que o percentual de novembro foi de 26,9%.

Comparando com dezembro de 2023, a Fecomércio afirma que a redução foi de 16,7%. O que significa que 27.576 famílias deixaram a inadimplência ao longo do ano. Ainda assim, um percentual de 12,5% de famílias acreditam não conseguir quitar suas contas atrasadas.

O cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida, utilizado por 93% das famílias entrevistadas. Outros formatos, como carnês (28,6%) e financiamentos habitacionais (6,5%), também seguem relevantes na composição do endividamento.

FONTE: CBN Recife

9 de janeiro de 2025
Procon Recife orienta pais sobre compra de material...

O Código de Defesa do Consumidor evita exigências excessivas por parte das escolas Antecedendo o início do ano letivo, o …

O Código de Defesa do Consumidor evita exigências excessivas por parte das escolas

Antecedendo o início do ano letivo, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Recife está orientando os pais e responsáveis pelos alunos quanto aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) na hora de comprar os materiais escolares. Confira:
Lista dos materiais
De acordo com o CDC de Pernambuco, as escolas devem divulgar a lista do material escolar e o cronograma semestral básico a partir do dia 1° de novembro ao início do ano letivo.
Esse espaço de tempo permite que os pais e responsáveis possam analisar com antecedência o que será cobrado e decidirem pela efetivação da matrícula ou não.
Lojas específicas
Além disso, as escolas não podem exigir que a compra do material escolar seja realizada num determinado estabelecimento.
A exceção são livros apostilados e materiais específicos previstos em contrato e previamente informados.
Uso coletivo
A Lei 9.870/1999 veta a cobrança sobre materiais de uso coletivo, como giz, brinquedos e bolas de isopor.
O mesmo acontece com materiais de expediente e de higiene, como carimbos, cartuchos de tinta, papel higiênico e sabonete.
Entrega
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor de Pernambuco, a entrega do material escolar pode ser realizada integralmente ou ao longo do semestre, seguindo o cronograma previamente estabelecido e divulgado pela escola.
Ao final do ano letivo, o colégio deve fornecer um demonstrativo detalhado do que foi utilizado e devolver o que não foi.
Reclamações
O consumidor pode registrar sua reclamação presencialmente na sede do Procon Recife, localizada na Rua do Imperador, 491, bairro de Santo Antônio, e nos postos de atendimento localizados nos Compaz (Ariano Suassuna, no Cordeiro; Eduardo Campos, no Alto Santa Terezinha; Dom Helder, no Coque, e Paulo Freire, no Ibura).
Além disso, o atendimento pode ser feito por meio do  Whatsapp (81) 3355.5286,  pelo site www.procon.recife.pe.gov.br e e-mail denunciaproconrecife@recife.pe.gov.br.
8 de janeiro de 2025
Com ganho de renda e ascensão social, Brasil...

Estudo constata que 50,1% dos domicílios estão nas classes C para cima, o que significa renda mensal domiciliar acima de …

Estudo constata que 50,1% dos domicílios estão nas classes C para cima, o que significa renda mensal domiciliar acima de R$ 3,4 mil

O Brasil voltou a ser um país de classe média. O ano de 2024 marcou uma mudança na distribuição das famílias por estrato social, mostra levantamento da Tendências Consultoria obtido em primeira mão pelo GLOBO. O estudo constatou que 50,1% dos domicílios estão nas classes C para cima, o que significa renda mensal domiciliar acima de R$ 3,4 mil.

É a primeira vez que isso acontece desde 2015, quando 51% estavam ao menos na classe média. Em 2023, os domicílios das classes C, B e A representavam 49,6%.

A melhora no emprego é o principal fator responsável pela ascensão social dos brasileiros, diz a consultoria:

— Desde 2023 houve migração importante das famílias da classe D/E para a classe C, decorrente da melhora significativa do mercado de trabalho no pós-pandemia — explica a economista Camila Saito, da Tendências.

As classes C e B são tipicamente as de classe média. Nessas famílias, a principal fonte de renda vem do trabalho, e a massa salarial (total dos ganhos de todos os trabalhadores) aumentou nos últimos anos, diz Camila, com a retomada da economia após a pandemia e a valorização real do salário mínimo em 2023 e 2024, após anos sem reajustes acima da inflação:

— Isso acarretou melhor desempenho dessas classes em relação às demais.

Impulso do emprego

Pelas estimativas do estudo, a massa de renda total no ano passado, incluindo salários, benefícios sociais, aposentadorias e pensões, e outras rendas como juros de investimentos, subiu em média 7% no país. Mas, na classe C, este avanço foi bem maior, de 9,5%.

Neste estrato social estão as famílias com rendimento domiciliar entre R$ 3,5 mil e R$ 8,1 mil. Na classe B, que reúne os domicílios com rendimentos entre R$ 8,1 mil e R$ 25 mil, o avanço nos ganhos foi de 8,7%, o segundo melhor desempenho.

Neste ano de 2025, a classe C deve, de novo, ter um desempenho melhor do que a média nacional. A Tendências prevê expansão de 6,4% na renda deste grupo, contra 3,8% para o conjunto dos brasileiros. Mas, em qualquer recorte, será um desempenho aquém de 2024, que resultará em uma mobilidade social mais lenta, afirma Camila:

— Nossas estimativas consideram uma tendência de lenta mobilidade social das famílias para classes de renda superiores. A mobilidade social das classes D e E deve ser reduzida nos próximos anos, acompanhando um fenômeno típico de países com alta desigualdade.

Segundo a economista, o ingresso no mercado de trabalho é o principal meio de redução da pobreza, mas não é condição suficiente para superá-la, diante das “baixas remunerações, elevadas desigualdades entre grupos de população ocupada, altas taxas de informalidade e marcante heterogeneidade entre os setores produtivos.”

Filha única de um empresário dono de uma academia de ginástica e de uma professora, a dentista Bruna Taboada, de 23 anos, viu a renda de sua família aumentar meses depois de se formar na faculdade. Natural de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, ela começou a atender em uma clínica e, com uma clientela mais robusta, passou a arcar com seus próprios gastos.

Da gasolina do carro aos materiais odontológicos e uma especialização em São Paulo, tudo sai de seu salário, que gira em torno de R$ 3.500.

— A renda do meu pai sempre foi incerta, porque a academia depende muito das temporadas. Já a minha mãe tinha uma certa segurança por ser concursada, mas ganhando bem menos. Hoje, eles saem mais para restaurantes, passaram a viajar. São luxos aos quais eles não se davam antes — diz Bruna.

Ela conta ainda que sua formatura, há pouco mais de um ano, coincidiu com as últimas parcelas do financiamento do imóvel em que vivem, o que aumentou a renda familiar, que está acima de R$ 20 mil e, assim, se consolidou na faixa B. Esse estrato social da classe média, segundo o estudo da Tendências, foi o segundo maior ganho de renda em 2024.

No ano passado, a taxa de desemprego chegou ao seu menor nível histórico, de 6,1% no trimestre terminado em novembro, e o nível de ocupação (total de pessoas com trabalho em relação à população total) chegou também ao seu melhor momento: 58,8%. Em 2019, essa taxa era de 56,8%.

Desigualdade em queda

Segundo o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o Brasil teve resultados sociais “bastante alvissareiros”, comparáveis aos de 2014 (o melhor ano até então para o mercado de trabalho), mas ainda melhores. O economista avalia que os três componentes que favorecem a ascensão social estavam presentes em 2024:

— Nos nossos estudos da nova classe média, três componentes estavam presentes: crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), como está havendo nos últimos dois anos; crescimento da renda do trabalho bem acima do PIB, que está acontecendo também. Em 2023, a alta do rendimento do trabalho só perdeu para o boom do Real (em 1994) em único ano.

Já o terceiro componente, explica Neri, só apareceu em 2024, que foi a queda da desigualdade. Apesar de os indicadores de disparidade de renda estarem no menor patamar histórico, eles ficaram praticamente estagnados em 2023. Em 2024, foi diferente, afirma Neri:

— No ano passado, entrou um elemento novo, ausente da cena nos últimos anos, que foi a queda na desigualdade. Até o terceiro trimestre, a renda média domiciliar per capita em 12 meses cresceu 6,98%, mas entre os 50% mais pobres, a alta foi 10,2%.

E a causa principal dessa alta maior veio da queda do desemprego, que respondeu por 40% do aumento da renda das famílias, afirma Neri.

Um dos símbolos da classe média, que é o emprego formal, também avançou. Foram criadas 3,6 milhões de vagas com carteira assinada de janeiro de 2023 a setembro de 2024, lembra o economista.

A alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 12,25% ao ano — e que pode chegar a 14,75% no fim de 2025, se as previsões dos analistas se confirmarem —, deve favorecer a classe A, diz Camila, da Tendências. Este estrato social tem os ganhos mais concentrados em aplicações financeiras e aluguéis.

— Com a trajetória de aumento da Selic, a estimativa para a massa “outros” é de uma alta de 7,8%. Assim, o aumento dos juros deve favorecer a classe A e, em menor medida, a classe B também. Além disso, os níveis elevados da inflação prejudicam mais as famílias mais pobres — afirma Camila.

Educação conta

Neri acredita que, como a alta recente do dólar está mais ligada a expectativas, essa instabilidade pode se dissipar com um apoio mais forte do próprio governo ao ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.